Mundo Adalberto Costa denuncia alegado mal-estar diplomático entre Angola e Guiné-Bissau

10:41  11 junho  2021
10:41  11 junho  2021 Fonte:   dw.com

Guiné-Bissau: Silêncio do primeiro-ministro Nuno Nabiam agudiza a crise

  Guiné-Bissau: Silêncio do primeiro-ministro Nuno Nabiam agudiza a crise O silêncio do primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabiam, sobre temas prementes da atualidade do país leva analistas a considerar que o governante não está à altura das suas responsabilidades. © Presidency of Guinea-Bissau O silêncio de Nuno Nabiam (esq.) resulta de um desentendimento com o Presidente Umaro Sissoco Embaló? Nuno Nabiam quebrou o silêncio. Depois de circularem no país rumores de que teria sido envenenado, o primeiro-ministro falou à imprensa esta sexta-feira (11.06), no regresso a Bissau de uma viagem oficial à Rússia. "Infelizmente temos um país que é muito complicado.

Governo angolano é acusado de negar acreditação à nova missão diplomática da Guiné-Bissau em Luanda. Mal-estar estaria ligado a críticas de Sissoco a João Lourenço sobre alegada "interferência" em assuntos internos.

Adalberto Costa (esq.) é líder da UNITA © Borralho Ndomba Adalberto Costa (esq.) é líder da UNITA

O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, revelou na última semana, num debate sobre reformas políticas em Angola, o que classificou como "ações graves" do Governo angolano no âmbito de uma alegada retaliação à Guiné-Bissau.

Angola não tem um embaixador nomeado para a Guiné-Bissau desde 2020, quando Daniel António Rosa deixou Bissau para assumir a chefia da diplomacia angolana em Singapura. Luanda não nomeou cônsul em Bissau, segundo a lista de titulares de Angola em diferentes representações diplomáticas, a qual a DW África teve acesso.

Corrupção na Guiné Equatorial aumentou desde entrada na CPLP, denuncia ONG

  Corrupção na Guiné Equatorial aumentou desde entrada na CPLP, denuncia ONG A corrupção na Guiné Equatorial aumentou desde a entrada do país na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, conclui um relatório que detalha vínculos da família Obiang com empresas e políticos nos países lusófonos. © João Carlos/DW Provided by Deutsche Welle "A participação da Guiné Equatorial na CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa] aumentou objetivamente a corrupção, que permeia ou encontra refúgio confortável noutros países lusófonos", conclui o trabalho, que resulta de uma parceria entre o jornal equato-guineense Diário Rombe e a organização não-governamental EG Justice, com sede em Washington e de

Segundo o líder da UNITA, Luanda também não acreditou a embaixadora sugerida pelo Governo de Umaro Sissoco Embaló para Angola. "Tomei conhecimento na Guiné, que a Guiné-Bissau retirou o embaixador de Angola e ficou sem embaixador. E pior ainda, que as cartas credenciais para a nomeação da [nova] embaixadora em Angola não foram aceites. Isso é grave", revelou o líder do maior partido da oposição angolana.

Fonte no MIREX (foto) diz que relações são boas © DW/V. T. Fonte no MIREX (foto) diz que relações são boas

"Relações são boas"

As relações entre os dois países terá "azedado" depois dos resultados polémicos das eleições presidenciais na Guiné-Bissau. Em março do ano passado, Umaro Sissoco Embaló, lançou "farpas" ao Presidente João Lourenço, acusando-o de interferir nos assuntos internos do seu país e também de perseguir a família do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

UNITA acusa MPLA de instrumentalizar Igrejas e líderes religiosos para caçar votos

  UNITA acusa MPLA de instrumentalizar Igrejas e líderes religiosos para caçar votos Angola vai às urnas em 2022, para as eleições gerais, e o país já parece estar em modo de pré-campanha. A UNITA acusa o MPLA de instrumentalizar Igrejas e líderes religiosos. O MPLA não responde à acusação. © DW/N. Borralho Provided by Deutsche Welle Quanto mais as eleições gerais se aproximam, menor parece ser a separação entre líderes religiosos e dirigentes do partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). É o que afirma Francisco Gaio Kakoma, secretário provincial da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) no .

O Ministério das Relações Exteriores de Angola (MIREX) não respondeu oficialmente às solicitações de entrevista da DW África sobre o caso. No entanto, uma fonte do MIREX garantiu que o alegado mal-estar diplomático entre Luanda e Bissau não existe e que as relações entre os dois países são boas.

Segundo a fonte diplomática, Bissau não teria remetido documentos sobre a indicação de um novo embaixador em Angola. A mesma fonte garante que Angola mantém contactos com o encarregado dos negócios da Guiné-Bissau junto ao MIREX.

Sissoco criticou João Lourenço (foto) por © DW/Cristiane Vieira Teixeira Sissoco criticou João Lourenço (foto) por

"Pode significar retaliação"

A especialista em assuntos internacionais, Emília Pinto, diz que cartas credenciais são negadas quando "não há interesse de se legitimar" a figura diplomática escolhida ou "quando a escolha não é aceite de forma cordial pelo Estado que deve acreditar esta figura diplomática".

Guiné-Bissau: MADEM-G15 mantém-se na coligação governamental

  Guiné-Bissau: MADEM-G15 mantém-se na coligação governamental O Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) vai manter-se na coligação que sustenta o atual Governo na Guiné-Bissau, mas quer explicações sobre as pastas governamentais perdidas, disse o porta-voz do partido. © Provided by Deutsche Welle Braima Camará, coordenador do MADEM-G15 A direção superior do MADEM-G15 defende a continuidade do partido na coligação que sustenta o atual Governo na Guiné-Bissau, mas quer análises profundas sobre a perda de pastas governamentais a favor do PRS (Partido da Renovação Social) e Assembleia do Povo Unido - Partido Social-Democrata (APU-PDGB), as duas outras formações partid

Pinto afirma que há questões que devem ser esclarecidas pelos dois países, que têm ligações históricas. A analista defende acreditação dos diplomatas para a preservação dos laços diplomáticos entre os dois Estados e surge a necessidade de se ativar os mecanismos diplomáticos para dirimir conflitos de ordem política.

"Antes do envio de qualquer objeto oficial, após as alegadas acusações, não houve nenhum pronunciamento oficial - nem por parte de Angola, muito menos da Guiné-Bissau. Isso faz com que haja algumas questões por se esclarecer entre os dois países. Isso pode significar retaliação, pode significar hostilidade entre os Estados. Pode até mesmo comprometer relações diplomáticas tradicionais e históricas".

por:content_author: Borralho Ndomba (Luanda)

CPLP avança com mecanismo de resposta das Forças Armadas em catástrofes .
A criação do mecanismo de resposta das Forças Armadas ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para as situações de catástrofe está na agenda do encontro dos ministros da Defesa desta terça-feira (01.06). © João Carlos/DW Provided by Deutsche Welle A CPLP vai ter um mecanismo de resposta das Forças Armadas em catástrofes, como o conflito em Cabo Delgado, considerado prioritário para a presidência cabo-verdiana do grupo ministerial da Defesa da organização, afirmou a ministra de Cabo Verde, Janine Lélis. "Naturalmente.

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