Mundo Proteção da vacina Janssen seria insuficiente contra Covid-19, aponta estudo francês

16:16  14 setembro  2021
16:16  14 setembro  2021 Fonte:   brasil.rfi.fr

Pfizer: saiba tudo sobre a vacina que será aplicada em pessoas de 49 anos

  Pfizer: saiba tudo sobre a vacina que será aplicada em pessoas de 49 anos Imunizante foi o primeiro a ter o registro definitivo no Brasil liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , em 23 de fevereiro de 2021. Confira:A vacina desenvolvida pela Pfizer/Biontech pode ser administrada com intervalo maior entre a primeira e a segunda dose?Para que o esquema vacinal seja completo, devem ser aplicadas duas doses da vacina, com um intervalo maior ou igual a 21 dias (de preferência três semanas) entre a primeira e a segunda dose.

Depois da desconfiança com a AstraZeneca, que provoca casos raros de embolia pulmonar, chegou a vez da Janssen ser evitada pela população francesa? A pergunta passa a ser feita depois de um estudo francês revelar que a proteção da vacina anticovid de dose única seria insuficiente.

  Proteção da vacina Janssen seria insuficiente contra Covid-19, aponta estudo francês © Fotomontagem RFI/Adriana de Freitas

A pesquisa foi realizada pelos centros de farmacovigilância de Lyon e Grenoble e publicada pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos nesta terça-feira (14). O relatório sinaliza um "número importante de casos de falhas vacinais" do imunizante da Jonhson&Jonhson, principalmente contra a variante Delta. Com os dados disponíveis até agora, não é possível confirmar a eficácia desta vacina a longo prazo.

Post engana ao dizer que CDC recomendou suspensão da vacina da Janssen recentemente

  Post engana ao dizer que CDC recomendou suspensão da vacina da Janssen recentemente SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - É enganosa a postagem feita pelo empresário e presidente do diretório estadual do PTB em São Paulo, Otávio Fakhoury, no Twitter afirmando que a aplicação da vacina da Janssen acabou de ser suspensa pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos. Na verdade, a interrupção do uso do imunizante ocorreu em 13 de abril e durou apenas dez dias. Portanto, quando o empresário fez o tuíte, a situação já havia sido normalizada havia pelo menos quatro meses. A publicação, verificada pelo Projeto Comprova, ainda diz que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deveria se manifestar sobre o caso.

De 9 de julho a 26 de agosto, os dois centros de farmacovigilância franceses foram encarregados de acompanhar os efeitos colaterais da Janssen. Os dados coletados detalham o papel que o imunizante teve, ou não, no aparecimento de diversos sintomas, mais ou menos graves, como tromboses, paralisia facial, AVC e convulsões, entre outros.

Sobre esse ponto, o balanço é positivo. "Esses efeitos colaterais são isolados, não indicam um papel determinante da vacina anticovid e, até agora, não há nenhuma relação direta entre a Janssen e casos de óbitos registrados no país", aponta o documento.

Alto número de vacinados com a Janssen nas UTIs

Mas diante do elevado número de pessoas que tomaram a vacina de dose única e foram posteriormente internadas em UTIs com a Covid-19, a agência francesa assinala um risco potencial de falhas no imunizante. O relatório ressalta que esses pacientes sofrem ou sofriam de comorbidades graves. Eles foram hospitalizados mais de 21 dias depois de terem sido vacinados. Novas investigações estão em curso.

Poluição do ar já mata mais do que cigarro e HIV, aponta estudo

  Poluição do ar já mata mais do que cigarro e HIV, aponta estudo O impacto da poluição do ar sobre a expectativa de vida da população mundial é consideravelmente maior e mais letal do que o cigarro, acidentes de automóvel e até mesmo a pandemia do HIV. É o que revela o novo relatório desenvolvido por professores e pesquisadores da Universidade de Chicago, mostrando que a poluição poderá tirar 2,2 anos de vida de cada ser humano em média, confirmando assim a péssima qualidade do ar que respiramos como a maior ameaça externa contra a vida humana em todo o planeta.

A grande proporção de pessoas que receberam a Janssen e, mesmo assim, contraíram o coronavírus e necessitaram de cuidados intensivos é alarmante. Em Marselha, entre os sete pacientes completamente vacinados que foram admitidos no serviço de reanimação no período de realização da pesquisa, quatro receberam o imunizante da Jonhson&Jonhson.  Em Tours, essa proporção foi de três pacientes em seis internados.

Até o final de agosto, um milhão de doses da vacina Janssen tinham sido administrados na França. Entre as pessoas que receberam a injeção única, 32 casos de Covid-19 foram registrados, o que representa uma taxa de 3,78 em 100.000. Dentre esses contaminados, 29 desenvolveram casos graves da doença, sendo que quatro morreram. As vítimas tinham de 73 a 87 anos de idade.

Variante Delta

As autoridades de saúde desconhecem a variante responsável pelas contaminações em cerca de metade dos casos, mas nos 17 casos conhecidos, todos foram provocados pela variante Delta.

Especialistas defendem dose de reforço para quem tomou vacina da Janssen

  Especialistas defendem dose de reforço para quem tomou vacina da Janssen Medida é aventada nos Estados Unidos por receio da variante DeltaO receio de Slavitt e de pelo menos outros 5 especialistas em doenças infecciosas é que uma única dose de vacina (como a da Janssen) não seja eficaz o suficiente contra a variante delta da covid-19. A cepa foi identificada pela 1ª vez na Índia e é mais contagiosa.

A Janssen oferece a vantagem de ter uma única dose, mas, desde o final de agosto, a Alta Autoridade de Saúde da França tem recomendado que as pessoas vacinadas com o produto da Jonhson&Jonhson recebam uma segunda dose de um imunizante à base de RNA mensageiro, ou seja, da Pfizer ou Moderna. A recomendação foi acatada pelo Ministério da Saúde francês.

O infectologista Benjamin Davido, ouvido pelo jornal Le Parisien, considera que o caso da Janssen não tem nada de excepcional. "Não existe nenhuma vacina ou tratamento milagroso que traga uma imunidade a longo prazo diante de resfriados ou de contaminações pela família de coronavírus", lembra o especialista.

Proteção de vacina da Janssen contra covid vai a 94% com 2ª dose .
Estudo divulgado pela farmacêutica quer apressar aprovação de doses de reforço nos EUACom o estudo, a empresa atende às pressões do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ele quer que autoridades de saúde do país aprovem a dose de reforço de imunizantes contra a covid-19 o quanto antes, em meio ao aumento de hospitalizações causadas pela variante delta.

usr: 15
Isto é interessante!