Mundo União Europeia anuncia pacote de quase R$ 2 trilhões para conter influência da China no mundo

22:35  06 abril  2022
22:35  06 abril  2022 Fonte:   brasil.rfi.fr

Bilionários ficam US$ 1 trilhão mais ricos em 2021 em meio à crise da Covid

  Bilionários ficam US$ 1 trilhão mais ricos em 2021 em meio à crise da Covid SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A fortuna somada das 500 pessoas mais ricas do mundo aumentou em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,57 trilhões) em 2021, segundo o índice de bilionários da agência Bloomberg. O patrimônio líquido somado desse clube agora ultrapassa US$ 8,4 trilhões (R$ 46,9 trilhões), mais do que o PIB individual de todos os países, exceto China e Estados Unidos. Dez fortunas superam a marca de US$ 100 bilhões (R$ 557,9 bilhões). Essa dezena de superbilionários ficou quase US$ 386 bilhões (R$ 2,15 trilhões) mais rica. Mais de 200 patrimônios passam de US$ 10 bilhões (R$ 55,8 bilhões), algo inédito na história, segundo a agência.

A União Europeia (UE) anunciou nesta quarta-feira (1°) um ambicioso plano para investir até € 300 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) de fundos públicos e privados até 2027 em projetos de infraestrutura pelo mundo. O objetivo é conter a influência global da China.

  União Europeia anuncia pacote de quase R$ 2 trilhões para conter influência da China no mundo © AP - Thanassis Stavrakis

Desde que o governo chinês lançou, em 2013, o projeto batizado de “Novas Rotas da Seda”, o mundo vem assistindo a uma expansão do gigante asiático em várias áreas. O programa, marco da administração do presidente Xi Jinping, visa desenvolver infraestrutura terrestre e marítima para conectar melhor a China com a Ásia, Europa e África. Resultado: atualmente locais como o porto de Pireus na Grécia, Trieste na Itália,ou ainda Djibouti, na Etiópia, são controlados por empresas chinesas. O mesmo acontece com linhas ferroviárias que atravessam parte do continente africano, transportando mercadorias fabricadas na China para esses mesmos portos.

Europa relembra os 20 anos do euro; moeda única consolidou projeto de união no bloco

  Europa relembra os 20 anos do euro; moeda única consolidou projeto de união no bloco Adeus aos marcos, francos, liras ou pesetas. Em 1º de janeiro de 2002, três anos depois de seu nascimento oficial, os habitantes de 12 países europeus puderam, finalmente, ter euros nas mãos e nas carteiras. "Café, croissant, baguete e flores: os franceses estreiam o euro nos pequenos comércios, com grande curiosidade", relata uma matéria da AFP no dia da estreia, há duas décadas. "Alguns foliões fizeram do saque de euros um dos atrativos de sua festa, para tocar na nova moeda o mais rápido possível. Cerca de 450.000 saques em dinheiro foram registrados na madrugada da virada nos caixas eletrônicos.

Os países ocidentais consideram o plano uma ferramenta para expandir a influência da China sobre os países em desenvolvimento e acusam Pequim de incitar licitações não transparentes a um endividamento exacerbado. Além disso, os ocidentais suspeitam de práticas corruptas e denunciam violações dos direitos humanos, sociais e ambientais.

Para tentar conter essa expansão chinesa, a União Europeia lançou o programa Global Gateway. A iniciativa reunirá recursos próprios da UE, dos 27 Estados-membros, instituições financeiras europeias e entidades dedicadas ao desenvolvimento, além de fundos do setor privado. "Os investimentos nos setores digital, de saúde, clima, energia e transportes, além de educação e pesquisa, serão uma prioridade", afirmou a Comissão Europeia em nota oficial.

Indústria de chips de Taiwan surge como frente de batalha no confronto EUA-China

  Indústria de chips de Taiwan surge como frente de batalha no confronto EUA-China Indústria de chips de Taiwan surge como frente de batalha no confronto EUA-China TAICHUNG, Taiwan (Reuters) - Na linha de frente da disputa entre Estados Unidos e China, Taiwan deu um golpe de mestre defensivo, tornando-se indispensável para ambos os lados. Ao dominar a fabricação dos semicondutores mais avançados, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) conquistou uma tecnologia que é crucial para os dispositivos digitais de ponta e armas, sendo responsável por mais de 90% da produção global desses chips, de acordo com estimativas da indústria.

Investimentos para todos?

O valor prometido por Bruxelas é o dobro do que já foi investido por Pequim até agora nas suas “Novas Rotas da Seda”. Mas para Mary-Françoise Renard, professora da Escola de Economia de Universidade francesa da Auvergne, o montante do investimento não é o mais importante. A especialista, que dirige o Instituto de pesquisa sobre a economia da China no CERDI (Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento Nacional) explica que o ponto principal “é saber como esses projetos [financiados pela UE] serão implementados”.

Ela lembra que no passado investimentos foram feitos em países em desenvolvimento, principalmente na África, mas que muitas vezes eles beneficiavam apenas as empresas dos investidores – como a construção de estradas entre galpões e zonas de produção, por exemplo. “Sendo um pouco idealistas, poderíamos desejar que a Europa financie investimentos que são do interesse geral, e não apenas de alguns”.

União Europeia adverte China sobre apoio à Rússia

  União Europeia adverte China sobre apoio à Rússia A União Europeia pediu, nesta sexta-feira (1°), para que a China não ajude Moscou a se esquivar das sanções ocidentais por sua invasão à Ucrânia, o que "danificaria gravemente a reputação chinesa" e afetaria as relações econômicas de Pequim com a Europa. A União Europeia (UE) apelou à China para "não interferir" nas sanções ocidentais contra a Rússia pela ofensiva contra a Ucrânia e advertiu que um apoio a Moscou "vai danificar gravemente aA presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em nome dos Estados-membros da UE, se encontraram, por meio de videoconferência, com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e depois com o presidente Xi Jinping.

Agradar os americanos?

A União Europeia já havia tentado lançar um projeto do gênero em 2018, mas a ideia não teve sucesso. “A iniciativa não teve apoio político, pois foi considerada como uma ingerência do funcionamento dos mercados”, explica a professora.

Mas há quem questione se o anúncio do lançamento do Global Gateway este ano não seria uma maneira de os europeus se colocarem do lado dos Estados Unidos, em um momento em que Washington avança em uma verdadeira guerra comercial contra Pequim. “Sem dúvidas, não é independente do que acontece nos Estados Unidos, pois sabemos que Washington deseja uma frente única junto com a Europa”, explica a economista. “Mas a Europa tem interesse em defender sua própria estratégia. Mesmo se é verdade que tudo que os europeus fizerem para limitar o desenvolvimento da China e a tomada de poder dos chineses em alguns países vai com certeza agradar o governo norte-americano”, analisa.

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Os confinamentos na China para conter o pior surto de Covid desde o início de 2020 castigam a economia, parando a produção em grandes cidades como Xangai e interrompendo os gastos de milhões de pessoas fechadas em suas casas. As restrições visam erradicar qualquer vestígio do vírus, mas também afetam tudo, desde a fabricação e o comércio até a inflação e os preços dos alimentos.Segue uma análise de como os bloqueios estão afetando setores críticos da segunda maior economia do mundo.

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