Mundo EUA e Reino Unido buscam reforçar laços do Ocidente diante de China e Rússia

02:55  04 maio  2021
02:55  04 maio  2021 Fonte:   reuters.com

Parlamento Europeu ratifica acordo comercial pós-Brexit

  Parlamento Europeu ratifica acordo comercial pós-Brexit Aprovação de pacto coloca ponto final na longa novela da saída do Reino Unido da UE. Presidente da Comissão Europeia adverte que respeito aos termos é essencial, e eurodeputados classificam Brexit de "erro histórico".O Parlamento Europeu ratificou, por ampla maioria, o acordo que regerá a relação comercial pós-Brexit entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido, anunciou o presidente do órgão, David Sassoli, nesta quarta-feira (28/04).

Por William James e Guy Faulconbridge

Reunião de ministros do G7 em Londres © Reuters/POOL Reunião de ministros do G7 em Londres

LONDRES (Reuters) - O Grupo dos Sete busca cortejar novos aliados para fazer frente aos desafios apresentados por China e Rússia, sem oprimir o governo de Pequim e buscando laços mais estáveis com o Kremlin, disseram dois importantes diplomatas do grupo nesta segunda-feira.

Antes da primeira reunião presencial de ministros de Relações Exteriores do G7 desde 2019, o secretário de Estado do presidente norte-americano Joe Biden, Antony Blinken, tentou passar uma mensagem de multilateralidade após quatro anos da diplomacia pelo Twitter de Donald Trump, que chocou, assustou e alarmou muitos aliados estrangeiros.

Parlamento Europeu aprova acordo comercial e encerra a saga do Brexit

  Parlamento Europeu aprova acordo comercial e encerra a saga do Brexit O Parlamento Europeu aprovou por grande maioria o acordo sobre a relação pós-Brexit com o Reino Unido, em uma votação que representa o ponto final para o difícil e doloroso processo de retirada de Londres da União Europeia (UE). O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, anunciou nesta quarta-feira (28) que o acordo foi aprovado por 660 votos a favor, 5 contrários e 32 abstenções. A votação, secreta, aconteceu na tarde de terça-feira. OsO presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, anunciou nesta quarta-feira (28) que o acordo foi aprovado por 660 votos a favor, 5 contrários e 32 abstenções. A votação, secreta, aconteceu na tarde de terça-feira.

Estabelecido em 1975 como um fórum das nações mais ricas do Ocidente para discutir crises como o embargo de petróleo da Opep, nesta semana o G7 discute China, Rússia, além da batalha contra a pandemia de Covid-19 e os impactos das mudanças climáticas.

"Não é nosso propósito conter ou oprimir a China", disse Blinken a jornalistas em uma entrevista coletiva ao lado do secretário britânico de Relações Exteriores, Dominic Raab.

Blinken afirmou que o Ocidente defenderia "as regras internacionais baseadas na ordem" de tentativas de subversão vindas de qualquer país, incluindo a China.

A espetacular ascensão econômica e militar da China nos últimos 40 anos é vista como um dos eventos geopolíticos mais significativos dos últimos tempos, assim como a queda da União Soviética em 1991, que pôs fim à Guerra Fria.

Coágulos após vacina da AstraZeneca afetam mais os jovens, diz Reino Unido

  Coágulos após vacina da AstraZeneca afetam mais os jovens, diz Reino Unido Agência reguladora recomenda o uso. Diz que benefícios superam os riscosO número de casos no Reino Unido de coágulos sanguíneos com baixa contagem de plaquetas foi, até 21 de abril, de 209 –incluindo 41 mortes.

Os diplomatas estão ansiosos para dizer ao mundo que o Ocidente irá se afirmar. Raab falou sobre a construção de alianças ao invés de prejudicá-las.

"Eu vejo sim a crescente demanda e a necessidade por grupos ágeis de países que pensam parecido e compartilham dos mesmos valores e que queiram proteger o sistema multilateral", disse Raab. "Podemos ver uma mudança em direção ao padrão de agrupamentos de países com afinidades e agilidade suficiente para trabalharem em conjunto."

Mesmo sem uma aliança mais ampla, o G7 ainda reúne poder de sobra: juntos, os países do grupo são muito maiores do que a China, tanto economicamente quanto militarmente.

No longo prazo, há preocupações profundas em Washington e nas capitais europeias sobre como o Ocidente deveria agir tanto em relação a Pequim quanto a Moscou.

Blinken disse que os Estados Unidos preferem laços mais estáveis com a Rússia, mas que isso depende muito de como o presidente russo, Vladimir Putin, decidir agir, especialmente em questões como a Ucrânia, país que Blinken visitará nesta semana.

"Nós reafirmamos nosso apoio inabalável à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia", disse Blinken.

"Não estamos querendo escalar a questão: nós preferimos ter uma relação mais estável, mais previsível. E se a Rússia for nessa direção, nós também iremos."

Raab declarou no domingo que o G7 iria analisar uma proposta para construir um mecanismo de resposta rápida para contra-atacar a desinformação russa, e, em referência à China, falou sobre a necessidade de defender o livre mercado e a democracia.

Além dos membros do G7 Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, o Reino Unido também convidou ministros da Austrália, Índia, África do Sul e Coreia do Sul.

Blinken reafirma apoio dos EUA 'à soberania e integridade territorial' da Ucrânia .
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, reafirmou nesta quinta-feira (6) o apoio de Washington à Ucrânia, envolvida há sete anos em uma guerra contra separatistas pró-russos e em meio a tensões crescentes com a Rússia. Em resposta, Dmytro Kuleba agradeceu a ajuda recebida de Washington desde 2014, quando a revolução tirou um presidente pró-russo do poder e deu início à guerra no leste da Ucrânia, contra grupos separatistas patrocinados pelo Kremlin."Os Estados Unidos são o aliado número um da Ucrânia em segurança e defesa", ressaltou Kuleba.

usr: 3
Isto é interessante!