Mundo Merkel deixa a economia alemã com problemas

02:11  28 setembro  2021
02:11  28 setembro  2021 Fonte:   nytimes.com

Último debate na Alemanha será chance de virada do candidato de Merkel contra social-democrata

  Último debate na Alemanha será chance de virada do candidato de Merkel contra social-democrata A uma semana das eleições legislativas, os líderes dos três grandes partidos alemães realizam, neste domingo (19), o último debate na TV, na reta final da incerta disputa para suceder Angela Merkel na chancelaria. O ministro das Finanças e vice-chanceler social-democrata Olaf Scholz, de 63 anos, saiu vencedor nos dois últimos debates, segundo as pesquisas d eopinião, apresentando-se como um gestor tranquilo e experiente. O conservador ArminO conservador Armin Laschet, de 60 anos, considerado o herdeiro natural de Angela Merkel, se mostrou combativo nesta reta final, após um início de campanha fracassado.

Mas será que isso vai durar? MERKEL DEIXA A ECONOMIA ALEMã COM PROBLEMAS . Durante seus 16 anos como chanceler da Alemanha, Angela Merkel se transformou em um avatar internacional de calma, razão e valores democráticos pela forma como lidou com crises que incluíram um quase colapso financeiro da zona do euro, a chegada de mais de um milhão de migrantes e uma pandemia.

Após 16 anos, Angela Merkel deixará de ser chanceler federal da Alemanha. Neste período, a economia alemã se saiu bem sob a líder alemã : em termos de números, pelo menos, com mais prosperidade e menor desemprego. Mas críticos a acusam de morosidade em várias frentes e de deixar para seu sucessor grandes obras em andamento. Sob Merkel , a Alemanha vem eliminando gradualmente a energia nuclear e os dias da energia a carvão também estão contados. Além disso, o país tem que reduzir drasticamente as emissões de CO2 para atingir suas metas climáticas de Paris

Durante seus 16 anos como chanceler da Alemanha, Angela Merkel se transformou em um avatar internacional de calma, razão e valores democráticos pela forma como lidou com crises que incluíram um quase colapso financeiro da zona do euro, a chegada de mais de um milhão de migrantes e uma pandemia.

Um Mercedes Benz elétrico em exibição no International Motor Show em Munique, 7 de setembro de 2021. (Felix Schmitt/The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Um Mercedes Benz elétrico em exibição no International Motor Show em Munique, 7 de setembro de 2021. (Felix Schmitt/The New York Times)

Hoje, a Alemanha é um colosso econômico, o motor da Europa, desfrutando prosperidade e quase pleno emprego, apesar da pandemia. Mas será que isso vai durar?

Alemanha se prepara para votação que vai estabelecer o fim da era Merkel

  Alemanha se prepara para votação que vai estabelecer o fim da era Merkel A Alemanha se prepara para virar a página no próximo domingo (26) após 16 anos de poder de Angela Merkel, com eleições legislativas de resultado incerto e que devem provocar longos meses de negociações para encontrar o sucessor da chanceler conservadora. As eleições abrem uma nova etapa política na Alemanha, que tem Merkel como chefe de Governo desde 2005, e serão acompanhadas com grande atenção pela importância política e econômica do país na União Europeia (UE).Ainda muito popular entre o eleitorado após quatro mandatos em que se tornou uma figura crucial na política internacional, Merkel é a primeira chanceler no cargo que não disputará a reeleição desde 1949.

Merkel , que igualou o recorde de longevidade na chancelaria de seu mentor Helmut Kohl, corre o risco de se aposentar da política com uma derrota histórica de seu partido conservador. Depois de acreditarem durante muito tempo que a vitória estava garantida, os democrata-cristãos parecem Em suas memórias, Barack Obama, um dos quatro presidentes americanos que Merkel conheceu desde 2005, descreve-a como uma governante "confiável, honesta, intelectualmente precisa" e uma "bela pessoa". A "chanceler teflon", que parece imune aos problemas , é um animal político tão peculiar

Merkel chegou ao poder aos 51 anos, numa época de crescimento econômico global, mas dificuldades na economia alemã , que tentava se modernizar por meio de reformas estruturais. Sua capacidade de lidar com problemas de forma humana ficou ainda mais visível em 2015, em meio à crise europeia de refugiados. Uma onda migratória sem precedentes, intensificada pela guerra civil na Síria que levaria à saída de mais de 6 milhões de sírios de seu país, fez com que centenas de milhares de pessoas chegassem às fronteiras da Europa.

