Mundo Covid-19: Brasil deveria ter priorizado CoronaVac ou Pfizer para gestantes, dizem médicas e cientistas

03:05  12 maio  2021
03:05  12 maio  2021 Fonte:   bbc.com

Minas recebe vacinas da AstraZeneca e Pfizer nesta segunda-feira (03/5)

  Minas recebe vacinas da AstraZeneca e Pfizer nesta segunda-feira (03/5) Novos lotes de vacinas têm 676.250 doses da AstraZeneca e 50.310 da Pfizer . Os imunizantes serão encaminhados para a Rede de Frios, no Bairro Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte. © Marcos Vieira/EM/D.A Press Minas Gerais recebe o 17° e 18° lote de vacinas contra a COVID-19 A chegada das vacinas está prevista para as 17h da tarde desta segunda. O último lote enviado pelo Ministério da Saúde, nesse sábado, continha 30.400 doses da CoronaVac.

A notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou paralisar uso da vacina AZD1222, de AstraZeneca e Universidade de Oxford, em grávidas caiu como uma bomba.

Após notificação de possível evento adverso, uso da vacina de AstraZeneca/Oxford está suspenso em grávidas na maior parte do Brasil © Getty Images Após notificação de possível evento adverso, uso da vacina de AstraZeneca/Oxford está suspenso em grávidas na maior parte do Brasil

Sem maiores orientações, gestores de saúde de estados e municípios brasileiros decidiram suspender o uso desse imunizante nas mulheres que esperam um bebê e nas puérperas, aquelas que deram à luz há menos de dois meses.

  • Grávidas correm mais risco com a covid-19? O que dizem os cientistas
  • Mais de 16 mil brasileiros tomaram doses trocadas da vacina contra covid: quais são os riscos?

Em alguns locais, o bloqueio das campanhas foi ainda mais drástico: no Rio de Janeiro, por exemplo, nem as vacinas CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan) e Cominarty (Pfizer/BioNTech) poderão ser aplicadas nas gestantes até segunda ordem.

Pessoas com comorbidades começarão a ser vacinadas em BH nesta semana

  Pessoas com comorbidades começarão a ser vacinadas em BH nesta semana Secretaria Municipal de Saúde também ampliou imunização para trabalhadores da saúde acima de 18 anos . Aqueles que fazem parte do grupo de risco (veja lista no fim da matéria) receberão a primeira dose a partir de sexta-feira (7/5), enquanto profissionais da saúde terão a aplicação efetuada a partir de quarta-feira (5/5). © Leandro Couri/EM/D.

A decisão foi recebida com muitas críticas por médicas e cientistas ouvidas pela BBC News Brasil. Algumas chegaram a classificar a situação como "catastrófica".

"É muito fácil suspender uma vacina diante de um primeiro evento supostamente adverso e não pensar nas repercussões que essa medida vai ter sem uma campanha de esclarecimento, sem oferecer de imediato uma alternativa que já poderia ter sido planejada desde o começo", aponta a ginecologista e obstetra Melania Amorim, professora da Universidade Federal de Campina Grande.

"Essa paralisação é inadmissível. De cada dez mulheres grávidas que morrem por covid-19 no mundo, oito são brasileiras", estima a especialista em políticas públicas de saúde Michelle Fernandez, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília.

Brasil: gestantes morrem mais de Covid-19 do que o resto da população

  Brasil: gestantes morrem mais de Covid-19 do que o resto da população A Covid-19 está matando mais gestantes e puérperas brasileiras do que a população em geral. O número de mortes maternas neste ano por coronavírus já ultrapassa o total de mortes deste grupo registrado em 2020. As gestantes e puéperas brasileiras estão sendo duramente castigadas pela epidemia de coronavírus. O alerta é feito pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), que compila e analisa dados sobre a saúde desta população específica durante a pandemia.A plataforma aponta que, nos quatro primeiros meses deste ano, 494 mortes maternas foram registradas, ultrapassando os 457 óbitos dentro deste grupo contabilizados em todo o ano de 2020.

A avaliação é que toda essa dor de cabeça poderia ter sido evitada se o Ministério da Saúde tivesse tomado algumas precauções e feito uma campanha de comunicação centralizada e mais clara, avaliam as especialistas.

O seguro morreu de velho

Nas primeiras versões do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde não incluía as gestantes e as puérperas entre os grupos que receberiam as doses antes dos demais cidadãos.

Mas uma atualização no documento publicada no dia 27 de abril passou a incluir essas mulheres entre as prioridades.

