Mundo Bolsas de Nova York e Ásia fecham em alta apesar de divulgação da inflação dos EUA

03:15  11 junho  2021
03:15  11 junho  2021 Fonte:   estadao.com.br

Maratona de Nova York voltará em novembro com 33 mil participantes

  Maratona de Nova York voltará em novembro com 33 mil participantes Número foi reduzido em relação aos habituais 55 mil. Mas o retorno vai satisfazer os atletas desesperados para correr novamenteA maratona de Nova York, um dos maiores eventos da cidade que se realiza anualmente, retornará em novembro com um número reduzido, mas ainda grande, de maratonistas. A maratona será realizada na data costumeira, ou seja, no primeiro domingo de novembro, com seu ponto de largada na Verrazzano-Narrows Bridge em Staten Island.

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta quinta-feira, 10, com as Bolsas da Ásia e Nova York em alta, enquanto Europa cedeu, de olho no avanço da inflação nos Estados Unidos e na decisão do Banco Central Europeu sobre a política monetária da região.

O Departamento do Trabalho americano informou nesta quinta-feira, 10, que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em maio, depois de ter avançado 0,8% em abril, e acumula alta de 5% em 12 meses, o maior aumento nessa base de comparação desde 2008.

O resultado veio acima do esperado por economistas, que projetavam uma inflação de 0,4% em maio, segundo a agência de notícias Reuters. Diante do dado, o mercado voltou a questionar se já não seria a hora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apertar sua política monetária pró-estímulos, o que inclui a diminuição do programa de compra de compra de títulos públicos.

Mercados internacionais fecham mistos, com Nova York atenta ao BC americano

  Mercados internacionais fecham mistos, com Nova York atenta ao BC americano Federal Reserve divulgou hoje um documento com impressões sobre a economia dos Estados Unidos, no qual destacou a chance de alta persistente da inflaçãoOs principais índices do exterior fecharam mistos nesta quarta-feira, 2, apesar dos dados positivos para as economias americana, chinesa e da zona do euro que foram divulgados no dia anterior. Hoje, investidores de Wall Street monitoraram os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para a política monetária dos Estados Unidos.

No entanto, o recuo abaixo do esperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana encerrada em 5 de junho, de 9 mil solicitações, também colaborou, por outro lado, para reforçar o posicionamento do Fed de que ainda não está na hora de cortar os estímulos agressivos adotados durante a pandemia. Nesse sentido, a Pantheon Macroeconomics avalia que o CPI não vai alterar a visão da maioria dos dirigentes do Fed de que as pressões ocorrem por fatores transitórios e gargalos na economia.

Ainda sobre o tema, o Banco Central Europeu, como previsto, manteve a sua política monetária inalterada. O banco central ainda divulgou projeções atualizadas, esperando ganho de força da economia da zona do euro no segundo semestre, embora a pandemia da covid-19 siga como risco importante. O BCE elevou projeções para o PIB da zona do euro neste ano e no próximo, esperando agora 4,6% e 4,7%, respectivamente (de 4% e 4,1% em março).

Para ex-economista do Fed, é preciso ajustar política monetária

  Para ex-economista do Fed, é preciso ajustar política monetária O economista que ajudou a mudar a forma como o Federal Reserve avalia as expectativas de inflação de longo prazo diz que, no nível atual, o banco central americano precisa começar a preparar as bases para encolher seu amplo programa de compras de títulos. Como responsável pela análise de mercado financeiro e monetária no Conselho de Governadores do Fed quase duas décadas atrás, Brian Sack e colegas defenderam o uso de um indicador futuro das expectativas de inflação para ajudar a orientar as políticas. Agora diretor de economia global do fundo de hedge D.E. Shaw & Co.

Bolsas de Nova York

O avanço da inflação, visto também como um sinal de retomada da economia americana, ajudou a Bolsa de Nova York a fechar em alta. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,06%, 0,47% e 0,78% cada, com o S&P 500 batendo novo recorde de fechamento. Entre as empresas, a Boeing subiu 0,12%, após a Bloomberg reportar que a United Airlines negocia a compra de 100 jatos do modelo Max da companhia.

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve leve alta de 0,03%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,10% - eles foram os únicos a registrar ganhos na sessão de hoje. Do lado negativo, a Bolsa de Frankfurt cedeu 0,06% e Paris recuou 0,26%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa baixaram 0,40%, 0,24% e 0,17%.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, os índices fecharam em alta à espera da inflação dos EUA, que saiu apenas quando eles já estavam fechados. A Bolsa de Tóquio subiu 0,34%, enquanto Seul avançou 0,26% e Taiwan registrou ganho de 1,14%. Os índices chineses também subiram, com Xangai e Shenzhen avançando 0,54% e 1,09% cada. Na contramão, a Bolsa de Hong Kong teve perda marginal de 0,01%.

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  LAIOB oferece bolsas de estudo de até 100% para cursos nos EUA O LAIOB (Latin American Institute of Business) está oferecendo bolsas de até 100% para profissionais participarem de cursos na Ohio University, referência do ensino de Negócios nos EUA. A imersão tem duração de duas semanas. As formações são nas áreas de Gestão Estratégica de Marketing, Administração e Liderança, Finanças Corporativas e Gestão de Projetos e têm início em julho de 2022. As inscrições podem ser feitas por meio deste link até o dia 20 de junho. © Ohio University/Divulgação Os cursos têm duração de 64h e contam com aulas de aperfeiçoamento do inglês para negócios e visitas à grandes empresas.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo da Ásia e terminou o pregão desta quinta-feira com novo recorde, em alta de 0,44%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, com os preços do barril ultrapassando os US$ 70, em dia no qual o mercado precifica a chance de uma retomada rápida da demana dos Estados Unidos, diante do avanço da vacinação e a chegada do verão.

O WTI para julho fechou em alta de 0,47%, em US$ 70,29 o barril, e o Brent para agosto avançou 0,42%, em US$ 72,52 o barril. "O mercado parece convencido de que os contratos merecem ser negociados acima de US$ 70 dólares sob a atual trajetória da demanda", avalia a Rystad Energy. A manutenção desses níveis "mostra que a paciência prevalece contra a virada dos estoques de gasolina da semana passada" nos EUA, segundo a consultoria. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS

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