Mundo Conselho da OAB-SP aprova reconhecimento do genocídio armênio

06:49  20 julho  2021
06:49  20 julho  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Sob críticas, reconhecimento facial chega a 20 estados do país

  Sob críticas, reconhecimento facial chega a 20 estados do país SÃO PAULO, SP, E SÃO LUÍS, MA (FOLHAPRESS) - Bastam alguns para que um algoritmo de reconhecimento facial identifique uma pessoa, correlacionando seu rosto com milhões de faces de um banco de dados. Caso seja procurada pela Justiça, a pessoa pode ser abordada pela polícia dentro de alguns minutos. Se for muito parecida com uma, também. Vinte estados das cinco regiões do Brasil utilizam ou estão implementando a tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública local. Outros três estudam sua implementação e apenas quatro estados não utilizam, não tiveram contato com o sistema ou planejam utilizá-lo.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Conselho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo aprovou nesta segunda-feira (19) um parecer que reconhece como genocídio o massacre de cerca de 1,5 milhão de armênios pelo antigo Império Otomano (que deu lugar à atual Turquia) em 1915.

A proposição foi feita pela Comissão de Direitos Humanos da entidade após solicitação do Conselho Representativo da Igreja Apostólica Armênia do Brasil.

"A maior perversão de um genocídio é seu não reconhecimento, pois de algum modo ele ocasiona a perpetuação do mesmo, inclusive em gerações futuras", afirmam, em ofício, a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Ana Amélia Mascarenhas Camargos, e a consultora do colegiado Kenarik Boujikian.

G20 aprova acordo sobre tributação das multinacionais

  G20 aprova acordo sobre tributação das multinacionais Reunidas em Veneza, na Itália, as autoridades do G20 aprovaram neste sábado (10) um acordo "revolucionário" sobre a tributação de empresas multinacionais, que promete mudar definitivamente a taxação internacional e acabar com os paraísos fiscais. Introduzir um imposto corporativo global de "pelo menos 15%" e taxar as empresas onde elas geram suas receitas é o “xadrez fiscal”, cujas regras ainda devem ser ajustadas até outubro, mas já significa um passo a mais rumo à implementação da medida, em 2023.

"A estratégia de deportações em forma de caravanas rumo ao deserto, que dizimou milhares de pessoas, continuam a soar na vida das gerações seguintes e de toda a humanidade", seguem.

Elas ainda afirmam que o reconhecimento pela OAB-SP contribuirá para que se previna violações de direitos humanos. "O esquecimento e o silêncio são formas de repetição", dizem em ofício.

Em abril deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconheceu o massacre como genocídio. "O povo americano homenageia todos os armênios que morreram no genocídio que começou neste dia, 106 anos atrás", disse na ocasião.

O gesto gerou reações. O porta-voz do presidente Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, disse que a fala de Biden "apenas repete as acusações daqueles cuja única agenda é a inimizade contra nosso país".

Covid-19: Conselho Científico da França recomenda vacinação obrigatória de profissionais de saúde

  Covid-19: Conselho Científico da França recomenda vacinação obrigatória de profissionais de saúde O Conselho Científico da França, grupo criado durante a pandemia de Covid-19 para aconselhar o governo, anunciou nesta sexta-feira (9) que recomenda a obrigatoriedade da vacina a todos os profissionais de saúde do país. Para os especialistas, a medida é essencial para lutar contra o avanço da variante Delta. Ao anunciar a recomendação, o Conselho Científico explicou que se baseia no aval favorável à imunização obrigatória dos profissionais de saúde emitido pelo Conselho de Orientação da Estratégia Vacinal da França. Em nota, os especialistas também fazem um apelo pela rápida adoção de medidas jurídicas e legislativas para colocar a obrigação em prática o quanto antes.

Na Armênia, por sua vez, a declaração do líder americano foi recebida com entusiasmo. "É um dia importante para todos os armênios. Os EUA demonstraram mais uma vez seu compromisso inabalável com a proteção dos direitos humanos e dos valores universais", disse o premiê Nikol Pashinian.

A violência contra os armênios começou durante o início da dissolução do Império Otomano. Alinhados com a Alemanha na Primeira Guerra, os otomanos queriam impedir que os armênios se aliassem à Rússia e ordenaram deportações em massa.

A estimativa da Armênia é que 1,5 milhão de pessoas tenham morrido de fome, assassinados por soldados otomanos ou pela polícia. Centenas de milhares de sobreviventes, forçados a deixarem seu território, buscaram refúgio na Rússia, nos EUA, no Brasil e em diversos outros países.

Oficialmente, a Turquia reconhece que morreram de 300 mil a 400 mil pessoas, mas diz que as mortes teriam ocorrido no contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando os armênios apoiavam a Rússia, e não como resultado de uma política deliberada de extermínio.

A maioria dos historiadores, no entanto, reconhece que houve uma política de Estado nas mortes e vê esse episódio da história armênia como o primeiro genocídio do século 20, opinião reforçada pela Associação Internacional de Acadêmicos do Genocídio.

Líder sérvio ameaça "dissolução" da Bósnia após ser proibido de negar genocídio .
O líder sérvio da presidência colegiada da Bósnia e Herzegovina ameaçou a "dissolução" do país balcânico, depois que o Alto Representante da ONU proibiu nesta sexta-feira (23) a relativização do genocídio e crimes de guerra, como o massacre de Srebrenica. O Alto Representante - cuja função é monitorar o cumprimento do acordo de paz de Dayton de 1995 - impôs emendas ao Código Penal bósnio para punir com entre seis meses e cinco anos de prisão aqueles que "publicamente aprovarem, negarem, minimizarem ou tentarem justificar um crime de genocídio, um crime contra a humanidade ou de guerra”, informa um documento publicado no site de seu escritório.

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