Mundo Máscara N-95/PFF2 é mais indicada contra variante Delta do novo coronavírus; entenda

07:36  11 setembro  2021
07:36  11 setembro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Juiz de Fora e BH lideram em número de casos da variante Delta em Minas

  Juiz de Fora e BH lideram em número de casos da variante Delta em Minas Em apenas quatro dias, a incidência da variante do novo coronavírus aumentou 70,5% no estado : de 102 para 174.   Atualmente classificada em “risco moderado” pela administração municipal, a cidade regrediu à faixa laranja, na última segunda-feira (30/8), do seu próprio programa de enfrentamento da pandemia.

O debate sobre as máscaras voltou a esquentar, com cada vez mais pedidos para que todos os americanos, independentemente de seu status de vacinação contra o coronavírus, voltem a usar coberturas faciais em locais públicos fechados para ajudar a impedir a disseminação da variante Delta, que é altamente contagiosa. Mas alguns especialistas dizem que as recomendações precisam especificar o tipo de máscara que as pessoas devem usar.

“A Delta é tão contagiosa que, quando falamos sobre máscaras, não acho que devemos falar apenas sobre máscaras”, disse Scott Gottlieb, ex-comissário da Food and Drug Administration (FDA), durante uma recente aparição no programa ‘Face the Nation’ da CBS. “Acho que devemos falar sobre máscaras de alta qualidade”, como os respiradores N95 (PFF2 no Brasil).

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  Uberlândia confirma variante Delta em pacientes do Hospital das Clínicas Não foram divulgados quantos pacientes estão com a variante, nem se essas pessoas estão internadas ou seguem em isolamento .     Segundo a assessoria de comunicação da UFU, haverá uma coletiva de imprensa a partir das 15h, e os detalhes sobre esses casos da Delta serão repassados.   “A confirmação da variante Delta em pacientes internados no HC está sendo feita pela UFU, e não pela unidade de saúde. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida por profissionais da UFU, liderados pela professora Ana Carolina Jardim, do Instituto de Ciências Biomédicas (Icbim/UFU)”, informa a instituição.

Em uma entrevista para o Washington Post, Monica Gandhi, professora de medicina e especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia em São Francisco, expressou uma opinião semelhante: “Não podemos dizer que vamos voltar às máscaras sem discutir tipo de máscara”.

As vacinas, enfatizaram os especialistas, continuam sendo a primeira linha de defesa contra o coronavírus. “De longe, a melhor prevenção que temos ainda são as vacinas”, disse Paul Sax, diretor clínico da Divisão de Doenças Infecciosas do Hospital Brigham and Women’s em Boston. “Todas essas coisas ficam em segundo plano em comparação com a vacinação das pessoas que podem se vacinar e ainda não se vacinaram”.

Mas, em meio às preocupações sobre a rápida disseminação da variante Delta, “é uma ideia fantástica neste momento passarmos a usar máscaras de alta qualidade”, especialmente se você ainda não estiver vacinado ou for vulnerável a doenças graves, disse Chris Cappa, engenheiro ambiental e professor da Universidade da Califórnia em Davis. E, para os indivíduos totalmente vacinados que ainda podem estar sob risco de infecção, observou ele, “a variante Delta é um bom lembrete de que não devemos necessariamente parar de usar máscaras quando estamos em ambientes que podem estar sujeitos à transmissão”.

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Aqui estão os fatores que Cappa e outros especialistas dizem que você deve considerar sobre o uso de máscaras N95.

Nem todas as máscaras são iguais

A eficácia de uma máscara depende de seu material e ajuste. Respiradores usados por profissionais da saúde, como as máscaras N95, podem fornecer maior proteção contra partículas infecciosas de coronavírus do que máscaras cirúrgicas ou máscaras de pano, disse Linsey Marr, especialista em aerossol da Virginia Tech que estuda a transmissão do vírus pelo ar.

E como a variante Delta é muito mais transmissível do que as cepas do coronavírus que circulavam anteriormente, “de fato precisamos de máscaras de alta proteção junto com tudo o mais”, disse Marr. “A máscara de tecido simples era útil antes, não é mais útil o suficiente agora”, especialmente para pessoas que ainda não se vacinaram.

O tecido de muitas máscaras de pano não é tão eficaz na filtragem de partículas quanto o polipropileno usado para fazer máscaras cirúrgicas e respiradores, disse Marr. E as N95s, quando usadas adequadamente, têm uma vantagem sobre as máscaras cirúrgicas padrão porque são projetadas para se ajustarem perfeitamente ao rosto - o que lhes permite filtrar pelo menos 95% das partículas transportadas pelo ar.

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“A máscara cirúrgica é só um retângulo que você fica tentando puxar para o rosto”, disse ela. “Obviamente, nossos rostos não têm a forma de um retângulo plano, então inevitavelmente ficamos com muitos vazamentos”.

Mas, observou Marr, é importante ter cuidado com respiradores falsificados. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) têm um guia on-line com listas de máscaras N95 aprovadas pelo Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH, na sigla em inglês) e dicas para detectar falsificações.

