Mundo Manifestações pró-palestinos em Londres e Madri reúne milhares de pessoas

16:41  15 maio  2021
16:41  15 maio  2021 Fonte:   afp.com

Vários feridos em Jerusalém em protesto contra expulsão de palestinos

  Vários feridos em Jerusalém em protesto contra expulsão de palestinos Vinte e dois palestinos ficaram feridos em um novo protesto contra uma possível expulsão de de famílias palestinas de Jerusalém Oriental em favor de colonos israelenses, informaram nesta quinta-feira os serviços de emergência, poucas horas antes de uma audiência da Suprema Corte de israel sobre o tema. Os serviços de emergência palestinos informaram que 22 manifestantes ficaram feridos na quarta-feira à noite em confrontos com a polícia israelense neste bairro da zona leste de Jerusalém, ocupada e anexada por Israel. Cinco pessoas foram detidas, segundo a polícia israelense.

Milhares de pessoas protestaram neste sábado (15) no centro de Londres em apoio ao povo palestino e para pedir ao governo britânico que intervenha para impedir a operação militar israelense.

Manifestação pró-palestinos em Londres, em 15 de maio de 2021 © Tolga Akmen Manifestação pró-palestinos em Londres, em 15 de maio de 2021

Os manifestantes se reuniram ao meio-dia em Marble Arch, próximo ao Hyde Park, de onde caminharam em direção à embaixada israelense, atravessando o parque, agitando bandeiras palestinas e cartazes pedindo a "libertação" dos territórios palestinos.

"É essencial que o governo britânico tome medidas imediatas", disseram os organizadores, entre eles a coalizão Stop the War, a associação muçulmana do Reino Unido, a organização Palestine Solidarity Campaign e a Campanha pelo Desarmamento Nuclear.

ONU, EUA e UE pedem fim da violência entre Israel e palestinos

  ONU, EUA e UE pedem fim da violência entre Israel e palestinos Após dias de espiral crescente de violência entre israelenses e palestinos, comunidade internacional faz apelo em prol da paz. Autoridades em Gaza dizem que 24 pessoas foram mortas, incluindo nove crianças. © Mohammed Abed/AFP/Getty Images Foguetes disparados em Gaza na direção de Israel A ONU, a União Europeia (UE), o Reino Unido e os Estados Unidos pediram o fim da nova escalada de violência entre israelenses e palestinos.

"Não deve mais permitir que a violência brutal contra o povo palestino e sua opressão por Israel fiquem impunes", acrescentaram, denunciando os ataques que mataram civis em Gaza como "crimes de guerra".

"O governo britânico é cúmplice desses atos, uma vez que oferece apoio militar, diplomático e financeiro a Israel", disseram os organizadores.

Já em Madri, cerca de 2.500 pessoas protestaram no centro em apoio à causa palestina. "O silêncio de uns é o sofrimento de outros", "Jerusalém, a capital eterna da Palestina", diziam as faixas e cartazes dos manifestantes, entre os quais um grande número de mulheres jovens.

"Não é uma guerra, é um genocídio!", gritavam, subindo da estação Atocha à praça do Sol. Muitos jovens estavam envolvidos em bandeiras palestinas.

Tensão em Israel aumenta com disparo de foguetes pelo Hamas e ataques em Gaza

  Tensão em Israel aumenta com disparo de foguetes pelo Hamas e ataques em Gaza Confronto iniciado na sexta em Jerusalém já matou 31 pessoas. Benjamin Netanyahu alerta que choques seguirão, e líder do Hamas diz estar pronto para escalada. © Mahmud Hams/AFP/Getty Images Mais de 250 foguetes foram disparados em direção a Israel desde segunda O conflito entre Israel e o grupo militante palestino Hamas agravou-se nesta terça-feira, com o disparo de mais de uma centena de mísseis contra Israel e novos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, que já deixaram dezenas de mortos e feridos.

"Eles estão nos massacrando. Estamos em uma situação em que a Naqba (a 'catástrofe' em árabe) continua em pleno século XXI", denunciou Amira Cheikh-Ali, de 37 anos, filha de refugiados palestinos, usando o termo para se referir ao êxodo dos palestinos após a criação do Estado de Israel em maio de 1948.

Estas manifestações são organizadas tendo como pano de fundo uma escalada militar nos últimos dias, sem precedentes desde 2014, entre Israel e o movimento palestino Hamas, dentro e ao redor da Faixa de Gaza, e violência em cidades mistas israelenses de árabes e judeus.

Apesar dos esforços diplomáticos para encerrar o conflito, a Força Aérea israelense bombardeou vários locais no enclave costeiro durante a noite de sexta-feira e neste sábado, enquanto cerca de 300 foguetes foram lançados de Gaza para Israel, de acordo com o Exército.

O último balanço fornecido pelas autoridades palestinas reporta 139 mortos, incluindo 39 crianças, e 1.000 feridos nos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza desde segunda-feira.

Em Israel, mais de 2.300 foguetes foram lançados em território israelense desde segunda-feira, matando 10 pessoas, incluindo uma criança e um soldado, e ferindo mais de 560, de acordo com os serviços de emergência.

mpa/mr

Tranquilidade retorna a Gaza e Israel após início do cessar-fogo .
Sem aviões de combates no céu, ou alertas de foguetes. A tranquilidade retornou na manhã desta sexta-feira (21) à Faixa de Gaza e Israel, depois da entrada em vigor do cessar-fogo que acabou com 11 dias de confrontos violentos. Desde o início da aplicação da trégua, nesta sexta-feira, às 2h (20h de Brasília, quinta-feira), milhares de palestinos saíram às ruas de Gaza para festejar o fim dos bombardeios israelenses. Manifestações de júbilo também foram observadas em cidades da Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ocupados.

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