Mundo Uma dose de Pfizer ou AstraZeneca já corta transmissão do coronavírus pela metade, indica estudo

18:21  28 abril  2021
18:21  28 abril  2021 Fonte:   bbc.com

O que acontece com as doses das vacinas AstraZeneca e Janssen que países europeus decidiram não usar?

  O que acontece com as doses das vacinas AstraZeneca e Janssen que países europeus decidiram não usar? A Dinamarca e a África do Sul descartaram o uso da vacina AstraZeneca, e outros países a limitaram a certas faixas etárias, despertando o interesse de outros governos pelas doses que não serão utilizadas.Vários países restringiram o uso das vacinas Oxford-AstraZeneca e da Janssen (Johnson & Johnson) devido a um risco muito pequeno de coágulos sanguíneos.

Uma única dose da vacina contra a covid da Pfizer-BioNTech ou Oxford/AstraZeneca pode reduzir a transmissão doméstica do vírus pela metade, segundo um novo estudo.

Experimento foi realizado levando em conta dados disponíveis para as vacinas da Pfizer-BioNTech ou Oxford/AstraZeneca, pois são as duas disponíveis atualmente no Reino Unido. © Reuters Experimento foi realizado levando em conta dados disponíveis para as vacinas da Pfizer-BioNTech ou Oxford/AstraZeneca, pois são as duas disponíveis atualmente no Reino Unido.

Aqueles que receberam a primeira dose desses imunizantes - e que foram infectados três semanas depois - tinham entre 38% e 49% menos probabilidade de transmitir o vírus do que pessoas não vacinadas, concluiu a Public Health England, agência governamental de saúde pública do Reino Unido.

1,5 milhão de brasileiros não voltaram para tomar segunda dose

  1,5 milhão de brasileiros não voltaram para tomar segunda dose Desinformação e falta de reserva de doses podem prejudicar campanha de vacinação. Especialistas alertam para riscos de não tomar reforço e cobram que governos se mobilizem para encontrar quem precisa da segunda dose. © Fabio Teixeira/NurPhoto/picture alliance Especialistas acreditam que é preciso reforçar aos brasileiros a importância da segunda dose. O programa de vacinação contra a covid-19 no Brasil está em risco devido ao grande número de pessoas que não estão comparecendo aos postos de saúde para receber a segunda dose do imunizante.

O experimento foi realizado levando em conta dados disponíveis para essas duas vacinas, pois elas são as que atualmente estão disponíveis no país. Sendo assim, a CoronaVac, a vacina mais prevalente no Brasil, não foi incluída na pesquisa.

De qualquer maneira, especialistas reforçam que as pessoas devem completar o esquema de vacinação, ou seja, as duas doses das vacinas contra covid. Todos os estudos de eficácia das vacinas disponíveis no Brasil para combater a covid-19 mostraram a imunização completa somente 14 dias depois da segunda dose.

Falando sobre o estudo, o secretário de saúde (cargo equivalente ao Ministro da Saúde no Brasil) Matt Hancock descreveu os resultados como "uma notícia fantástica".

Ele pediu "a todos que tomem suas vacinas assim que forem elegíveis".

O que explica internações e casos raros de morte por covid-19 mesmo após vacina?

  O que explica internações e casos raros de morte por covid-19 mesmo após vacina? Nenhuma vacina oferece proteção de 100% contra doenças, mas elas reduzem — e muito — as chances de infecção, hospitalização e mortes, principalmente depois da segunda dose.O caso do cantor Agnaldo Timóteo, por exemplo, foi um dos mais recentes — e notórios. Ele já havia tomado a segunda dose do imunizante quando começou a apresentar sintomas do novo coronavírus e veio a falecer semanas depois.

No estudo, a proteção contra a covid foi observada cerca de 14 dias após a vacinação, com níveis semelhantes de proteção, independentemente da idade dos vacinados ou contatos, disse a PHE em um comunicado.

O órgão acrescentou que esta proteção se soma ao risco reduzido de uma pessoa vacinada desenvolver infecção sintomática em primeiro lugar, que é em torno de 60 a 65% - quatro semanas após uma dose de qualquer uma das vacinas.

