Mundo Federal Reserve confirma alta de juros e derruba Bolsas e valoriza o dólar

02:11  07 abril  2022
02:11  07 abril  2022 Fonte:   estadao.com.br

Emprego fraco e dólar nas alturas: o que vem por aí na economia em 2022

  Emprego fraco e dólar nas alturas: o que vem por aí na economia em 2022 Inflação deve perder força, mas PIB tende a ficar estagnado, preveem economistas para o próximo ano.No entanto, para além dessa perda de ímpeto dos preços, o ano eleitoral tende a ser mais um período difícil para a economia brasileira.

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O Federal Reserve ditou o tom do mercado nesta quarta-feira, 6. O banco central americano adotou uma postura mais dura em relação ao controle da inflação e deve aumentar a taxa de juros em 0,5%. Isso fez o dólar subir pelo segundo dia consecutivo e terminar em alta de 1,19%, cotado em R$ 4,7147; além de derrubar a Bolsa em 0,55%, encerrando o pregão aos 118.227,75 pontos.

Revelou-se que muitos dirigentes do BC americano que votaram pelo aumento de 0,25% em março julgavam uma elevação de 0,50% apropriada. Mas, diante das incertezas provocadas pela guerra na Ucrânia, eles preferiram dar um passo inicial menor. O Fed também falou de forma mais explícita sobre a redução de seu balanço patrimonial - o que significa, na prática, retirar dinheiro do sistema. Esse processo começaria em maio.

Dólar sobe mais de 7% em ano nublado por temores fiscais; eleições e Fed são riscos para 2022

  Dólar sobe mais de 7% em ano nublado por temores fiscais; eleições e Fed são riscos para 2022 Dólar sobe mais de 7% em ano nublado por temores fiscais; eleições e Fed são riscos para 2022SÃO PAULO (Reuters) - O dólar despencou frente ao real nesta quinta-feira, mas fechou o ano--marcado pela deterioração da credibilidade fiscal doméstica-- em alta de mais de 7% contra o real, mirando um 2022 de muitas incertezas à medida que a corrida eleitoral brasileira se aproxima e o banco central norte-americano se prepara para elevar os juros.


Video: Central 98 06/04/22 (Dailymotion)

Lá fora, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, ampliou a alta após a divulgação da ata e tocou máxima aos 99,769 pontos.

Nas Bolsas, o Nasdaq foi amplamente penalizado, dada a correlação de alta de juros com venda de ações de empresas de tecnologia. O índice baixou 2,22%. O S&P 500, com as companhias desse setor com peso relevante, cedeu 0,97%. Por sua vez, o Dow Jones recuou 0,42%. No Brasil, a Bolsa já vinha sentindo desde a manhã o peso da visão austera do Fed, aliado a dados mais fracos da atividade econômica na China e incertezas com a guerra, mas as perdas foram mais limitadas.

"A Bolsa brasileira estava muito descontada e foi beneficiada pela busca por alternativa à Rússia entre os emergentes, com o Brasil sendo favorecido como grande produtor de commodities, o que se refletiu em fluxo para o País, também pelo ciclo de elevação de juros em estágio avançado aqui. Considerando tanto o nível atual de câmbio e de Bolsa, estamos mais próximos ao equilíbrio. Em dólar, a Bolsa andou bem", afirmou Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez.

"A elevação de juros nos Estados Unidos normalmente afeta o interesse por emergentes. Mas, mesmo com os juros subindo por lá, contamos com spread (diferença entre o custo do banco para captar e emprestar recursos) importante. Há um carrego disso. E se no médio prazo o câmbio se estabilizar entre R$ 4,50 e R$ 4,70, facilita o trabalho do BC", diz. ressalvando ser preciso manter em mente que, no segundo semestre, com a aproximação das eleições e campanhas políticas em plena marcha, a volatilidade tende a crescer.

Entenda até quando o dólar vai ficar em baixa e quando deixar de comprar .
Entenda até quando o dólar vai ficar em baixa e quando deixar de comprarE o que explica esse movimento de alta? É preciso olhar para o exterior para entender o que motiva a retomada do fortalecimento do dólar neste momento.

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