Mundo Três doses de Coronavac não protegem contra ômicron, diz estudo

19:01  30 março  2022
19:01  30 março  2022 Fonte:   bloomberg.com

Veja o que se sabe sobre a eficácia de vacinas em crianças ante a ômicron

  Veja o que se sabe sobre a eficácia de vacinas em crianças ante a ômicron SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As vacinas contra Covid foram desenvolvidas, testadas em milhares de pessoas e aprovadas em um momento em que a forma do coronavírus circulante era a ancestral ou então cepas de menor preocupação. A chegada de variantes mais transmissíveis e com escape vacinal, como a ômicron, mostrou que uma terceira dose em adultos é necessária para manter a proteção contra a doença e as suas formas mais graves. A vacina da Pfizer contra Covid para crianças com cinco anos ou mais, com formulação diferente daquela para o público mais velho, foi aprovada e passou a ser utilizada nos EUA e em outros países no final de 2021.

(Bloomberg) -- Duas doses e uma dose de reforço da vacina contra Covid-19 fabricada pela chinesa Sinovac Biotech, uma das mais usadas no mundo, não produzem níveis suficientes de anticorpos neutralizantes para proteger contra a variante ômicron, segundo um estudo científico.

Most Read from Bloomberg

  • Omicron May Double Risk of Getting Infected on Planes, IATA Says
  • Omicron Has 80% Lower Risk of Hospitalization in South Africa
  • Three Sinovac Doses Fail to Protect Against Omicron in Study
  • Singapore's Travelers Face Omicron Chaos
  • Omicron Hospitalization Risk Is Far Below Delta’s in Two Studies

A pesquisa sugere que as pessoas que receberam a injeção da Sinovac, a Coronavac, devem procurar uma vacina diferente para a dose de reforço: obter o RNA mensageiro da BioNTech, da Alemanha, como dose extra fez com que vacinados com a Coronavac melhorassem significativamente os níveis de anticorpos contra a ômicron, aponta estudo da Universidade de Hong Kong e da Universidade Chinesa de Hong Kong.

Japão mantém restrições em suas fronteiras até o fim de fevereiro

  Japão mantém restrições em suas fronteiras até o fim de fevereiro Fechamento do país para todos os estrangeiros foi definido em novembro para conter a ômicron“Tomando as medidas de fronteira mais rigorosas do G7, conseguimos garantir tempo para nos preparar para o aumento da infecção doméstica, minimizando o influxo da cepa ômicron”, afirmou em uma coletiva de imprensa.

Duas doses da BioNTech, conhecida como Comirnaty, também foram insuficientes, embora uma dose de reforço do mesmo imunizante eleve a proteção a níveis adequados, disseram os pesquisadores em comunicado.

Embora ainda não se saiba como a vacina da Sinovac lida com a variante ômicron -- incluindo como as células T, a arma do sistema imunológico contra as células infectadas pelo vírus, irão responder -- os resultados iniciais são um baque para aqueles que foram vacinados com a Coronavac. Já foram mais de 2,3 bilhões de doses produzidas e enviadas, principalmente na China e nos países em desenvolvimento.

Com a ômicron vista como 70 vezes mais transmissível do que a variante delta, a perspectiva de que serão necessárias doses de reforço ou mesmo revacinar a população com um imunizante mais específico contra a ômicron vai atrasar esforços mundiais que focam no fim da pandemia.

Ômicron já é dominante no Brasil, apontam dados

  Ômicron já é dominante no Brasil, apontam dados Levantamento da plataforma Our World in Data mostra que nova variante do coronavírus já é responsável por mais da metade das infecções no país e que casos explodiram em duas semanas. © Rodrigo Paiva/Getty Images Provided by Deutsche Welle A variante ômicron do coronavírus já é dominante no Brasil, sendo responsável por 58,33% dos casos de covid-19 sequenciados no país, segundo levantamento da plataforma online Our World in Data. Vinculada à Universidade de Oxford, a Our World in Data é considerada uma referência na publicação de dados sobre a pandemia.

Na semana passada, a Sinovac divulgou estudos dizendo que 94% das pessoas que receberam três doses geraram anticorpos neutralizantes, embora não informe em que nível.

Os representantes da Sinovac não responderam imediatamente os pedidos de comentário.

A pesquisa, liderada por Malik Peiris e David Hui, examinou a produção de anticorpos neutralizantes de vírus no sangue de pessoas vacinadas com as duas vacinas utilizadas em Hong Kong. Eles confirmam que duas doses de ambas as vacinas não foram suficientes para combater a ômicron.

As descobertas são más notícias para a China, que conseguiu isolar a vasta maioria de seu povo da Covid-19 a partir de fronteiras fechadas e medidas de restrição rígidas, mas agora enfrenta o desafio de manter a ômicron longe.

O governo distribuiu 2,6 bilhões de vacinas produzidas localmente -- muitas delas Coronavac -- para sua população de 1,4 bilhão de pessoas, mas provavelmente terá que desenvolver e lançar novas vacinas antes que possa mudar sua postura isolacionista.

Três doses da Coronavac geram baixa proteção contra ômicron, diz estudo

  Três doses da Coronavac geram baixa proteção contra ômicron, diz estudo Pesquisa de universidades de Hong Kong aponta que imunizante da Pfizer é mais eficaz como reforço em pessoas que receberam duas doses da vacina chinesa. © Risa Krisadhi/ZUMAPRESS/picture alliance Provided by Deutsche Welle Um estudo divulgado nesta quinta-feira (23/12) por pesquisadores de Hong Kong aponta que três doses da vacina Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac, não produzem níveis adequados de anticorpos para combater a variante ômicron do coronavírus.

Most Read from Bloomberg Businessweek

  • Amazon’s Alexa Stalled With Users as Interest Faded, Documents Show
  • How Shopify Outfoxed Amazon to Become the Everywhere Store
  • The Remote Work Revolution Spawns a New Class of Supercommuters
  • From Trading Desk to Noodle Stall: A Singapore Success Story
  • Trump Loyalists Are Running Out the Clock on the Jan. 6 Probe

©2021 Bloomberg L.P.

Doses de reforço são fundamentais contra a Ômicron, dizem especialistas .
Doses de reforço são fundamentais contra a Ômicron, dizem especialistasRaquel Stucchi, infectologista professora da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), lembra que é crucial manter um intervalo de imunização com doses de reforço a cada 6 meses, no máximo 9 meses. Dessa forma, os anticorpos seguem ativos e preparados para combater uma nova invasão da Covid-19 ao organismo humano.

usr: 1
Isto é interessante!