Essa é a questão, agora que Merkel se prepara para deixar o cenário político depois das eleições nacionais de 26 de setembro. Há sinais de que a Alemanha está economicamente vulnerável, perdendo competitividade e despreparada para um futuro moldado pela tecnologia e pela rivalidade entre os Estados Unidos e a China.

Segundo os economistas, durante seu mandato a Alemanha deixou de construir infraestrutura digital de classe mundial, promoveu uma saída apressada da energia nuclear de forma pouco hábil e se tornou alarmantemente dependente da China como mercado para seus automóveis e outras exportações.

A questão da China é especialmente complexa. O forte crescimento da Alemanha durante o mandato de Merkel foi em grande parte resultado do comércio com o país asiático, que ela ajudou a promover. Cada vez mais, porém, os chineses se tornam concorrentes em áreas como máquinas industriais e veículos elétricos.

Merkel dá adeus elogiada pela habilidade em resolver crises e criticada por não evitá-las

  Merkel dá adeus elogiada pela habilidade em resolver crises e criticada por não evitá-las GELSENKIRCHEN, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - Assim que acordar em sua primeira manhã com um "ex" na frente de "primeira-ministra da Alemanha", Angela Merkel pensará nos problemas que precisa resolver naquele dia. Por alguns instantes. "De repente vai me ocorrer que outra pessoa está no comando agora. E provavelmente vou me sentir bem", respondeu ela a uma pergunta de alunos na Universidade Johns Hopkins (EUA), da qual recebeu um doutorado honorário em julho. Essa manhã futura, ainda sem data prevista, será a primeira de Merkel fora do poder desde 22 de novembro de 2005. Até a eleição de domingo (26), são 5.786 dias, quase 16 anos à frente do país.

No final de semana, a chanceler Angela Merkel se mostrou contrária a um afrouxamento rápido das restrições. Dados publicados na semana passada mostram um quadro sombrio para a economia alemã , com as atividades Habitantes só podem deixar a área em que vivem com justificativa.

Angela Merkel chegou a ser vista apenas como líder interina do partido União Democrata Cristã (CDU) depois da saída de Helmut Kohl da chancelaria federal da Alemanha. Dez anos depois, a era Merkel continua. Primeiro juramento. "Eu quero servir a Alemanha". A promessa foi feita por Angela Merkel Quando os mercados financeiros entraram em colapso em 2008 e ameaçaram prejudicar a economia alemã , a chanceler se empenhou na proteção do euro e na criação de fundos de resgate para as economias mais fracas do bloco europeu. Ela se destacou como eficiente gestora de crises, mas

Economistas dizem que a Alemanha não investiu o bastante em educação e em tecnologias emergentes como inteligência artificial e veículos elétricos. Os alemães pagam alguns dos preços mais altos do mundo pela energia, porque Merkel pressionou pelo fechamento de usinas nucleares sem expandir a rede de fontes de energia renovável do país de modo suficiente para cobrir a demanda. "Isso vai voltar para assombrar a Alemanha nos próximos dez anos", afirmou Guntram Wolff, diretor do Bruegel, instituto de pesquisa em Bruxelas.

Alunos de uma escola em Berlim, 13 de agosto de 2020. (Lena Mucha/The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Alunos de uma escola em Berlim, 13 de agosto de 2020. (Lena Mucha/The New York Times)

Nunca houve muita pressão sobre Merkel para se concentrar na política econômica fundamental porque a economia alemã cresceu durante seu mandato. A Alemanha se recuperou da pandemia mais depressa do que outros países europeus, como a França ou a Itália.

