Mundo Alasca tem mais alta temperatura da história para dezembro

13:21  29 março  2022
13:21  29 março  2022 Fonte:   dw.com

Thelma Krug: IPCC mostra que mudanças no clima tornaram Brasil altamente vulnerável

  Thelma Krug: IPCC mostra que mudanças no clima tornaram Brasil altamente vulnerável Por Anna Beatriz Anjos em Agência Pública - O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), divulgado no fim de fevereiro, traz uma constatação alarmante: praticamente metade da população mundial – de 3,3 bilhões a 3,6 bilhões de pessoas – vive em regiões ou contextos “altamente vulneráveis” aos impactos da transformação do clima. Segundo os 270 autores do estudo, baseado na revisão de trabalhos científicos realizados em todo o planeta, o Brasil está totalmente inserido nessa realidade: assim como outras regiões da América Latina, Ásia, África, pequenos Estados insulares em desenvolvimento e Ártico, é um dos “hotspots globais de alta v

Termômetros no estado americano marcaram 19,4 °C. Início de inverno atípico teve vários registros de temperaturas amenas e chuvas torrenciais. Um sinal das mudanças climáticas, afirma cientista.

Espera que episódios quentes e úmidos sejam cada vez mais frequentes durante o inverno no Alasca © Joe Raedle/Getty Images Espera que episódios quentes e úmidos sejam cada vez mais frequentes durante o inverno no Alasca

O estado americano do Alasca, conhecido por suas geleiras e frio intenso, registrou a mais alta temperatura da história para o mês de dezembro no último domingo (26/12), de 19,4 °C.

O recorde foi registrado na ilha de Kodiak, informou o Centro de Avaliação e Política Climática do Alasca. Ao anunciar o recorde de quase 20 °C, o cientista Rick Thoman classificou a marca de absurda.

Thelma Krug: IPCC mostra que mudanças no clima tornaram Brasil altamente vulnerável

  Thelma Krug: IPCC mostra que mudanças no clima tornaram Brasil altamente vulnerável Vice-presidente do IPCC comenta os dados do último relatório do painel, que relaciona vulnerabilidade climática a desigualdades de gênero, raça e classe, e a situação do BrasilSegundo os 270 autores do estudo, baseado na revisão de trabalhos científicos realizados em todo o planeta, o Brasil está totalmente inserido nessa realidade: assim como outras regiões da América Latina, Ásia, África, pequenos Estados insulares em desenvolvimento e Ártico, é um dos “hotspots globais de alta vulnerabilidade humana”.

Em um início de inverno atípico, as temperaturas passaram mais de uma vez de 15 °C durante o dia. Termômetros marcaram 16,6 °C na comunidade de Cold Bay, na Península do Alasca, por exemplo.

Também foram registrados 13,3 °C na cidade de Unalaska, no mais quente dia de Natal no Alasca da história.

Chuvas torrenciais

Além disso, o mês foi atipicamente marcado por chuvas torrenciais. No interior do Alasca, a região de Fairbanks foi atingida pela pior tempestade no período desde 1937. Normalmente, dezembro é um mês seco no interior do estado porque o ar gelado não consegue reter muita umidade.

Fortes nevascas seguidas por chuvas torrenciais resultaram em comunidades cobertas de gelo, o que levou à interrupção do fornecimento de energia elétrica e ao fechamento de estradas. O fenômeno foi apelidado de Icemageddon.

Estudo indica aumento de temperatura e da intensidade das chuvas no Brasil

  Estudo indica aumento de temperatura e da intensidade das chuvas no Brasil BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Dados coletados em 271 estações meteorológicas espalhadas pelo Brasil mostram que a temperatura e as chuvas intensas aumentaram nas últimas décadas, segundo estudo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O levantamento do órgão está no documento "Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020". As normais são as médias históricas sobre temperatura, umidade, precipitação, umidade e vento, por exemplo. No documento, que terá sua íntegra divulgada nesta quarta (23), o Inmet afirma que a elevação da temperatura registrada nos últimos anos pode estar relacionada à variabilidade natural e ao aquecimento global.

O Departamento de Transporte do Alasca advertiu que as estradas permanecerão perigosas por muito tempo por causa da camada de gelo que se formou.

Mudanças climáticas

A ocorrência de clima quente e úmido no inverno se tornou mais frequente no Alasca nas últimas duas décadas, um sinal das mudanças climáticas, afirma Thoman. "Isso é exatamente o que esperamos em um mundo em aquecimento."

Algo semelhante vem ocorrendo em outros lugares do extremo norte. Um estudo publicado no mês passado na revista Nature Communications projetou um clima ártico com mais chuvas de inverno do que neve a partir de 2060 ou 2070.

Neste inverno, o Alasca ainda terá bastante frio – a previsão é que as temperaturas em Fairbanks cheguem a cair para cerca de -30 °C no próximo fim de semana –, mas espera-se que episódios quentes e úmidos sejam mais frequentes no futuro, diz Thoman.

lf (Reuters)

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