Mundo EUA x China: americanos apoiam participação “significativa” de Taiwan na ONU

14:10  24 outubro  2021
14:10  24 outubro  2021 Fonte:   brasil.rfi.fr

Biden promete proteger Taiwan em caso de ataque chinês

  Biden promete proteger Taiwan em caso de ataque chinês No início do mês, número recorde de aeronaves militares chinesas entrou no espaço aéreo da ilha, que Pequim considera parte de seu território. Política de defesa americana não inclui explicitamente a defesa de Taiwan. © JONATHAN ERNST/REUTERS Os Estados Unidos defenderiam Taiwan se a ilha sofresse um ataque da China, afirmou o presidente Joe Biden. Ele foi questionado duas vezes durante um programa da CNN na quinta-feira (22/10) se os americanos protegeriam Taiwan em caso de um ataque, e ele respondeu: "Sim, temos o compromisso de fazer isso".

Representantes dos Estados Unidos e de Taiwan tiveram novas conversas neste sábado (23), num contexto de tensão em relação à China. Por videoconferência, Washington debateu com Taipei sobre a participação "de maneira significativa" dos taiwaneses na ONU.

  EUA x China: americanos apoiam participação “significativa” de Taiwan na ONU © NICHOLAS KAMM / AFP

A conversa ocorre na véspera de o governo chinês celebrar os 50 anos da integração de Pequim às Nações Unidas. Nesta segunda-feira (25), o presidente Xi Jinping deve pronunciar um discurso para comemorar a atribuição de um assento à China, que até 1971 era ocupado por Taiwan.

A China afirma que apenas ela pode representar Taiwan no plano internacional, por considerar o território como sua província. Nas últimas semanas, Pequim tem intensificado as pressões políticas e militares para reafirmar a soberania sobre Taipei – que, por sua vez, garante que se defenderia se fosse alvo de uma ofensiva chinesa.

Presidente de Taiwan confirma presença de tropas norte-americanas na ilha

  Presidente de Taiwan confirma presença de tropas norte-americanas na ilha China reivindica Taiwan como parte de seu território. Tsai Ing-wen disse que ameaça chinesa cresce a cada diaTsai Ing-wen não informou a quantidade de militares norte-americanos que atuam em Taiwan, mas disse que “não são tantos quanto as pessoas pensavam”. No ano passado, indivíduos das tropas estadunidenses publicaram um vídeo que mostrava Forças Especiais do Exército dos EUA treinando soldados na ilha. O vídeo foi apagado em seguida, e o Ministério da Defesa de Taiwan negou que os EUA estivessem treinando o exército da ilha.

Neste sábado, um comunicado do Departamento de Estado americano informou que os americanos desejam viabilizar a maior participação de Taiwan nas discussões junto à Organização Mundial da Saúde e no âmbito da conferência da ONU sobre as mudanças climáticas. O governo eleito democraticamente em Taipei reivindica o direito a voz no cenário internacional, e agradeceu os americanos “por seu forte apoio”, em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

Tensão entre Pequim e Washington

Na sexta-feira (22), os Estados Unidos haviam dado um passo para diminuir a tensão recente com a China sobre Taiwan, ao garantirem que seu posicionamento sobre a ilha não sofreu alterações. Na véspera, haviam afirmado que a defenderiam em caso de um ataque de Pequim.

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  Conheça o homem que avisou a Apple sobre os riscos na China Doug Guthrie, que já foi um dos principais especialistas americanos em China, soou o alarme a respeito dos perigos de fazer negócios por lá. Ele falou a respeito de seu tempo na AppleQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

Questionado na quinta-feira (21) sobre a possibilidade de uma intervenção militar americana para socorrer Taiwan, o presidente democrata Joe Biden respondeu que “sim, estamos comprometidos com isso", ao canal CNN.

Os comentários de Biden vão na contramão da antiga política americana de "ambiguidade estratégica", com a qual Washington ajudava Taiwan a construir suas defesas, mas sem se comprometer a apoiar abertamente a ilha. Na sequência, a China pediu que Biden aja "com prudência" e que "não interfira em seus assuntos internos". Washington deu, então, um passo atrás.

"O presidente não estava anunciando nenhuma mudança na nossa política, nossa política se mantém inalterada", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price. "Manteremos nossos compromissos, continuaremos apoiando a autodefesa de Taiwan e continuaremos nos opondo a qualquer mudança unilateral no status quo", esclareceu ele a repórteres.

EUA e China alertam sobre aumento de tensões envolvendo Taiwan

  EUA e China alertam sobre aumento de tensões envolvendo Taiwan EUA e China alertam sobre aumento de tensões envolvendo TaiwanROMA (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, trocaram alertas durante reunião de cúpula do G20 neste domingo contra ações que possam elevar as tensões no Estreito de Taiwan.

O secretário da Defesa americano Lloyd Austin, por sua vez, evitou responder se os Estados Unidos apoiarão Taiwan no caso de uma hipotética intervenção militar do gigante asiático. "Não me pronunciarei sobre hipótese alguma" sobre a ilha, declarou à imprensa, antes de dizer que "continuaremos ajudando Taiwan com as competências que precisar para se defender".

Taiwan, território democrático

Atualmente, Taiwan tem um sistema político democrático. Desde 1945, este pequeno território insular é governado por um regime que se instalou após a vitória dos comunistas na China continental em 1949, na esteira da guerra civil no país asiático.

A "República Popular da China", que tem Pequim como capital e é governada pelo Partido Comunista, considera a ilha uma pequena parte de seu território. As autoridades chinesas ameaçam usar a força, caso Taipé declare formalmente sua independência.

Pequim e Washington divergem em muitos temas, mas a questão de Taiwan é considerada, com frequência, como o único problema que provavelmente provocaria um confronto armado. O próximo embaixador na capital chinesa, Nicholas Burns, destacou na quarta-feira que não é conveniente confiar na China na questão de Taiwan. Nesse sentido, recomendou vender mais armas para esta pequena ilha, de modo a fortalecer sua defesa.

O diplomata, que falou na Comissão de Relações Exteriores do Senado, também denunciou as recentes incursões de aviões chineses na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ), as quais chamou de "repreensíveis".

Com informações da Reuters e AFP

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Biden promete apoiar liberdade na Ásia e faz críticas à China sobre TaiwanFalando em uma cúpula virtual do Leste Asiático com a presença do premiê chinês Li Keqiang, Biden disse que Washington iniciaria negociações com parceiros do Indo-Pacífico sobre o desenvolvimento de uma estrutura econômica regional, algo que os críticos dizem que faltou à sua estratégia regional.

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