Mundo Comitê de ataque ao Capitólio envia carta a filha de Trump

06:09  21 janeiro  2022
06:09  21 janeiro  2022 Fonte:   poder360.com.br

Biden acusa republicanos de restringir acesso ao voto e diz que 'cansou de ficar quieto'

  Biden acusa republicanos de restringir acesso ao voto e diz que 'cansou de ficar quieto' WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Joe Biden parece ter deixado em 2021 a postura conciliatória que vinha imprimindo a seu mandato, com a busca por diálogo com os republicanos para solucionar conflitos. Mais assertivo, o presidente dos Estados Unidos voltou a falar duro nesta terça-feira (11), com ataques diretos ao antecessor Donald Trump e o alerta de que a oposição estaria colocando a democracia do país em perigo. Biden aproveitou um discurso em Atlanta para fazer uma defesa enfática do acesso ao voto, criticando o Partido Republicano pelo apoio dado a leis estaduais que restringem esse direito.

O Comitê da Câmara dos Representantes que investiga a invasão ao Capitólio dos EUA pediu nesta 5ª feira (20.jan.2022) a “cooperação voluntária” de Ivanka Trump, filha do ex-presidente dos EUA Donald Trump.

O requerimento foi enviado em carta a Ivanka, conselheira do pai durante o mandato, pelo presidente do Comitê, Bennie G. Thompson (Democrata-Mississippi). Eis a íntegra (2 MB, em inglês).

Formulário de cadastro

Poder360 todos os dias no seu e-mail
concordo com os termos da LGPD.

No documento, o Select Committee on the January 6 Attack afirma o compromisso em se ater aos eventos ocorridos no dia da invasão e destaca que Ivanka estava “presente no Salão Oval” na data do atentado e teria testemunhado os últimos momentos de Trump como presidente. Na ocasião, o republicano buscava convencer o vice-presidente Mike Pence, responsável por chancelar a vitória eleitoral de Joe Biden, a rejeitar o resultado do pleito.

Maioria dos americanos teme o 'colapso' da democracia, indica pesquisa

  Maioria dos americanos teme o 'colapso' da democracia, indica pesquisa A maioria dos americanos considera que a instabilidade política é a maior ameaça aos Estados Unidos, onde a democracia poderia entrar em "colapso", de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) que confirma a divisão do país um ano após o ataque ao Capitólio. Segundo uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac, 76% dos entrevistados acreditam que a instabilidade política é a ameaça mais grave ao país, em comparação com 19% que citam países estrangeiros hostis aos EUA.Os mais preocupados são ativistas e simpatizantes democratas (83%, contra 66% dos republicanos) e indivíduos entre 18 e 34 anos (80%).

Em comunicado, a filha do ex-presidente reforçou que “não discursou no rally de 6 de janeiro”, onde Trump incitou apoiadores a marchar rumo ao Congresso dos EUA, e que solicitou o fim das manifestações em declaração dada durante à tarde, quando os trumpistas já estavam dentro do Capitólio.

A assessoria não confirmou se Ivanka irá depôr ao Comitê.

Na 3ª feira (18.jan.2022), o Comitê intimou o ex-prefeito de Nova York e advogado pessoal de Donald Trump, Rudy Giuliani, a depor no dia 8 de fevereiro. Giuliani é suspeito de propagar fake news sobre fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.

Mais de 400 testemunhas já depuseram ao Comitê desde sua instalação, em julho. Veja a lista de membros.

INVASÃO AO CAPITÓLIO

Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump romperam uma barreira policial em frente ao Congresso dos EUA e invadiram o prédio, enquanto congressistas certificavam a vitória de Biden.

Fundador do grupo de extrema-direita Oath Keepers enfrenta acusações de conspiração sediciosa

  Fundador do grupo de extrema-direita Oath Keepers enfrenta acusações de conspiração sediciosa Fundador do grupo de extrema-direita Oath Keepers enfrenta acusações de conspiração sediciosa por seu suposto papel no ataque mortal de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos de Washington. Rhodes e outros 10 associados ou membros do grupo foram acusados ​​pelo Departamento de Justiça, em um indiciamento revelado na quinta-feira, de conspirar para invadir o Capitólio à força, em uma tentativa fracassada de impedir o Congresso de certificar a vitória eleitoral do presidente Joe Biden em 2020.

O motim foi o pior atentado ao Capitólio desde 1814, quando uma invasão britânica incendiou parte da estrutura. Mais de 100 policiais ficaram feridos –alguns golpeados com as próprias armas, outros com mastros de bandeiras e extintores de incêndio.

Quase 135 oficiais que faziam a segurança do local se demitiram ou se aposentaram –um aumento de 69% em relação a 2020. Pelo menos 6 se suicidaram. O comitê investiga as circunstâncias do ataque e se Trump e seus aliados o encorajaram.

Um ano depois da invasão, mais de 720 pessoas enfrentam acusações formais em todo o país. Cerca de 50 foram condenadas e metade está presa.

Em discurso no aniversário de 1 ano do motim, Biden culpou seu antecessor. O democrata acusou Trump de propagar informações falsas e incitar a violência de apoiadores no episódio.

Relembre a invasão (6min01s):

Suprema Corte libera papéis sobre invasão do Capitólio a comitê .
Ex-presidente Donald Trump tentou barrar a divulgação; comitê do Congresso investiga responsabilidadeA decisão confirmou uma sentença do tribunal federal de apelações do mês passado. Leia a íntegra do despacho (em inglês, 56 KB).

usr: 2
Isto é interessante!