As máscaras KN95, que são fabricadas na China e podem ser equivalentes às N95s em eficácia, não passaram pelo processo de aprovação do NIOSH. Mas a Food and Drug Administration autorizou algumas KN95s para uso emergencial por profissionais de saúde quando houve uma escassez de máscaras N95 durante a pandemia. Embora você possa consultar essa lista para encontrar máscaras KN95 eficazes e não falsificadas, Cappa disse que ainda recomendaria uma N95 aprovada pelo NIOSH. “Posso ter mais confiança de que é de alta qualidade”, disse ele, e “a facilidade de obter N95s aumentou muito”.

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O ajuste e o cuidado com a máscara são muito importantes

Também é fundamental usar as N95s de maneira adequada, afirmam os especialistas: não deve haver espaços entre as bordas da máscara e o rosto. Para testar a vedação da máscara, Marr sugeriu colocá-la e fazer uma concha com as mãos para segurar as bordas. Se a respiração ficar visivelmente mais difícil, é um sinal de que a máscara provavelmente não está bem ajustada. Pessoas que usam óculos também podem avaliar se a máscara está vazando pelo quanto suas lentes embaçam, disse Cappa.

Ao contrário das máscaras de pano, as N95s não podem ser lavadas, portanto, preste atenção ao estado de sua máscara. Gandhi disse que normalmente troca uma N95 a cada três dias, desde que não fique suja. Entre os usos, os especialistas sugeriram deixar as máscaras arejarem, de preferência ao sol. Se houver algum sinal visível de desgaste, é hora de comprar uma nova.

Ao manusear sua máscara, evite tocar na parte da frente e certifique-se de lavar ou higienizar as mãos depois, disse Marr.

Algumas pessoas correm mais risco

Começar a usar máscaras N95 pode ser uma boa ideia especialmente para pessoas mais vulneráveis, dizem os especialistas. Entre estas se encontram as pessoas que ainda não se vacinaram, bem como aquelas que já se vacinaram mas ainda podem estar em risco, disse Sax, como os idosos e os imunocomprometidos ou pessoas com vários problemas médicos. “Se essas pessoas precisam estar em ambientes onde estão se misturando com pessoas não vacinadas ou cujo status de vacinação é desconhecido, então é melhor usar máscaras mais eficientes”.

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Talvez seja menos importante para pessoas saudáveis totalmente vacinadas ter uma máscara de alto desempenho, disseram os especialistas. Combinar “realmente quase todo tipo de máscara” e a vacinação ainda “fornece uma proteção geralmente muito boa”, disse Cappa.

Ele recomendou que pessoas vacinadas e de baixo risco tomassem decisões sobre como usar suas máscaras com base em fatores situacionais. Lembre-se, disse ele, de que quanto mais tempo você fica em um espaço fechado próximo a outras pessoas, maiores as chances de pegar alguma coisa. Também é preciso considerar as taxas de transmissão e hospitalizações na comunidade.

Existem outras maneiras de aumentar a proteção

Embora muitos especialistas considerem as N95s o padrão-ouro, os respiradores - que podem ficar desconfortáveis após uso prolongado - talvez não sejam apropriados para todas as populações vulneráveis, como, por exemplo, as crianças que não podem receber vacinas, mas têm idade suficiente para usar máscaras.

O CDC observa que o NIOSH não aprova nenhuma proteção respiratória, como as N95s, para uso em crianças. Além do mais, as N95s padrão provavelmente serão grandes demais para se ajustarem ao rosto de uma criança.

Como qualquer cobertura facial precisa ser usada adequadamente para ser eficaz, disse Gandhi, sua prioridade deve ser tornar o uso da máscara “mais fácil e palatável para as crianças”.

Também é importante lembrar que as crianças geralmente são menos suscetíveis a contrair o coronavírus. Mas, se a criança for imunocomprometida, Gandhi sugeriu aumentar a proteção com uma máscara de três camadas feita de camadas externas de tecido firmemente entrelaçado, com uma camada de filtro no meio. Só se lembre de que a camada do filtro precisa ser substituída quando a máscara for lavada.

As atividades e os arredores também são importante

Embora os debates sobre máscaras estejam mais uma vez se movendo para o centro da atenção pública, disse Sax, a conversa deve se concentrar em outros fatores que afetam a disseminação do coronavírus.

“Muito do foco na transmissão deveria se deslocar não tanto para o uso da máscara, mas para as atividades que as pessoas estão fazendo”, disse Sax, como jantar em ambientes fechados ou dar festas.

Estes são os locais onde acontece a transmissão, especialmente se houver aglomeração ou se a ventilação for fraca, disse ele. “E está ocorrendo de forma ainda mais rápida com a variante Delta”. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

Entenda o que é a variante delta do coronavírus, que foi registrada na cidade de São Paulo .
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A variante delta do coronavírus Sars-CoV-2 (anteriormente chamada de B.1.617.2) foi primeiramente identificada na Índia em outubro de 2020 e é apontada como a principal responsável pelo surto de Covid-19 que atingiu o país asiático no início deste ano, sobrecarregando os sistemas de saúde e levando caos ao sistema funerário. Na segunda-feira (5), a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo divulgou que registrou a variante na cidade pela primeira vez. De acordo com a secretaria, o infectado é um homem de 45 anos que está sendo acompanhado por equipes de saúde. Seus contatos mais próximos também estão sendo monitorados.

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