Mundo Cresce a pressão internacional para que Duque acabe com a violência na Colômbia

19:35  08 maio  2021
19:35  08 maio  2021 Fonte:   brasil.elpais.com

William e Kate comemoram aniversário de casamento com post especial

  William e Kate comemoram aniversário de casamento com post especial O Duque e a Duquesa de Cambridge revelaram duas novas fotos românticas para marcar seu aniversário de 10 anos de casamento . © Bang Showbiz Duque e duquesa de Cambridge/ Foto por Chris Floyd O casal real - que se casou na Abadia de Westminster em uma celebração para 2 mil pessoas no dia 29 de abril de 2011 - posou para as imagens em um momento super doce registrado pelo fotógrafo Chris Floyd, no Palácio de Kensington, em Londres.

O mundo olha a Colômbia com preocupação. Em diversos pronunciamentos, a comunidade internacional aumentou na sexta-feira a pressão para que o Governo de Iván Duque, cercado pelos protestos que explodiram com a repressão policial, acabe com a violência no país andino. Enquanto a ONU pediu a garantia ao direito à liberdade de reunião pacífica e ao protesto, o secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou os casos de “tortura e assassinato cometidos pelas forças da ordem”, ainda que também tenha pedido o fim dos bloqueios de estradas que colocaram em risco o abastecimento de alimentos e remédios em algumas cidades.

Ao menos 19 mortos e 800 feridos em cinco dias de distúrbios na Colômbia

  Ao menos 19 mortos e 800 feridos em cinco dias de distúrbios na Colômbia A violência que se seguiu a cinco dias de protestos maciços contra uma polêmica reforma tributária na Colômbia deixou pelo menos 19 mortos e 800 feridos, enquanto as mobilizações continuavam nesta segunda-feira(3), apesar de o presidente Iván Duque ter retirado seu projeto fiscal. Segundo balanço da Defensoria do Povo (ombudsman), 18 civis e um policial morreram nas manifestações que começaram no dia 28 de abril em todo o país. Mais cedo, o balanço era de 17 mortos.Já o ministério da Defesa contabilizou 846 feridos, dos quais 306 civis.

Um manifestante em Bogotá em 6 de maio. © Luisa González (Reuters) Um manifestante em Bogotá em 6 de maio.

Após 10 dias mobilizações e distúrbios em que pelo menos 27 pessoas morreram com inúmeras imagens perturbadoras de uso excessivo da força e brutalidade policial, a delicada situação interna ameaça causar também uma crise diplomática. O sistema das Nações Unidas na Colômbia afirmou em um comunicado que “toda ação da força pública deve observar plenamente a proteção e o respeito pelos direitos humanos”, além de lembrar que o acordo de paz feito no final de 2016 com a extinta guerrilha das FARC, do qual Duque foi muito crítico, “oferece elementos para regulamentar essas garantias e fortalecer a participação da população”.

Entre a longa cadeia de declarações que expressam alarme diante da urgência dos acontecimentos, da Europa aos Estados Unidos, a do presidente da Argentina, Alberto Fernández, parece ter causado uma particular irritação. “Peço para que o povo colombiano retome a paz social e solicito ao seu Governo que, na defesa dos direitos humanos, acabe com a singular violência institucional exercida”, escreveu o mandatário peronista em suas redes sociais.

Protestos contra reforma tributária na Colômbia deixam 19 mortos

  Protestos contra reforma tributária na Colômbia deixam 19 mortos Ministro da Fazenda renuncia. Atos duram 6 dias. Mais de 800 feridosReceba a newsletter do Poder360

Bogotá criticou suas palavras. “A institucionalidade democrática colombiana protege os direitos constitucionais dos colombianos e não será desprestigiada por este tipo de pronunciamento que, além de ser uma intromissão arbitrária, pretende alimentar a polarização que não contribui à convivência e ao consenso”, afirmou o Governo em uma resposta inusual. “A Colômbia continuará sendo um país aberto ao escrutínio internacional, mas rechaçaremos sempre os pronunciamentos externos que não refletem objetividade”, disse a chanceler Claudia Blum em uma declaração.

Nos Estados Unidos, o principal aliado da Colômbia em muitos campos, também se fizeram ouvir as vozes críticas de vários democratas no Congresso, onde se definem assuntos orçamentários fundamentais para Bogotá. “Deve ocorrer uma prestação de contas pela longa série de abusos aos direitos humanos exercidos pelo Governo colombiano”, manifestou a nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, alinhada com os pedidos feitos por outros legisladores como Jim McGovern e Ilhan Omar, do partido do presidente Joe Biden. A crise pode afetar a cooperação norte-americana, que inclui as forças de segurança.

Protestos na Colômbia: como a violência tomou conta das ruas do país

  Protestos na Colômbia: como a violência tomou conta das ruas do país O que começou como um protesto contra um projeto de lei se transformou em um cenário de violência que paralisou o país. Cáli, a terceira cidade mais populosa da Colômbia, se tornou o epicentro. A onda de protestos começou com uma proposta de reforma tributária mas deve se manter mesmo após a votação do projeto ter sido suspensa. O projeto tinha pontos polêmicos, como aumento de impostos sobre a renda e sobre produtos básicos, de forma a aumentar a arrecadação tributária e evitar que a dívida colombiana gere a perda de mais pontos nas avaliações de risco de agências internacionais.

