Mundo É enganoso que CoronaVac foi proibida nos EUA e na Europa

12:51  13 maio  2021
12:51  13 maio  2021 Fonte:   poder360.com.br

Prefeitura do Rio muda calendário de vacinação por falta de segunda dose da CoronaVac

  Prefeitura do Rio muda calendário de vacinação por falta de segunda dose da CoronaVac Prefeitura do Rio muda calendário de vacinação por falta de segunda dose da CoronaVacRIO DE JANEIRO (Reuters) - A falta de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, levou a prefeitura do Rio de Janeiro a alterar o calendário de vacinação da cidade diante da falta de imunizantes para aplicação da segunda dose da vacina.

É enganoso um vídeo publicado no Facebook afirmando que a vacina CoronaVac foi proibida na Europa e nos Estados Unidos. A agência reguladora europeia ainda analisa a segurança e eficácia do imunizante, enquanto a sua semelhante no país norte-americano não realiza nenhum tipo de avaliação da vacina.

Vídeo publicado no Facebook traz uma reportagem em vídeo do Jornal da Record e, em uma legenda sobre as imagens, a inscrição: “CoronaVac é proibido (sic) nos EUA e na Europa. Por isso que Bolsonaro não queria a Vacina Chinesa” © Projeto Comprova Vídeo publicado no Facebook traz uma reportagem em vídeo do Jornal da Record e, em uma legenda sobre as imagens, a inscrição: “CoronaVac é proibido (sic) nos EUA e na Europa. Por isso que Bolsonaro não queria a Vacina Chinesa”

A alegação enganosa foi inserida em cima de uma reportagem do Jornal da Record sobre um certificado de vacinação que será adotado pela União Europeia. A reportagem diz que o parlamento europeu aprovou tirar restrições para viajantes que já tenham sido vacinados com um dos imunizantes autorizados pelo órgão regulador do bloco econômico.

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A CoronaVac não estava entre esses imunizantes até o momento de publicação deste texto. Porém, não é possível afirmar que o imunizante está proibido e que brasileiros não podem entrar nesses locais, já que há outras formas para viajar tanto para a Europa quanto para os Estados Unidos.

O Comprova entrou em contato com o autor do post, que compartilhou a publicação em grupo no Facebook chamado “Bolsonaro 2022”, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Leia o artigo completo aqui.

Como verificamos?

Primeiramente, fizemos buscas em sites de notícias para entender o que poderia ser a suposta proibição. Também pesquisamos as páginas oficiais da European Medicines Agency (EMA) e do Food and Drugs Administration (FDA), onde são disponibilizados conteúdos sobre o andamento do processo de aprovação de vacinas no bloco europeu e nos Estados Unidos, respectivamente, e o site da OMS (Organização Mundial da Saúde.

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Entramos em contato, por e-mail, com a Comissão Europeia e o FDA e tentamos falar com o autor do post por mensagem direta no Facebook, mas ele não respondeu até a publicação deste texto.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 12 de maio de 2021.

Por que investigamos?

Em sua 4ª fase, o Comprova checa conteúdos possivelmente falsos ou enganosos de redes sociais sobre a pandemia ou o governo federal e que tenham alcançado alto grau de viralização. Peças de desinformação sobre vacinas são nocivas porque enfraquecem a confiança da população no principal método disponível para controle da pandemia.

Desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, a CoronaVac é, até agora, o imunizante mais aplicado no país e, desde que o governo de São Paulo anunciou sua inclusão no plano estadual de vacinação, no ano passado, tornou-se alvo de disputas entre o governador, João Doria (PSDB-SP) e Bolsonaro.

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Em outubro, o presidente chegou a desautorizar sua compra, já anunciada, pelo Ministério da Saúde. Desde então, apoiadores de Bolsonaro criticam o imunizante, como faz o post verificado neste texto ao dizer “Olha aí o problemão. Depois a culpa é do presidente da República Bolsonaro”. A postagem foi publicada no perfil de um usuário do Facebook e compartilhada no grupo de apoio ao presidente, somando 7,3 mil interações até o dia 11 de maio. No perfil a postagem somava 447 reações, 61 comentários e 2,6 compartilhamentos. Já no grupo foram registradas mais de 2,7 mil reações, 174 comentários e 1,4 compartilhamentos.

Enganoso, para o Comprova, é conteúdo que usa dados imprecisos e que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

  É enganoso que CoronaVac foi proibida nos EUA e na Europa © Fornecido por Poder360   É enganoso que CoronaVac foi proibida nos EUA e na Europa © Fornecido por Poder360

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