Mundo Disney+ de Hong Kong remove episódio dos Simpsons visitando Praça Tiananmen

19:12  29 novembro  2021
19:12  29 novembro  2021 Fonte:   estadao.com.br

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Um episódio da série de animação americana Os Simpsons, no qual a família visita a Praça Tiananmen (Paz Celestial) em Pequim, foi removido da plataforma de streaming Disney+ em Hong Kong.

A retirada do episódio provoca o temor de que a censura se torne regra no centro financeiro, como acontece na vizinha China continental.

A Disney+ lançou seu serviço em meados de novembro em Hong Kong e os espectadores mais familiarizados com a série constataram rapidamente a ausência de um episódio dedicado à China.

Disney de Hong Kong é fechada após visitante testar positivo para Covid-19

  Disney de Hong Kong é fechada após visitante testar positivo para Covid-19 Disney de Hong Kong é fechada após visitante testar positivo para Covid-19O parque foi fechado nesta quarta (17) após um caso de Covid-19 ter sido detectado em uma visitante que esteve no complexo de lazer no domingo (14).

Trata-se do episódio 12 da temporada 16, que foi exibido pela primeira vez em 2005, no qual a família viaja para a China com a esperança de adotar uma criança.

Durante sua estadia, eles visitam a Praça Tiananmen em Pequim, na qual as manifestações pró-democracia foram reprimidas com violência em 1989.

No desenho animado, uma faixa diz "Neste lugar, em 1989, não aconteceu nada", uma ironia sobre a forma como Pequim tentou apagar o massacre da memória coletiva.

Nesta segunda-feira, a AFP consultou a Disney+ Hong Kong e a empresa respondeu que os episódios 11 e 13 da 16ª temporada estão disponíveis, mas o 12 não. Não ficou claro se foi a própria Disney+ que retirou este episódio ou se as autoridades a ordenaram a fazer isso.

Diante das perguntas da AFP, a gigante do entretenimento americana se recusou a fazer comentários, assim como o governo de Hong Kong. O território desfrutava há muito tempo de liberdades artísticas e políticas que não existem na China continental.

Rede pública de rádio e TV de Hong Kong é dominada pelo governo chinês

  Rede pública de rádio e TV de Hong Kong é dominada pelo governo chinês Hong Kong – Pouco tempo depois que Patrick Li foi escolhido pelo governo para assumir a direção do canal de rádio e TV público de Hong Kong, uma fechadura digital foi instalada na porta de seu escritório. No passado, o escritório do diretor era o local em que os funcionários da Radio Television Hong Kong, ou RTHK, reuniam-se para comunicar suas queixas em relação às decisões da diretoria, de mudanças na programação a disputas trabalhistas. Agora, a fechadura indicava que essas reclamações não seriam mais bem-vindas.

Para encerrar os protestos pró-democracia, às vezes violentos, que abalaram o território em 2019, Pequim impôs no ano passado uma lei de segurança nacional que proibiu a maior parte da dissidência.

Em junho, Hong Kong concedeu poderes a um Comitê de Censura para proibir qualquer filme que considere uma ameaça para a segurança nacional.

Na semana passada, a chefe do Executivo designada por Pequim, Carrie Lam, se comprometeu a "preencher rapidamente as lacunas" existentes sobre a internet e adotar uma regulamentação para as "fake news".

Fim da história de amor entre Wall Street e as empresas chinesas .
O anúncio da retirada do "Uber chinês", Didi, marca o fim do romance entre Wall Street e os gigantes chineses da tecnologia, apanhados entre as autoridades chinesas e os reguladores norte-americanos. Na sexta-feira após o anúncio, os investidores abandonaram os pesos pesados do comércio eletrônico Alibaba, JD.com e Pinduoduo, todos negociados em Wall Street. As ações da Alibaba, cujo IPO na Bolsa de Nova York em 2014 deu início aos mega-IPOs chineses, caíram para seu nível mais baixo em quase cinco anos, e há rumores de que é a próxima candidata a sair da Wall Street, depois da Didi.

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