Mundo China critica "arrogância" da OMS por querer investigar a origem da covid

12:20  22 julho  2021
12:20  22 julho  2021 Fonte:   afp.com

China recusa segunda fase de investigação da OMS sobre origem da pandemia

  China recusa segunda fase de investigação da OMS sobre origem da pandemia A China recusou nesta quinta-feira (22) o projeto da segunda fase da investigação promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para determinar as causas da pandemia de Covid-19. A próxima etapa inclui a hipótese de que o vírus pode ter escapado de um laboratório chinês – o que Pequim continua a rejeitar, adiantou um integrante da cúpula sanitária do país. A OMS apresentou o plano de investigações para a segunda fase de seus estudos, prevendo auditorias de laboratório e mercados públicos na cidade de Wuhan e pedindo transparência das autoridades chinesas. Mas a recepção do projeto não foi boa.

A China rejeitou nesta quinta-feira (22) a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de auditar os laboratórios chineses como parte de uma investigação mais ampla sobre as origens da pandemia de covid-19, alegando que a ideia é "arrogante".

A China enfrenta acusações da OMS de que não compartilhou os dados brutos necessários durante a primeira fase das origens da covid © HECTOR RETAMAL A China enfrenta acusações da OMS de que não compartilhou os dados brutos necessários durante a primeira fase das origens da covid

Esta proposta é "desrespeitosa ao bom senso e arrogante para com a ciência", declarou o vice-ministro da Saúde da China, Zeng Yixin, a repórteres, antes de destacar que estava "extremamente surpreso".

Na semana passada, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, propôs fazer "controles dos laboratórios ou estabelecimentos de pesquisa ativos na região onde foram identificados os primeiros casos (de covid-19) em dezembro de 2019", uma referência à cidade chinesa de Wuhan, o epicentro da pandemia que abala o mundo.

OMS alerta para impacto prolongado da pandemia na saúde mental

  OMS alerta para impacto prolongado da pandemia na saúde mental Confinamentos impostos pela crise sanitária e reflexos na vida e na economia devem ser sentidos por um longo período, afirma organização. Entidade pede que países tornem acesso a cuidados psicológicos mais democrático. © Kyodo/imago images A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira (22/07) que os confinamentos impostos pela pandemia de covid-19 e os reflexos da crise na saúde e na economia terão um "impacto prolongado" na saúde mental mundial.

Em 31 de dezembro de 2019, a China revelou à OMS a existência de um surto de casos de pneumonia em Wuhan.

A teoria de um vazamento de um laboratório chinês foi promovida pela administração norte-americana de Donald Trump (2017-2021), mas descartada por especialistas durante muito tempo.

Porém, nas últimas semanas a teoria ganhou nova força nos Estados Unidos

A China luta vigorosamente contra a teoria de que a covid-19 pode ter se originado em um de seus laboratórios, principalmente o Instituto de Virologia de Wuhan, e se espalhado devido a um vazamento.

Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas e a imprensa do país apontam regularmente para o laboratório de Fort Detrick, nos Estados Unidos, como possível local de origem da covid-19.

China rejeita plano da OMS para estudar origem da Covid-19

  China rejeita plano da OMS para estudar origem da Covid-19 China rejeita plano da OMS para estudar origem da Covid-19PEQUIM (Reuters) - A China rejeitou nesta quinta-feira um plano da Organização Mundial de Saúde para uma segunda fase da investigação da origem do coronavírus, que inclui a hipótese de que ele teria escapado de um laboratório chinês, afirmou uma importante autoridade sanitária.

Localizado próximo a Washington, este laboratório está no centro da pesquisa americana contra o bioterrorismo.

De acordo com o Global Times, um jornal chinês de tom nacionalista, cinco milhões de internautas chineses assinaram uma petição para a abertura de uma investigação sobre Fort Detrick.

- "Não aconteceu vazamento" -

Por sua vez, um dos diretores do Instituto de Virologia de Wuhan, Yuan Zhiming, afirmou nesta quinta-feira que "não aconteceu nenhum vazamento de patógenos" nem "infecção acidental de funcionário" desde a inauguração do local em 2018.

O vice-ministro chinês da Saúde, Zeng Yixin, respondeu ao que chamou de "boatos", insistindo que o laboratório "nunca organizou pesquisas de ganho de função em coronavírus, nem tampouco em um suposto vírus criado artificialmente."

Suas declarações estão relacionadas com o tipo de pesquisa científica que se aponta como a origem de um possível vazamento.

China registra maior número diário de casos de Covid-19 desde janeiro

  China registra maior número diário de casos de Covid-19 desde janeiro A China registrou 76 novos casos positivos de Covid-19 nesta segunda-feira (26), um número recorde desde janeiro. A maioria das contaminações foram detectadas em Nanjing, capital da província de Jiangsu, segunda maior cidade da região leste do país, a 305 km de Xangai. Primeiro país a enfrentar o coronavírus no final de 2019, o gigante asiático quase erradicou a doença em seu solo no segundo trimestre do ano passado. Dezenas de milhares deDezenas de milhares de pessoas estão confinadas em Nanjing. As autoridades determinaram que os 9,2 milhões de habitantes da cidade devem passar por testes, após a descoberta de um surto detectado no aeroporto. Os primeiros casos foram diagnosticados na semana passada.

Sob pressão crescente por uma investigação da origem da covid-19, a OMS só conseguiu enviar uma missão de especialistas internacionais a Wuhan em janeiro, mais de um ano após o surgimento do vírus.

Recentemente, a organização acusou a China de não ter compartilhado dados brutos suficientes durante a primeira parte da investigação. O diretor geral da OMS pediu a Pequim que atue de modo "transparente, aberta e que coopere" na segunda fase, que inclui auditar laboratórios chineses.

Além disso, Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu mais estudos sobre os mercados de animais de Wuhan e seus arredores.

A resposta das autoridades chinesas veio poucos dias antes da visita ao país, marcada para o fim de semana, de Wendy Sherman, número dois da diplomacia dos Estados Unidos. O objetivo da viagem é recuperar as deterioradas relações entre os dois países.

Esta será a visita de maior nível diplomático da administração do presidente Joe Biden, em um momento de grande tensão com a China pelas críticas dos dois lados sobre a origem da pandemia, os direitos humanos e a segurança cibernética.

tjx-sbr/pz/zm/grp/zm/fp

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