Mundo Entidades fazem denúncia à ONU por morte de criança em Porto de Galinhas

23:27  06 abril  2022
23:27  06 abril  2022 Fonte:   folha.uol.com.br

Brasil quer focar África e América Latina em novo mandato no Conselho de Segurança da ONU

  Brasil quer focar África e América Latina em novo mandato no Conselho de Segurança da ONU NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O ano de 2022 começará com a volta do Brasil ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Na próxima terça-feira (4), o país toma posse para um mandato de dois anos como membro não permanente da instituição, com sete metas em foco. Segundo disse ao jornal Folha de S.Paulo o embaixador Ronaldo Costa Filho, chefe da missão brasileira na ONU em Nova York, o país planeja usar o assento para debater questões relacionadas à América Latina, com foco em Haiti e Colômbia, e se dedicar à frente de trabalho envolvendo conflitos na África, "em busca de soluções mais ágeis e que ouçam todos os lados envolvidos".

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Mais de cem entidades ligadas aos direitos humanos enviaram, nesta terça-feira (5), à ONU (Organização das Nações Unidas) e à Corte Interamericana de Direitos Humanos um manifesto com relatos de possíveis violações aos direitos humanos em Porto de Galinhas, em Ipojuca, na região metropolitana do Recife.

Na semana passada, o balneário viveu dias de tensão que incluíram a morte de Heloysa Gabrielly, de 6 anos. A Polícia Militar afirma que houve troca de tiros com suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas. Moradores contestam a versão e dizem que não houve tiroteio.

A criança foi baleada enquanto brincava no terraço da casa da avó na comunidade Salinas na última quarta-feira (30). Como consequência, na quinta (31) e na sexta (1º), o funcionamento de comércio e transporte na localidade foi afetado porque os proprietários temiam atos de vandalismo ao patrimônio público e que possíveis confrontos com a polícia atingissem os negócios.

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As atividades econômicas foram retomadas com normalidade no sábado (2). Também houve, no período, a realização de diversos protestos de moradores e de familiares da criança.

A Polícia Civil de Pernambuco e a Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social abriram investigações sobre o caso. Também está em andamento um inquérito policial militar na Polícia Militar.

O documento enviado pelos ativistas dos direitos humanos à ONU e à Corte Interamericana afirma que houve "despreparo da polícia, além de violações de normas e recomendações internacionais durante as ações no território".

As entidades pedem, entre outras solicitações, que os organismos internacionais peçam explicações ao Brasil e cobrem ao Governo de Pernambuco um plano de combate à violência e letalidade policial, com a participação da sociedade civil. Ainda solicitam uma investigação independente para apurar as ocorrências.

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  Circo usa cachorro em número acrobático no CE e gera revolta Companhia circense foi notificada depois de as imagens de um cachorro em número acrobático circularem nas redes sociais.Nas imagens que circulam nas redes sociais, um cão sobe uma escada de corda e depois salta da estrutura em direção a dois homens que seguram um pano, que serviria de amparo ao animal em queda.

"O caso da menina Heloysa é um dos retratos mais brutais do despreparo da polícia. (...) É inadmissível que apenas algumas crianças tenham o direito de brincar e estarem com suas famílias em segurança", afirma Edna Jatobá, Coordenadora Executiva do Gajop (Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares).

Familiares de Heloysa realizaram manifestações em Ipojuca e no Recife cobrando dos órgãos públicos investigação célere e responsabilização dos envolvidos na morte.

"O ato aconteceu de maneira pacífica e sem intercorrências, porém, o aparato policial utilizado durante a caminhada era visivelmente desproporcional, sendo utilizadas armas letais e de grosso calibre, como fuzis. Mesmo após tentativa de diálogo sobre a desproporcionalidade do aparato, o comando das forças policiais se recusaram a destinar outro equipamento menos letal", diz o documento.

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"As ações policiais levaram ao disparo de tiros, bombas de efeito moral, helicópteros sobrevoando as comunidades, corte de comunicação por interrupção de sinal telefônico e de internet, culminando no envio desproporcional pelo Governo do Estado de Pernambuco de 250 policiais de diversos batalhões, grupamentos e companhias", frisam os ativistas.

No dia 31 de março, o governador Paulo Câmara (PSB) determinou reforço no policiamento em Porto de Galinhas. Foram enviados 250 integrantes das forças de segurança do estado de Pernambuco à localidade.

As entidades ainda classificaram o envio dos policiais como um sitiamento de Porto de Galinhas pelas forças de segurança e taxaram o número como "desproporcional".

"O assassinato de Heloysa é mais uma situação emblemática da política de morte executada pelo Estado contra a população negra. Nós estamos unidas e fortalecidas para enfrentar mais esse crime bárbaro", frisa Mônica Oliveira, representante da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.

O governador Paulo Câmara já havia se manifestado publicamente sobre o caso, manifestando solidariedade à família de Heloysa e lamentando o ocorrido.

Em nota, o Governo de Pernambuco disse que a atuação contra as quadrilhas que atuam no litoral sul de Pernambuco foi iniciada há quatro anos, em 2018, com reforço policial, ações de inteligência e operações de combate à criminalidade.

Sobre as denúncias de intimidação e truculência que estariam sendo praticadas contra a população da comunidade das Salinas, o governo disse que "a Secretaria de Defesa Social colocou a Ouvidoria e a Corregedoria-Geral à disposição dos prejudicados para que sejam formalizadas as queixas que serão investigadas com todo o rigor".

Sobre a morte da menina Heloysa Gabrielly, a Secretaria de Defesa Social disse que três investigações estão em andamento, sendo um inquérito conduzido pela Polícia Civil, uma apuração conduzida pela Corregedoria-Geral e um inquérito policial militar conduzido pela própria PM.

"Além disso, o direito à manifestação pacífica dos familiares da menina foi assegurado em todos os atos realizados desde a última quinta-feira", diz.

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