Mundo Para ONGs humanitárias, venda de Rafale ao Egito representa apoio da França a regime repressivo

01:00  05 maio  2021
01:00  05 maio  2021 Fonte:   brasil.rfi.fr

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  As lições da favela que reduziu mortes por covid em 90% enquanto Rio vivia tragédia Projeto criado por moradores, Fiocruz e ONGs tem plano de isolamento 'sob medida' para moradores da favela da Maré, testagem em massa para covid e atendimento médico por telefone. O resultado foi queda de quase 90% nas mortes em três meses."Eu pensei: não tem como eu ficar duas semanas (de quarentena) em casa. Vou ter que sair", conta à BBC News Brasil. Foi então que a mãe de David pediu que ele fizesse o teste de covid por meio de um programa de combate ao coronavírus na favela da Maré criado, sem ajuda do governo, por moradores, pesquisadores da Fiocruz e ONGs.

De acordo com o Disclose, França e Egito assinaram um contrato de EUR 3,95 bilhões em 26 de abril, que inclui a venda de 30 caças " Rafale ", além de dois outros contratos com a fabricante de mísseis MBDA e Safran Electronics & Defense. De acordo com o site, que cita documentos do governo Esse gesto, com um país acusado por ONGs de direitos humanos de violar os direitos humanos, gerou reações indignadas nas redes sociais. Os dois países convergem em questões de segurança regional, como rivalidades com a Turquia no Mediterrâneo oriental ou o conflito israelo-palestino.

As ONGs que trabalham no Mediterrâneo, mar que liga o norte da África ao continente europeu, pedem que seja constituída uma frota de salvamento comum da Europa, para evitar mais tragédias humanitárias . De acordo com o jornal, esta não é a prioridade no momento. O jornal traz também uma entrevista com o escritor italiano Roberto Saviano, conhecido por seu livro Gomorra, sobre a máfia. O escritor investigou sobre as rotas da droga e do tráfico humano do crime organizado, tema de seu livro lançado em abril, na França , En mer, pas de taxis ("No mar não tem táxis", em tradução livre).

O Egito confirmou nesta terça-feira (4) a compra de mais 30 caças Rafale da França. A notícia foi celebrada por Paris, mas criticada por organizações humanitárias, que contestam o simbolismo do contrato. Para ONGs como a Anistia Internacional, a venda pode ser vista como uma forma de apoio de Paris ao regime egípcio, apontado como um dos mais repressivos do mundo.

  Para ONGs humanitárias, venda de Rafale ao Egito representa apoio da França a regime repressivo © Indian Air Force via AP

A assinatura foi celebrada pela ministra francesa da Defesa, Florence Parly. Nas redes sociais, ela disse que o contrato “reforça a parceria estratégica militar”, entre os dois países e que o negócio é “crucial para a soberania” da França, além de representar a preservação de 7 mil empregos durante três anos. “O Rafale mostra novamente sua excelência tecnológica e operacional”, concluiu a ministra em sua postagem.

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A venda de 24 Rafales ao Egito , primeiro país estrangeiro a adquirir o avião de caça fabricado na França , é analisada pelos jornais franceses neste sábado (14). Enquanto governo e fabricantes de mate… Le Figaro explica que o acordo integra uma parceira estratégica entre França e Egito , reforçada por um programa intensivo de formação de pilotos e marinheiros egípcios. Três Rafale e a fragata deverão ser entregues em breve, afirma o diário, ao relatar a pressa do Egito em mostrar o reforço de sua Força Aérea e Naval antes da inauguração da extensão do Canal de Suez, prevista

La vendita di 30 caccia Rafale all' Egitto e' un "successo" per le esportazioni della Francia, ma anche per la sua "sovranita' e il mantenimento di 7 mila posti di lavoro industriali" per tre anni, ha scritto su Twitter la ministra della Difesa francese, Florence Parly. Je me félicite de la vente de 30 Rafale à l'Egypte, partenaire Il megacontratto che ha mandato in orbita le quotazioni della Dassault arriva proprio mentre alcuni parlamentari chiedono nuove restrizioni sull'export di armamenti, invocando maggiore trasparenza sulle compravendite e facendo specifico riferimento all' Egitto , il miglior cliente dell'industria bellica francese.

