Mundo 7 fatos que movimentaram o setor de criptomoedas em setembro

18:12  14 outubro  2021
18:12  14 outubro  2021 Fonte:   33giga.com.br

Primeiro fundo indexado ao bitcoin será cotado em Wall Street a partir de terça

  Primeiro fundo indexado ao bitcoin será cotado em Wall Street a partir de terça Os investidores terão a opção de aplicar em bitcoins a partir desta terça-feira na bolsa de Nova York, através de um fundo ETF que será indexado à evolução da popular criptomoeda pela primeira vez no mercado nova-iorquino. Trata-se de um acontecimento muito esperado no universo das criptomoedas. O ETF da ProShares, que acompanhará a evolução do mercado do bitcoin, começará a ser negociado nesta terça na NYSE sob a sigla BITO, informou a empresa especializada em um comunicado publicado nesta segunda (18). Um porta-voz da NYSE confirmou à AFP que este primeiro fundo indexado ou ETF vinculado a uma criptomoeda será negociado a partir da abertura nesta terça-feira.

Enquanto a China proibiu o Bitcoin, nos Estados Unidos foram dados novos passos rumo à regulamentação do setor. Na América Latina, por sua vez, El Salvador avançou rápido com a adoção e mais de 2 milhões de pessoas já foram “bancarizadas” no país. Veja abaixo sete fatos que movimentaram o setor de criptomoedas em setembro. Conta com análise do especialista Rodrigo Soeiro, fundador do cryptobank Monnos.

7 fatos que movimentaram o setor de criptomoedas em setembro - RODNAE Productions no Pexels © RODNAE Productions no Pexels 7 fatos que movimentaram o setor de criptomoedas em setembro - RODNAE Productions no Pexels

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  Uma das mas maiores gestoras do Brasil investe em criptomoeda; entenda SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma das maiores gestoras de recursos do mercado brasileiro, a Kinea Investimentos fez recentemente sua estreia no universo das criptomoedas. Marco Aurélio Freire, sócio e gestor dos fundos líquidos da Kinea, conta que há cerca de dois meses a gestora aportou um pequeno valor, ainda de caráter experimental, no criptoativo ether, negociado pela plataforma Ethereum. "Vejo as criptomoedas como uma tendência secular em que vale a pena ter uma exposição", afirma o gestor da Kinea, primeira casa desse porte no Brasil a anunciar publicamente o investimento em criptomoedas.

5 histórias inusitadas envolvendo criptomoedas

1. China proibiu Bitcoin e busca por plataformas DeFi aumentou em 450%

Em setembro, a China, que tinha banido a mineração de criptomoedas, resolveu proibir a negociação de criptoativos dentro de suas fronteiras. O país já soma 19 repressões semelhantes e, mesmo assim, não consegue acabar efetivamente com esse mercado. Tanto é que 1,21% dos nós de Bitcoin se encontram por ali, além de mineradores clandestinos, que ainda não foram identificados pelo governo.

É válido ressaltar que, após esse novo banimento, o mercado de finanças descentralizadas (DeFi) explodiu na China, subindo mais de 450% apenas no último mês. Prova de que os usuários buscaram novas maneiras de negociar seus ativos digitais.

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2. Estados Unidos passa a buscar maior regulamentação do setor

Os Estados Unidos discutiram o projeto HR3684, que foi recém aprovado pelo Senado americano. É um projeto de infraestrutura que já recebeu 539 emendas e que visa regulamentar ainda mais o setor.

Jerome Powell, presidente do Sistema de Reserva Federal (FED), anunciou perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, que não pretende banir o Bitcoin nem a criptoeconomia, indo em direção contrária à China. Ele reforçou a necessidade regulatória sobre o setor.