A decisão acatou as demandas de diversas entidades, que alertavam para o maior risco que esse público corria — as evidências apontam que grávidas com covid-19 têm um risco maior de agravamento e necessidade de intubação quando comparadas às mulheres da mesma idade que não esperam um filho.

Minas Gerais recebe 396.500 doses da AstraZeneca nesta quinta-feira (6/5)

  Minas Gerais recebe 396.500 doses da AstraZeneca nesta quinta-feira (6/5) Imunizantes contra a COVID-19 serão encaminhados para a Rede de Frios, na capital mineira

Estudos indicam risco aumentado de complicações da covid-19 entre as gestantes © Getty Images Estudos indicam risco aumentado de complicações da covid-19 entre as gestantes

Esse panorama é ainda mais complexo no Brasil, que apresenta a maior taxa de mortalidade materna por covid-19 no mundo.

"O problema é que a falta de coordenação central sobre a vacinação foi a tônica desde o início. Quando as gestantes foram incluídas no planejamento, os estados começaram a vacina-las seguindo critérios próprios", rememora Amorim, que também integra a Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras.

"Alguns estados imunizaram todas as gestantes. Outros, só aquelas que apresentavam comorbidades. Um terceiro grupo nem iniciou a imunização delas", completa.

Além da falta de uma orientação uniforme para todo o Brasil, a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo, destaca que o Ministério da Saúde poderia ter indicado o uso específico apenas da CoronaVac ou da Pfizer para esse público.

"A chegada das primeiras 1 milhão de doses da vacina de Pfizer/BioNTech aconteceu no mesmo momento em que as grávidas foram incluídas no programa de imunização brasileiro. Esse lote deveria ter sido totalmente direcionado para essas mulheres", avalia.

Mais de 112 mil vacinas da Pfizer chegam a Minas nesta segunda (10/5)

  Mais de 112 mil vacinas da Pfizer chegam a Minas nesta segunda (10/5) Este é o 2º lote de imunizantes da fabricante alemã BioNtech a desembarcar em Confins

"É claro que a quantidade não seria suficiente, mas poderíamos ter usado também a CoronaVac", conclui.

Mas quais seriam os problemas da vacina AZD1222 neste grupo? Será que faz sentido interromper seu uso durante os nove meses de gestação?

Risco mínimo, mas que precisa ser levado em conta

O uso da vacina de AstraZeneca e Oxford em larga escala revelou que ela está relacionada a um efeito colateral raríssimo: a trombose trombocitopênica.

Em linhas gerais, o imunizante pode levar a uma reação imune que altera o sistema de coagulação do sangue e favorece o surgimento de trombos, que interrompem a circulação, especialmente nos vasos que irrigam o cérebro ou o sistema digestivo.

Mas, como dito acima, a probabilidade de isso ocorrer é baixíssima: de acordo com as últimas informações, esse evento adverso atingiria cerca de 0,0004% daqueles que tomam essa vacina.

A título de comparação, o risco de desenvolver trombose como uma complicação em quadros de covid-19 grave fica na casa dos 16,5% — ou seja, é 41 mil vezes maior.

Vacina de AstraZeneca e Universidade de Oxford é utilizada em larga escala nas campanhas em andamento no Brasil, no Reino Unido e em diversos outros países © Getty Images Vacina de AstraZeneca e Universidade de Oxford é utilizada em larga escala nas campanhas em andamento no Brasil, no Reino Unido e em diversos outros países

Num momento de pandemia, com alta transmissibilidade de um vírus potencialmente fatal, as agências regulatórias de todos os países levam em conta o risco-benefício da aprovação de um novo produto: está mais do que claro que a probabilidade de morrer por covid-19 é infinitamente superior ao efeito colateral dessa vacina, que é utilizada em vários lugares do mundo, incluindo Brasil, Reino Unido e boa parte da Europa.

Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontes

  Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontes Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontesBRASÍLIA (Reuters) - A gestão do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello preteriu as negociações com o laboratório norte-americano Pfizer para a compra de vacinas contra a Covid-19 por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além dos acordos para produção nacional das vacinas Oxford-AstraZeneca e CoronaVac, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento da questão.

Mas o que aconteceu nos últimos dias para que a Anvisa divulgasse essa recomendação de paralisar o uso, que foi rapidamente acatada por cidades e municípios? A justificativa está na morte de uma gestante no Rio de Janeiro, que parece ter tomado a AZD1222 dias antes.

A grande questão é que a investigação desse caso está em aberto e ainda não se sabe se o óbito se relaciona diretamente ao imunizante.