Greta faz ato pelo clima em Berlim, a 2 dias de eleição apertada para suceder Merkel

  Greta faz ato pelo clima em Berlim, a 2 dias de eleição apertada para suceder Merkel SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A dois dias das eleições que vão definir o próximo governo da Alemanha, jovens ambientalistas protestaram em várias cidades do país para pedir ações mais contundentes de combate à crise climática. Em Berlim, Greta Thunberg, ativista sueca que no ano passado foi recebida pela primeira-ministra Angela Merkel, disse em discurso nesta sexta (24) que nenhum dos partidos políticos está suficientemente comprometido com o problema. Além de Berlim, houve protestos em Bonn, Colônia, Hamburgo e Friburgo, como parte de um movimento programado em 80 países. O assunto está definitivamente na cabeça dos eleitores.

Merkel acumulou popularidade por meio de sua capacidade e disposição de explicar temas complexos, além de se mostrar determinada e capaz diante de grandes desafios, como a economia . Sua capacidade de lidar com problemas de forma humana ficou ainda mais visível em 2015, em meio à crise europeia de refugiados. Uma onda migratória sem precedentes, intensificada pela guerra civil na Síria que levaria à saída de mais de 6 milhões de sírios de seu país, fez com que centenas de milhares de pessoas chegassem às fronteiras da Europa.

Merkel também chamou a atenção para a existência de notícias falsas criadas deliberadamente, além de métodos automatizados de manipular a opinião. Para a chanceler, valores como liberdade, ordem e lei não são mais vistos como normal. Um dos caminhos para lidar com esse fenômeno seria por No último domingo, Merkel anunciou a intenção de concorrer a um quarto mandato como chanceler da Alemanha, numa decisão recebida como sinal de estabilidade após o Reino Unido ter votado para deixar a União Europeia e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Ao longo do ano, o

Mas a Covid também expôs a dependência econômica da Alemanha em relação à China. Em 2005, os chineses eram responsáveis por uma fração das exportações alemãs. No ano passado, superaram os Estados Unidos como seu maior parceiro comercial. A China é, de longe, o maior mercado da Volkswagen, da Mercedes-Benz e da BMW. As empresas alemãs também prosperaram equipando fábricas chinesas com máquinas-ferramentas e outros bens industriais, que fizeram da China uma potência exportadora.

Merkel abandonou sua ênfase inicial em direitos humanos em suas relações com o governo chinês e, em vez disso, encorajou laços econômicos cada vez mais profundos. Recebeu líderes chineses em Berlim e viajou 12 vezes a Pequim e a outras cidades da China, muitas vezes com delegações de executivos de negócios alemães. Mas o emaranhado econômico entre os dois países a deixou cada vez mais vulnerável à pressão do presidente chinês, Xi Jinping.

No fim do ano passado, quando a Alemanha assumiu sua vez de determinar a agenda da União Europeia, Merkel e o presidente Emmanuel Macron, da França, promoveram um acordo de investimento com a China mesmo com objeções do governo Biden, chegando até mesmo a contornar outros aliados europeus.

Angela Merkel: o balanço de uma era na Alemanha, antes de dizer adeus

  Angela Merkel: o balanço de uma era na Alemanha, antes de dizer adeus Nenhum político terá marcado a política europeia nos últimos 16 anos como a chanceler alemã. Angela Merkel teve que lidar com muitas crises, às vezes com reações tardias. No entanto, a líder alemã nunca chegou a defender uma visão para o futuro da Europa, como seu homólogo e parceiro francês, Emmanuel Macron. Pascal Thibaut, correspondente da RFI em Berlim Com a chegada de Angela Merkel ao poder em 2005, uma mulher da Alemanha Oriental assumiu as rédeas do país, 15 anos após sua reunificação.

"O comércio alemão com a China diminui todos os outros Estados-membros, e a Alemanha claramente lidera a política com a China na União Europeia. A dependência econômica da Alemanha em relação à China está gerando um afastamento nas relações transatlânticas", disse Theresa Fallon, diretora do Centro de Estudos Rússia Europa Ásia em Bruxelas.