Mary Ramsay, chefe de imunização da PHE, disse: "As vacinas são vitais para nos ajudar a voltar a um estilo de vida normal. As vacinas não apenas reduzem a gravidade da doença e evitam centenas de mortes todos os dias, agora vemos que também têm um impacto adicional na redução da chance de passar a covid-19 para outras pessoas."

Mas, apesar de dizer que as descobertas eram "encorajadoras", Ramsay disse ser importante que as pessoas continuassem a agir como se tivessem o vírus, "praticando uma boa higiene das mãos e seguindo as orientações de distanciamento social".

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  'Quem não toma, é burro', diz idosa ao receber segunda dose da vacina em BH Além dos idosos de 70 anos, campanha de vacinação contra COVID-19 também aplicará a segunda dose em pessoas de 69, 68 e 89 anos

As casas com famílias são locais de alto risco de transmissão, o que significa que o estudo fornece evidências iniciais sobre o impacto das vacinas na prevenção da transmissão, informou a PHE.

Resultados semelhantes podem ser esperados em outros ambientes com riscos de transmissão semelhantes, como acomodações compartilhadas e prisões, acrescentou o órgão.

Importância de vacinar a todos e rápido

Outro estudo da PHE mostrou que as vacinas evitaram a morte de mais de 10 mil pessoas com mais de 60 anos. © REUTERS/Yves Herman Outro estudo da PHE mostrou que as vacinas evitaram a morte de mais de 10 mil pessoas com mais de 60 anos.

Em entrevista à BBC, o epidemiologista da Universidade de Warwick (Reino Unido), Mike Tildesley, diz que as descobertas são significativas, e reforçou que as pessoas precisam continuar sendo vacinadas.

"Embora nenhuma vacina garante 100% de proteção, temos evidências de que elas estão fornecendo pelo menos algum nível de proteção contra a transmissão do vírus se formos infectados".

Segundo Tildesley, o estudo era mais uma prova de que o maior número possível de pessoas precisa ser vacinado, mesmo que não corra risco de desenvolver sintomas graves. O objetivo, diz ele, é obter níveis muito mais elevados de proteção em toda a população, reduzindo, portanto, a parcela daqueles que podem ficar gravemente doentes e morrer de complicações da covid.

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  COVID-19: Minas Gerais recebe o 15° lote de vacinas com 589.800 doses São 578 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford e 11.800 da CoronaVac De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira (29/4), o estado totaliza 33.401 mortes desde o início da pandemia. Com a confirmação de 8.847 casos em 24 horas, o estado acumula mais de 1,35 milhão de casos.Minas registrou 416 mortes por COVID-19 em 24 horas, ultrapassando 9 mil mortes apenas em abril, o mês mais letal da pandemia no estado. Em comparação com o mês anterior, o aumento foi de 58,8%.

O estudo, que ainda não foi totalmente revisado por pares, considerou mais de 57 mil contatos de 24.000 domicílios nos quais uma pessoa teve infecção por coronavírus confirmado em laboratório após receber a primeira dose da vacina. Esses dados foram comparados com quase 1 milhão de contatos de casos de não vacinados.

Os contatos foram definidos como casos secundários de coronavírus, se testassem positivo dois a 14 dias após o caso doméstico inicial. A maioria das pessoas no estudo tinha menos de 60 anos.

Estudos anteriores da PHE mostraram que as vacinas Pfizer-BioNTech e Oxford-AstraZeneca são altamente eficazes na redução de infecções por covid-19 entre pessoas mais velhas, com 10,4 mil mortes evitadas em maiores de 60 anos no fim de março.

A PHE também está realizando estudos separados sobre o efeito da vacinação na transmissão na população em geral.

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Canadá aprova uso da vacina da Pfizer a partir dos 12 anos .
País é o primeiro a liberar o imunizante contra covid-19 para idades entre 12 e 15 anos. Segundo autoridades de saúde canadenses, vacina é segura e eficaz nessa faixa etária. © Barron Luis/Eyepix/ABACA/picture alliance Inicialmente, o Canadá havia aprovado o imunizante da Pfizer-Biontech para pessoas com 16 anos ou mais O Canadá se tornou nesta quarta-feira (05/05) o primeiro país do mundo a autorizar o uso da vacina da Pfizer-Biontech emcrianças de 12 a 15 anos.

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