A tempestade se agrava enquanto Duque tenta retomar a iniciativa com uma difícil negociação com diversos setores políticos. Em um alento de oxigênio diplomático, os governos do Brasil, Chile, Equador, Guiana, Paraguai e Peru, seus parceiros no Prosur, manifestaram seu apoio ao Executivo, às instituições e “a todas as partes interessadas em promover espaços de diálogo, recuperar a convivência e garantir o respeito aos Direitos Humanos”.

Duque se reúne com a oposição

No tabuleiro político interno, a Coalizão da Esperança, que reúne as forças no centro do espectro, aceitou se reunir na sexta-feira com Duque na Casa de Nariño, o palácio do Governo. Foi o primeiro setor de oposição a responder ao pedido de diálogo convocado pelo presidente para retomar a iniciativa e procurar uma saída da crise, após a brutalidade policial e a decisão de colocar o Exército nas ruas frustrarem as primeiras aproximações. Os candidatos presidenciais Sergio Fajardo, Ángela María Robledo, Humberto de la Calle e Juan Manuel Galán, entre outros, chegaram à reunião com camisetas em que exibiam os nomes dos mortos nos protestos.

Absurdos das nossas séries favoritas; fatos surreais!

  Absurdos das nossas séries favoritas; fatos surreais! A vida não seria a mesma sem as reprises de 'Friends' Ou teria menos graça se nunca estivessem existido 'How To Get Away With Murder', 'Sex and The City', 'Grey's Anatomy', entre outras séries populares. Mas, apesar de premiadas e aclamadas pelo público, essas atrações contavam com detalhes curiosos que não faziam sentido. Pequenos absurdos que certamente já lhe deixaram questionamentos do tipo: 'como é que pode?'. Afinal, a lógica nem sempre combina com a fórmula do sucesso! Que tal relembrar alguns dos fatos surreais de programas icônicos? Veja na galeria a seguir!

Mesmo que não tenham feito acordos, o encontro girou em torno de vários pedidos que se resumem em que o presidente deve se reunir com o Comitê Nacional de Paralisação, que reúne as centrais sindicais e o movimento estudantil que convocaram as mobilizações, deter a violência das forças de segurança e retirar os militares das ruas e abrir a conversa também nas outras regiões, não somente em Bogotá. “É preciso escutar muitas vozes que não puderam vir aqui... Colocaremos ao presidente que a primeira tarefa é ir a Cali, a Siloé, se reunir com as comunidades, convocar jovens sem nenhum tipo de esperança”, disse Fajardo, o concorrente da aliança melhor posicionado nas pesquisas, em alusão ao bairro da terceira maior cidade do país onde ocorreram os piores episódios de violência. Ao ir à Casa de Nariño, a coalizão se distanciou do Pacto Histórico promovido por Gustavo Petro, de viés mais esquerdista.

Petro, o candidato derrotado por Duque no segundo turno de 2018, procurou se dar protagonismo na mobilização social, e é o rival a ser batido no incipiente partido visando as eleições presidenciais de 2022. Embarcado em uma guinada ao pragmatismo, o ex-prefeito de Bogotá apoiou os protestos, mas também pediu moderação. Apostou em projetar uma imagem presidenciável com “discursos” em suas redes sociais. Durante o dia foi divulgada uma série de áudios nos quais Petros declara que a mobilização deveria ter acabado quando foi retirada a reforma tributária que foi a faísca dos protestos.

“No momento em que o Governo decidiu retirá-la deveria ter sido declarada a vitória popular, e parar aí. Se querem, em outros termos, acumular forças para o que vinha na sequência”, se ouve Petro afirmar nas gravações divulgadas na sexta-feira. O político foi gravado sem seu consentimento e essas palavras, fora de contexto, ocorreram nesta semana em uma reunião convocada pelo movimento Defendamos a Paz, que também contou com a participação de representantes do Comitê de Paralisação, disseram ao EL PAÍS porta-vozes do candidato. O líder de esquerda que lidera a pesquisa diz que há uma distância entre o Comitê de Paralisação e os manifestantes. “As pessoas que estão hoje nas ruas são a juventude popular, a juventude dos bairros”, diz. “E esses jovens de bairro que lutam contra a reforma tributária querem continuar lutando, mas neste momento já não existem objetivos claros”, apesar da indignação pelos atos de violência, se lamenta.

Cultura do medo e legado da ditadura ajudam a explicar truculência da polícia do Rio, diz ex-chefe das UPPs .
Em entrevista à BBC News Brasil, o antropólogo Robson Rodrigues, hoje na reserva da PM, falou sobre guerra às drogas, corrupção policial e como a herança da ditadura ainda influencia o modo como se faz policiamento no país. 'O resultado dessa escolha ainda estamos vendo hoje', disse.No último dia 6, uma operação da Polícia Civil na comunidade do Jacarezinho, zona norte da capital fluminense, terminou com 28 pessoas mortas. Entre elas, um agente da própria corporação.

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