"As pessoas precisam entender que nem tudo que acontece após a vacinação é causado pela vacinação", esclarece a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

É necessário ter em mente que a própria gestação favorece o aparecimento de tromboses: estima-se que esse problema afete entre uma e duas mulheres a cada mil grávidas, independentemente de qualquer vacina.

Esse caso específico, notificado no Rio de Janeiro, tem a ver com a AZD1222? Ou ele foi causado por um quadro de covid-19? Ou será que foi um efeito da própria gravidez?

Por ora, ninguém sabe ao certo. Só uma investigação científica aprofundada poderá esclarecer esses fatos e determinará o andamento da campanha nas próximas semanas.

Um pouco mais de segurança

É importante dizer que os testes clínicos que servem de base para a aprovação das vacinas geralmente não incluem grávidas entre os voluntários.

Isso vale, inclusive, para os estudos dos produtos que previnem a covid-19: nenhum deles avaliou como as doses agiriam no organismo dessas mulheres.

Isso é esperado, uma vez que o período de nove meses do desenvolvimento do bebê costuma ser marcado por uma série de mudanças no corpo, que exigem maior cuidado e atenção.

COVID-19: Fabriciano só vacina gestantes com termo de responsabilidade

  COVID-19: Fabriciano só vacina gestantes com termo de responsabilidade Prefeito de Coronel Fabriciano vetou todas as vacinas contra a COVID-19 em gestantes. Para tomar a vacina, gestantes terão de assinar termo de responsabilidadeA suspensão imediata do uso da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca para mulheres gestantes, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde não surpreendeu o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius da Silva Bizarro (PSDB).

Mas como então se sabe se os imunizantes serão seguros e eficazes neste grupo?

"Quando a vacina já está aprovada e em uso, acontece de gestantes serem vacinadas inadvertidamente. Esses casos são notificados e acompanhados pelas autoridades sanitárias, que observam o aparecimento de eventos adversos ou não", conta Ballalai.

Isso permite indicar com mais segurança determinado produto para elas.

Gestantes não costumam fazer parte dos voluntários nos testes clínicos de novas vacinas © Getty Images Gestantes não costumam fazer parte dos voluntários nos testes clínicos de novas vacinas

Um outro caminho é realizar estudos clínicos com as gestantes depois que a vacina já está sendo usada em larga escala em outros grupos.

E foi justamente isso que ocorreu com a Cominarty: um trabalho coordenado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, analisou dados de mais de 35 mil gestantes americanas de 16 a 54 anos, que receberam as duas doses da vacina desenvolvida por Pfizer e BioNTech.

Os resultados preliminares, publicados no final de abril no periódico New England Journal of Medicine, não indicam qualquer preocupação com efeitos colaterais do imunizante nesse público em específico.

Já no caso da CoronaVac, outra opção disponível na campanha brasileira, ainda não existem pesquisas do tipo.

Mas as cientistas ouvidas pela BBC News Brasil entendem que a experiência prévia com outros imunizantes que usam a mesma tecnologia dá mais segurança para seu uso em gestantes.

"A CoronaVac é feita a partir de vírus inativados. Trata-se do mesmo princípio de outras vacinas, como a que protege contra a gripe, utilizada há muitos anos em gestantes", aponta Maciel.

Cenário internacional

A vacinação contra a covid-19 na gravidez levanta uma série de dúvidas não só no Brasil, mas no mundo todo.

Em linhas gerais, a orientação é que essas mulheres podem receber as doses com segurança.

Minas recebe mais 207.800 doses da CoronaVac e vai priorizar segunda dose

  Minas recebe mais 207.800 doses da CoronaVac e vai priorizar segunda dose Nova remessa de vacinas contou também com 422.750 doses da AstraZeneca, totalizando 630.550 doses de imunizantes contra a COVID-19 . Acompanhe o quantitativo de cada remessa:1ª remessa577.480 doses da CoronaVac em 18/1/20212ª remessa190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021 3ª remessa87.600 doses da CoronaVac em 25/1/20214ª remessa315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021 5ª remessa220 mil doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/20216ª remessa285.200 doses da CoronaVac em 3/3/20217ª remessa303.600 doses da CoronaVac em 9/3/20218ª remessa509.800 doses de CoronaVac em 17/3/20219ª remessa86.

Nos Estados Unidos, o CDC afirma que, "com base em como as vacinas atuam no corpo, os especialistas acreditam ser improvável que elas representem um risco para as pessoas que estão grávidas. No entanto, existem dados limitados sobre a segurança das vacinas contra a covid-19 nessas mulheres".