Nos últimos anos, a China tem usado o que aprendeu com as empresas alemãs para competir com elas. Montadoras chinesas, incluindo a Nio e a BYD, estão começando a vender veículos elétricos na Europa. A China se tornou a segunda exportadora de máquinas industriais, depois da Alemanha, segundo a Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais (VDMA, na sigla em alemão), que representa as empresas alemãs de engenharia.

Os partidários de Merkel apontam que ela ajudou a economia alemã a se esquivar de algumas balas. Seus instintos políticos afiados se mostraram valiosos durante uma crise da dívida da zona do euro que começou em 2010 e quase destruiu a moeda que a Alemanha compartilha com outros 18 países. Merkel indiscutivelmente manteve os linha-dura de seu partido, a União Democrata-Cristã, em xeque, enquanto o Banco Central Europeu imprimia dinheiro para ajudar países atingidos como a Grécia, a Itália e a Espanha.

16 anos depois, União Europeia se prepara para o fim da era Merkel

  16 anos depois, União Europeia se prepara para o fim da era Merkel Pragmática, apaziguadora e analítica –para o bem e para o mal– Angela Merkel redefiniu o papel da Alemanha no blocoNos 16 anos em que esteve no poder, Merkel foi classificada como uma pessoa pragmática, cautelosa, apaziguadora e analítica —para o bem e para o mal. As características são, em grande parte, reflexos de sua formação como cientista na RDA, a República Democrática Alemã (Alemanha Oriental).

Contudo, seu ex-ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, também foi um dos principais executores das políticas que protegiam os bancos alemães enquanto impunham dura austeridade ao sul da Europa. Na época, a Alemanha se recusou a apoiar a ideia de dívida europeia coletiva – posição que Merkel abandonou no ano passado, diante das consequências de uma pandemia que ameaçava a UE.

Merkel também teve um pouco de sorte. Os antigos estados comunistas da Alemanha Oriental se recuperaram em grande parte durante seu mandato. Ela lucrou com reformas feitas por seu antecessor, Gerhard Schröder, que facilitaram a contratação e a demissão nas empresas e pressionaram os desempregados a aceitar empregos de baixa remuneração.

A revisão econômica de Schröder levou a uma queda acentuada no desemprego, de mais de 11 por cento quando Merkel assumiu o cargo para menos de quatro por cento. Mas as mudanças foram impopulares porque enfraqueceram regulamentos que protegiam os alemães das demissões, o que abriu caminho para a vitória de Merkel sobre Schröder em 2005.

A lição para os políticos alemães foi que era melhor não mexer nos privilégios dos alemães, e Merkel basicamente não o fez. Muitos dos empregos criados eram de baixa remuneração e ofereciam chances limitadas de mobilidade. O resultado também foi o aumento da disparidade social, com uma população que vai envelhecendo depressa e que está cada vez mais ameaçada pela pobreza.

"Nos últimos 15 a 16 anos, vimos um aumento claro no número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e estão ameaçadas. Embora os anos de 2010 tenham sido muito bem-sucedidos economicamente, nem todos se beneficiaram", afirmou Marcel Fratzscher, economista do instituto de pesquisa DIW em Berlim.

++ Ao vivo: Alemanha vai às urnas para escolher sucessor de Merkel ++

  ++ Ao vivo: Alemanha vai às urnas para escolher sucessor de Merkel ++ É provável que o futuro governo alemão fique a cargo de uma coalizão de pelo menos três partidos, algo que não ocorre no país desde o fim dos anos 1950. Acompanhe a cobertura. © UWE LEIN/AFP/Getty Images Provided by Deutsche Welle Os eleitores alemães vão às urnas neste domingo (26/09) para escolher quem vai liderar o país após a aposentadoria da chanceler federal Angela Merkel, que deixa o poder após 16 anos de governo. Pesquisas indicam um resultado pulverizado, com nenhum dos grandes partidos alemães aparecendo com mais de 30% das intenções de voto.

