Mundo Rússia aprova Sputnik Light, versão em dose única de sua vacina contra a covid-19

20:51  06 maio  2021
20:51  06 maio  2021 Fonte:   dw.com

Área técnica da Anvisa recomenda negar importação da Sputnik V no Brasil

  Área técnica da Anvisa recomenda negar importação da Sputnik V no Brasil Dados disponíveis indicam falhas. 14 Estados e duas cidades solicitaram. 10 pedidos avaliados nesta 2ª feiraReceba a newsletter do Poder360

Fundo afirma que imunizante tem eficácia de 79,4% no combate à covid-19, um pouco menos que os 91,6% da versão original, aplicada em duas doses. Testes em humanos ainda estão em andamento.

Estudos em humanos da Sputnik Light ainda estão em andamento © Dmitry Rogulin/ITAR-TASS/imago images Estudos em humanos da Sputnik Light ainda estão em andamento

A Rússia aprovou nesta quinta-feira (06/05) a Sputnik Light, versão em uma dose de sua vacina mais famosa contra a covid-19, anunciou o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que financia o desenvolvimento do imunizante.

Em janeiro, o país iniciou os testes da Sputnik Light em humanos, mas os estudos ainda estão em andamento, de acordo com registros oficiais.

Anvisa rejeita importação da vacina russa Sputnik V

  Anvisa rejeita importação da vacina russa Sputnik V Agência aponta falta de dados técnicos e incertezas quanto à segurança e à eficácia do imunizante contra covid-19 desenvolvido na Rússia. Vários estados solicitaram aval para aquisição da vacina. © Dado Ruvic/REUTERS Por enquanto, a Comissão Europeia não tem contrato de fornecimento de doses da Sputnik V A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou na noite desta segunda-feira (26/04), por unanimidade, pedidos de autorização da importação da vacina russa Sputnik V no Brasil, por considerar que faltam dados técnicos para verificar a segurança e a eficácia do imunizante contra a covid

Segundo o RDIF, a Sputnik Light, que é idêntica à primeira dose da Sputnik V, tem eficácia de 79,4% no combate à covid-19, ou seja, um pouco menos que os 91,6% da versão original, aplicada em duas doses. Além disso, o efeito protetor da versão light deve durar menos tempo do que o da original.

A justificativa das autoridades russas para aprovar a versão light é que ela poderia acelerar a obtenção da chamada "imunidade de rebanho". A maioria dos cientistas acredita que pelo menos 70% da população precisa ser vacina para alcançar a imunidade coletiva.

A Sputnik Light é a quarta vacina contra covid-19 desenvolvida internamente e aprovada na Rússia.

"É bom saber que esta gama de ferramentas [contra a covid-19] está se expandindo", disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira.

Fabricante da Sputnik V diz que decisão da Anvisa foi por “pressão política”

  Fabricante da Sputnik V diz que decisão da Anvisa foi por “pressão política” Acusa falta de profissionalismo. Agência teve "comportamento estranho"“Acreditamos que a única motivação verdadeira para a decisão da Anvisa é a pressão política“, afirmou. Dmitriev se referiu à admissão do governo dos Estados Unidos de ter pressionado o Brasil contra a compra da Sputnik V. “Gostaria de dar parabéns ao governo norte-americano, porque o objetivo deles provavelmente se concretizou agora“, disse.

A Rússia enfrentou críticas no ano passado por autorizar a Sputnik V antes mesmo do início dos testes avançados e por oferecê-la a profissionais da saúde enquanto os testes ainda estavam em andamento. A crítica foi em parte atenuada por um estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet, que dizia que a vacina aparentava ser segura e 91% eficaz, com base em um ensaio envolvendo cerca de 20 mil pessoas na Rússia.

A escolha do nome é uma homenagem ao primeiro satélite colocado em órbita pela antiga União Soviética, em 1957.

Vacinação lenta na Rússia

Duas outras vacinas russas, EpiVacCorona e CoviVac, também receberam aprovação regulamentar antes de completar os testes em grande escala. Não foram divulgados dados sobre a eficácia desses imunizantes.

Apesar da grande oferta de vacinas nacionais, a imunização contra a covid-19 caminha em ritmo lento na Rússia. De acordo com a vice-primeira-ministra, Tatyana Golikova, apenas 6% da população de 146 milhões de pessoas recebeu duas doses de alguma das vacina e 9% já tomou ao menos uma dose.

Anvisa agiu por “precaução” ao negar importação da Sputnik V, diz gerente geral

  Anvisa agiu por “precaução” ao negar importação da Sputnik V, diz gerente geral Nega que tenha havido pressão política. Fabricante pode seguir 2 caminhos, falaA diretoria do órgão se reuniu na 2ª feira (26.abr) e decidiu por não aceitar os pedidos de 10 Estados para a compra e uso emergencial do imunizante russo. Todos os 5 diretores votaram para barrar a Sputnik V.

Neste ritmo, especialistas questionam se a Rússia será capaz de cumprir as metas do governo de vacinar 30 milhões de pessoas até meados de junho e quase 69 milhões até agosto.

A Sputnik V já aprovada em mais 60 países, mas grande parte deles ainda não administra o imunizante. Segundo o RDIF, mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo já foram vacinadas com a Sputnik V. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ainda está avaliando o inoculante.

Na semana passada, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária rejeitou, por unanimidade, pedidos de autorização da importação da vacina no Brasil, por considerar que faltam dados técnicos para verificar a segurança e a eficácia do imunizante. Um dos argumentos foi o de que, em todos os lotes apresentados à Anvisa, foram detectados adenovírus capaz de se replicar.

Três dias depois, os fabricantes da vacina ameaçaram processar a Anvisa por difamação, "por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente".

le (ap, lusa, dpa)

Com eficácia de 79,4%, Sputnik em dose única obtém registro na Rússia .
Resultados preliminares dos estudos foram apresentados nesta quinta-feira, mas ainda não foram publicados em revista científica nem revisados por paresDe acordo com as duas instituições, o desempenho do imunizante, chamado de Sputnik Light, foi observado a partir de estudos de efetividade feitos com cidadãos russos já vacinados no País entre 5 de dezembro de 2020 e 15 de abril de 2021 e que receberam apenas uma dose da versão original da vacina "por qualquer motivo".

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