A orientação das entidades americanas é conversar com o médico e tomar a decisão com base nos riscos e nos benefícios.

No Reino Unido, as diretrizes seguem a mesma tendência: "As vacinas de Pfizer/BioNTech e Moderna são as mais indicadas para mulheres grávidas. Qualquer pessoa que já tenha iniciado a vacinação e vá receber uma segunda dose durante a gravidez deve tomar a mesma vacina, a menos que tenha tido um efeito colateral sério após a primeira dose."

a Organização Mundial da Saúde reconhece que existem poucos dados disponíveis sobre o uso de imunizantes contra a covid-19 em gestantes e pede estudos mais conclusivos antes de lançar suas próprias recomendações sobre o tema.

O que fazer agora?

É óbvio que toda essa discussão das últimas horas causou agonia em muitas gestantes e seus familiares.

Aquelas que já receberam a primeira dose da AZD1222 precisam se preocupar ou fazer algo?

O momento é de calma — como dito anteriormente, pelo que se sabe até agora o risco de uma trombose é baixíssimo.

"É importante que a gestante que foi vacinada fique atenta aos sintomas e procure o serviço de saúde se estiver com incômodos cerebrais ou abdominais, como dor persistente", orienta Amorim.

Esses sintomas costumam ocorrer entre três e 21 dias após a vacinação e não devem ser confundidos com a reação normal do organismo após receber a dose, que inclui dor no local da aplicação e febre baixa.

Na dúvida, converse com o profissional de saúde que acompanha a gestação para receber orientações personalizadas.

Mesmo na pandemia, é essencial fazer o pré-natal e todos os exames de acompanhamento © Getty Images Mesmo na pandemia, é essencial fazer o pré-natal e todos os exames de acompanhamento

Mas e o que vai acontecer com a segunda dose em gestantes? Será necessário voltar para tomar o reforço da vacina de AstraZeneca e Universidade de Oxford?

Essa questão ainda não tem uma resposta. A expectativa é que o Ministério da Saúde lance uma nota técnica com orientações nas próximas horas.

Há dois caminhos possíveis a seguir.

Uma opção é completar a proteção com a própria AZD1222. "Se a mulher não teve efeito colateral na primeira dose, a probabilidade de ter alguma coisa na segunda diminui consideravelmente", diz Maciel.

A segunda alternativa é usar outro tipo de vacina, a despeito da falta de evidências sobre essa "mistura".

"É provável que as gestantes recebam a segunda dose da CoronaVac ou da Pfizer", antevê Ballalai.

Falta de coordenação

Independentemente da decisão, as especialistas consideram que as decisões de interrupção poderão ter um efeito negativo na evolução da campanha de vacinação contra a covid-19, especialmente entre as grávidas.

"O prejuízo é enorme, porque abala ainda mais a confiança da população nas vacinas e nas autoridades de saúde", estima Ballalai.

E a falta de ações organizadas e lideradas pelo Ministério da Saúde é outro ponto que contribui para essa erosão.

"O Brasil sequer tem uma comunicação bem feita sobre a vacinação contra a covid-19. A população não sabe quando vai tomar as doses, quais são os requisitos, e isso se repete com o avançar de cada fase da campanha", critica Fernandez.

"Todo esse problema catastrófico pode ser atribuído a essa descoordenação geral e, infelizmente, ao fato de que a saúde materno-infantil e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres não são prioridade para nossos governantes", complementa Amorim.

A reportagem da BBC News Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para ter um posicionamento oficial a respeito do assunto, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido nenhuma resposta.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

https://www.youtube.com/watch?v=E3ODAt3iZhw

https://www.youtube.com/watch?v=5qBp6KPbi4s

https://www.youtube.com/watch?v=b8RvSNtmdXw

Minas recebe mais 207.800 doses da CoronaVac e vai priorizar segunda dose .
Nova remessa de vacinas contou também com 422.750 doses da AstraZeneca, totalizando 630.550 doses de imunizantes contra a COVID-19 . Acompanhe o quantitativo de cada remessa:1ª remessa577.480 doses da CoronaVac em 18/1/20212ª remessa190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021 3ª remessa87.600 doses da CoronaVac em 25/1/20214ª remessa315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021 5ª remessa220 mil doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/20216ª remessa285.200 doses da CoronaVac em 3/3/20217ª remessa303.600 doses da CoronaVac em 9/3/20218ª remessa509.800 doses de CoronaVac em 17/3/20219ª remessa86.

usr: 4
Isto é interessante!