O fracasso de Merkel em investir mais em infraestrutura, pesquisa e educação, apesar de sua formação como doutora em física, também reflete a aversão alemã à dívida pública. Schäuble, quando ministro das Finanças, impôs uma disciplina fiscal que priorizava os excedentes orçamentários sobre os investimentos. O parlamento alemão, controlado pelo partido de Merkel, até garantiu orçamentos equilibrados por lei, o chamado freio da dívida.

As políticas frugais eram populares entre os alemães, que associam gastos deficitários com inflação descontrolada. Mas elas também deixaram a Alemanha atrás de outras nações.

Desde 2016, a Alemanha caiu do 15º para o 18º lugar no ranking de competitividade digital pelo Instituto de Gestão e Desenvolvimento em Lausanne, na Suíça, que atribuiu o declínio em parte à formação e à educação inferiores, bem como às regulamentações governamentais. Entre 40 por cento e 50 por cento de todos os trabalhadores na Alemanha precisarão de retreinamento em habilidades digitais para continuar trabalhando na próxima década, de acordo com o Ministério do Trabalho. A maioria das escolas alemãs não tem internet com banda larga, e os professores estão relutantes em usar ferramentas de aprendizagem digital – situação que se tornou lamentavelmente clara durante os lockdowns do coronavírus.

"A tecnologia é estratégica. É um instrumento chave na rivalidade sistêmica que temos com a China. Não criamos consciência suficiente disso no passado", afirmou Omid Nouripour, legislador que fala de assuntos externos em nome do Partido Verde, durante uma discussão on-line organizada este mês pelo Berenberg Bank.

A necessidade de modernização da Alemanha se tornou mais urgente à medida que as mudanças climáticas se tornavam mais tangíveis, e à medida que uma mudança para veículos elétricos ameaça a hegemonia das montadoras de luxo alemãs. A Tesla já tirou uma parte significativa do mercado da BMW, da Mercedes-Benz e da Audi, e está construindo uma fábrica perto de Berlim para desafiá-las em seu território. Até o ano passado, os incentivos financeiros que o governo alemão oferecia aos compradores de carros elétricos eram substancialmente menores do que os créditos fiscais disponíveis nos Estados Unidos.

"O que é muito importante para a Alemanha como nação industrial, e também para a Europa como lugar de inovação, é uma simbiose entre uma política climática ambiciosa e uma política econômica forte", observou Ola Källenius, executivo-chefe da Daimler, a repórteres na feira IAA Mobility, em Munique.

Os executivos das montadoras não criticam Merkel, que sempre foi uma forte defensora de seus interesses em Berlim e no exterior, mas culpam implicitamente a resposta lenta de seu governo à mudança para veículos elétricos. Embora a Alemanha tenha mais estações de carregamento per capita do que os Estados Unidos, não há o suficiente para suportar o aumento da demanda por veículos elétricos.

"O quadro para essa transição da indústria automobilística ainda não está completo. Precisamos de uma base de política do setor que comece com a cobrança de uso da infraestrutura", disse Oliver Zipse, executivo-chefe da BMW e presidente da Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis.

Segundo Källenius, da Daimler, "estamos em uma competição econômica com os Estados Unidos, a América do Norte, a China e outros países asiáticos fortes. Precisamos de uma política econômica que garanta que a Europa permaneça atraente para os investimentos".

c. 2021 The New York Times Company

Símbolo da moderação, era Merkel se encerra com eleição apertada .
Símbolo da moderação, era Merkel se encerra com eleição apertadaEmbora não houvesse impedimento legal, Merkel anunciou em 2018 sua decisão de não concorrer novamente ao posto. Sua sucessão agora depende de dois fatores: a votação de cada partido e como serão os arranjos no Parlamento para se formar uma nova maioria. Armin Laschet, atual líder do CDU, está na disputa como um dos dois favoritos. Mas as pesquisas têm apontado ligeira vantagem para o atual ministro das Finanças, Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), legenda que compõe a coalizão em torno de Merkel. O último debate na televisão antes das eleições no país ocorreu na quinta-feira (23).

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