3. El Salvador avançou rápido com adoção do Bitcoin

El Salvador adotou o Bitcoin como moeda oficial, além do dólar americano. Em três semanas, cerca de 2 milhões de pessoas já foram “bancarizadas” com criptomoedas no país, recebendo 30 dólares em Bitcoin em uma carteira com segunda camada, que entrega suas transações de maneira mais rápida e com menores taxas de rede.

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  'Faraó dos bitcoins' acumulou mais de 67 mil clientes, aponta denúncia RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A estrutura financeira de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como "faraó dos bitcoins", acumulou mais de 67 mil clientes em quase cinco anos de operação, segundo documento obtido pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. A informação consta na denúncia oferecida contra o empresário e outras 16 pessoas pelo MPF sob acusação de operação de instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta, negociação irregular de valores imobiliários e organização criminosa. A acusação foi aceita pelo juiz Vitor Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (1º).

Também foram instalados 200 caixas eletrônicos e 50 quiosques com funcionários para tirar dúvidas e educar a população sobre o uso da criptomoeda e da carteira disponibilizada. Nela, o usuário controla seu saldo em dólares e em Bitcoin, com autonomia para converter a qualquer momento.

4. Mercado financeiro suíço aprovou o primeiro fundo de criptomoedas

A adoção de criptomoedas em setembro ganhou forças na Europa. A FINMA (Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço) aprovou o Crypto Market Index Fund, da Crypto Finance, extensão da Pernet von Ballmoos AG (PvB). Este é o primeiro fundo de criptomoedas de acordo com a lei suíça.

Contudo, tal fundo só foi autorizado a negociar em criptomoedas com um “volume de negociação suficientemente grande”. Portanto, o Crypto Finance irá acompanhar o Crypto Market Index 10, da Six Exchange, para manter os reguladores tranquilos.

5. Twitter passou a disponibilizar serviços em Bitcoin

O Twitter anunciou uma integração com a empresa Strike, para disponibilizar serviços de gorjetas em Bitcoin para os usuários da rede social. Assim, passou a ser possível transferir valores de qualquer parte do mundo, de forma barata e quase instantaneamente. Este movimento pode ser encarado como o pontapé inicial para que outras plataformas comecem a usar serviços similares com criptomoedas.

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  Não sujeite stablecoins a novas regras, diz lobby de criptomoedas a reguladores dos EUA Não sujeite stablecoins a novas regras, diz lobby de criptomoedas a reguladores dos EUA nesta segunda-feira, em meio à perspectiva de que a supervisão dessa tecnologia se torne mais rígida. As stablecoins --tokens digitais geralmente respaldados em reservas de dólares ou em outros ativos como ouro e criptomoedas-- têm crescido de forma expressiva durante a pandemia da Covid-19.

6. Emirados Árabes Unidos aprovaram comércio de criptomoedas na zona franca de Dubai

O Iêmen está em guerra civil desde 2014 e tem bloqueio aéreo, terrestre e marítimo desde março de 2015, com milhares de pessoas passam fome. No meio deste terror, as criptomoedas estão salvando vidas. David Beasley, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, está recebendo doações em Bitcoin, Bitcoin Cash, Dogecoin e Nano. O montante é repassado para comerciantes e casas de câmbio do país, para que a população possa adquirir alimentos e medicamentos.

Ainda no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos aprovaram o comércio de criptomoedas em setembro, na zona franca de Dubai. Esta iniciativa é resultado de um acordo da Autoridade de Valores Mobiliários (SCA) com a Autoridade do Centro de Comércio Internacional de Dubai (DWTCA). Isto pode levar a cidade a ser um novo centro de criptoativos no futuro, já que sua economia está sendo traçada com direção inovadora e digital.

7. Bitcoin despenca

No mercado de criptomoedas em setembro, o Bitcoin abriu em US$ 47.100, buscando até US$ 52.700 na primeira semana do mês. Contudo, os valores despencaram para níveis também vistos em maio deste ano, lateralizando seu preço entre US$ 41.000 e US$ 45.000.

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