Segundo informações divulgadas na imprensa francesa, o contrato de venda dos 30 aviões de combate é estimado em quase € 3 bilhões. O Cairo, que já havia comprado outros Rafale da França, também assinou dois contratos com o fabricante de mísseis MBDA e Safran Electronics & Defense.

No entanto, se Paris vê a assinatura dos contratos como uma proeza, principalmente para um avião militar que demorou anos para emplacar – inclusive com uma negociação interminável e finalmente fracassada com o Brasil – segundo organizações como a Anistia Internacional, o negócio deve ser visto principalmente como um sinal de apoio ao regime do presidente egípcio Abdel Fatah Al-Sissi.

“Trata-se de um país que tem uma das piores reputações no mundo em termos de direitos humanos”, alerta Aymeric Elluin, da Anistia Internacional. “O que estamos fazendo, apesar das declarações do ministério das Relações Exteriores [da França], que coloca os direitos humanos entre suas prioridades, é que ao vendermos armas, oferecemos um apoio estrutural ao regime [egípcio]. Um regime que, nós sabemos, pratica torturas e está por trás do desaparecimento de pessoas”, denuncia.

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O anúncio da venda dos caças Rafale ao governo indiano foi feito nesta terça-feira, 31, pelo secretário francês de Comércio Exterior, Pierre Lellouche. Ele, no entanto, afirmou que as negociações ainda estavam sendo finalizadas antes da assinatura do contrato. “Nós ganhamos o contrato” de venda do Rafale à Índia “As pressões políticas exercidas pelos nossos concorrentes não são fáceis”, afirmou. Caso seja confirmada a venda dos 126 caças para a Índia, será a primeira vez que o caça francês será comercializado fora da França . Atualmente o fabricante Dassault tenta vender o modelo Rafale aos

A venda dos caças ao Egito aconteceu em um tempo recorde. As negociações com o presidente Abdel Fattah al-Sissi começaram em setembro, em uma visita de Le Drian ao Cairo. Em novembro, em visita à França , o chefe de Estado egípcio indicou sua intenção de adquirir 24 Rafales e a fragata. A venda dos 24 Rafales também é essencial para que o construtor francês Dassault Aviation dê continuidade à produção do aparelho. Caso contrário, o Estado francês deveria comprar alguns caças para compensar o prejuízo.

Desde que Abdel Fatah Al-Sissi chegou ao poder, em 2014, o Estado egípcio aumentou as compras de armamentos e vem impondo uma violenta repressão contra qualquer forma de contestação ao regime. As ONGs acusam o Cairo de utilizar armas contra civis, principalmente para reprimir a oposição e os ativistas. O Egito rejeita essas acusações.

Parceria estratégia

Apesar das denúncias, o presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu Al-Sissi com pompa em Paris em dezembro de 2020. Na ocasião, ele condecorou o líder egípcio com a Grã-Cruz da Legião de Honra.

Durante a visita, o chefe de Estado europeu se recusou a impor a questão dos direitos humanos como uma condição para a parceria estratégia com o Cairo. Paris se limitou a defender uma “abertura democrática” no Egito.

É justamente essa parceria estratégica sem condições que preocupa as ONGs. “Quais são as garantias, hoje, que esses Rafale não serão usados para violar o direito internacional, por exemplo, na Líbia?”, questiona Elluin, lembrando que o Cairo já viola o embargo sobre o uso de armas contra o território líbio. “O que é mais preocupante nessa história é que, no final das contas, o Egito pode fazer o que quiser. É como se a França dissesse: façam o quiser com seu povo e nós continuaremos vendendo armas. Contem conosco”, se irrita o representante da Anistia.

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Grupo foi resgatado por navio da ONG alemã Sea WatchEm uma mensagem no Twitter, a entidade humanitária disse ter recebido permissão para atracar a embarcação no porto de Trapani, na região da Sicília. "As pessoas que socorremos sofreram muito, mas estão felizes em saber que poderão desembarcar em breve", afirmou a ONG.

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