Mundo Alemanha anuncia restrições rígidas aos não vacinados contra a covid

04:36  07 abril  2022
04:36  07 abril  2022 Fonte:   afp.com

Vacina de uso humano protege micos e bugios contra febre amarela

  Vacina de uso humano protege micos e bugios contra febre amarela Por Carlos Fioravanti em Pesquisa Fapesp - "Catastrófica.” Assim o biólogo Júlio César Bicca-Marques, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), qualifica a redução populacional de algumas espécies de macacos silvestres, em consequência dos surtos de febre amarela nas regiões Sudeste e Sul. Desde 2016, quando começou o atual surto de febre amarela, as populações de bugios (Alouatta spp.), bastante suscetíveis ao vírus causador da doença, sofreram uma redução estimada de 80%. O número de saguis-da-serra (Callithrix flaviceps) e de sauás (Callicebus nigrifrons) encolheu também nessa proporção e o de macacos-pregos (Sapajus spp.) caiu à metade.

A Alemanha decidiu nesta quinta-feira(2) aumentar as restrições a pessoas não vacinadas contra a covid-19, para tentar conter uma quarta onda de infecções, enquanto o consenso sobre a vacinação obrigatória cresce.

Médicos em Dresden levam pacientes infectados com coronavírus para unidades de terapia intensiva em outras cidades alemãs em 1º de dezembro de 2021 © Ronny Hartmann Médicos em Dresden levam pacientes infectados com coronavírus para unidades de terapia intensiva em outras cidades alemãs em 1º de dezembro de 2021 A Alemanha decidiu nesta quinta-feira aumentar as restrições a pessoas não vacinadas contra a covid-19 para tentar conter uma quarta onda de infecções, enquanto o consenso sobre a vacinação obrigatória cresce no país e na União Europeia. © Pauline CURTET A Alemanha decidiu nesta quinta-feira aumentar as restrições a pessoas não vacinadas contra a covid-19 para tentar conter uma quarta onda de infecções, enquanto o consenso sobre a vacinação obrigatória cresce no país e na União Europeia.

“A situação é muito, muito complicada”, disse o futuro chanceler Olaf Scholz, após um encontro com a líder do governo em final de mandato, Angela Merkel, e com os líderes das 16 regiões do país.

Pesquisa revela pessimismo dos alemães para 2022

  Pesquisa revela pessimismo dos alemães para 2022 Quase 80% dos alemães acreditam que o coronavírus continuará a impactar a vida dos cidadãos, e somente 15% acreditam na superação da pandemia em 2022. Há um ano, com o início da vacinação, otimismo era maior. © AFP Fila em centro de vacinação em Stuttgart. Na Alemanha, 34% acreditam que o impacto da pandemia em 2022 deverá ser significativo O otimismo anda em baixa na virada do ano na Alemanha, com apenas 15% das pessoas confiantes de que a pandemia será superada em 2022, segundo um levantamento realizado pelo portal de pesquisas YouGov, divulgado nesta quinta-feira (30/12).

Embora os números tenham se estabilizado nos últimos dias, eles permanecem alarmantes, com dezenas de milhares de novos casos todos os dias e muitos hospitais à beira do colapso.

Para lidar com as infecções, as autoridades decidiram aplicar restrições a pessoas não vacinadas, que representam cerca de um terço da população.

- Sem fogos de artifícios -

“Vamos organizar atividades culturais e de lazer em toda a Alemanha, mas apenas para pessoas vacinadas ou recuperadas” da covid-19, disse Merkel, que deixa o poder no dia 8 de dezembro após 16 anos no comando do país.

Essa regra chamada “2G”, em referência a pessoas vacinadas ou recuperadas, “também será estendida ao comércio, com exceção de lojas de produtos básicos”, disse a chanceler.

Austrália recebe viajantes não vacinados e mesmo quem se vacinou pode transmitir o SARS-CoV-2

  Austrália recebe viajantes não vacinados e mesmo quem se vacinou pode transmitir o SARS-CoV-2 Publicações compartilhadas centenas de vezes desde, pelo menos, 29 de novembro de 2021 questionam como a variante ômicron do SARS-CoV-2 chegou à Austrália se “os não vacinados não podem sair nem entrar”, apontando uma suposta ineficácia das vacinas contra covid-19. Mas a afirmação é enganosa, não apenas porque os passageiros não vacinados podem sair e ingressar no país, sob certas condições, mas também porque, apesar de os fármacos anticovid reduzirem as possibilidades de casos graves e mortes, as pessoas vacinadas podem ser infectadas e transmitir o vírus, mas em menor medida, segundo estudos e especialistas consultados.

Essas restrições drásticas no acesso à vida social para os não vacinados foram descritas por vários líderes políticos como um "confinamento".

Pessoas não vacinadas já estão sujeitas a restrições de acesso às vias públicas há várias semanas, mas as regras variam e não cobrem todas as regiões do país.

Para evitar multidões nas festividades de final de ano, o governo e as regiões também proibiram fogos de artifício, muito populares entre os alemães.

Clubes e boates terão que fechar se o marco dos 350 casos for ultrapassado, o que já aconteceu na maioria das regiões. O uso de máscaras voltou a ser obrigatório nas escolas do país.

Essas medidas buscam melhorar a situação nas próximas semanas, antes de uma votação sobre a obrigatoriedade das vacinas. A medida já foi adotada pela vizinha Áustria, onde poderá entrar em vigor em fevereiro, após a manifestação do Conselho de Ética e a votação do Parlamento.

Europa se fecha contra ômicron

  Europa se fecha contra ômicron Com aumento dos casos e mortes por coronavírus no Velho Continente, países voltam a adotar restrições, com fechamento de lojas e lockdownSomente na terça-feira, o Reino Unido registrou 90 mil novos casos. Em uma semana, o total de infectados foi 63% maior do que na semana anterior. Segundo o governo, o registro de mortes diárias foi de 172, após 28 dias de um teste de COVID-19.

A opinião pública evoluiu significativamente neste assunto. No verão passado, dois terços dos alemães eram contra as vacinas obrigatórias, agora 64% são a favor, de acordo com uma pesquisa da RTL e da ntv. Nas ruas de Berlim, a vacinação obrigatória tem uma recepção bastante favorável.

“A princípio, sempre acho que obrigar é delicado. Mas acho que já estamos tão afundados na pandemia que não há outra maneira” , explicou Clara à AFPTV.

"Teria sido uma boa ideia desde o início", concordou Alicia Münch.

- "Ameaçador e grave" -

A medida convence os dois aliados da coalizão dos social-democratas (os verdes e os liberais, que costumam ser contra o corte das liberdades), e também os conservadores de Angela Merkel, atualmente na oposição. Apenas o partido de extrema direita AfD se opõe e lançou uma campanha com o slogan "Vacinação obrigatória? Não, obrigado!".

O contexto é agravado pelo atual período de transição na Alemanha, com a saída de Angela Merkel, que fará um discurso de despedida na quinta-feira, e a entrada de Scholz, cujas eleições parlamentares só ocorrerão na próxima semana.

As restrições promovidas pela nova coalizão devem mostrar, segundo o futuro chanceler, que "não há vazio de poder, como alguns acreditam".

A Bundesliga deve impor um limite ao número de espectadores nos estádios, evitando assim o retorno aos jogos em recintos fechados.

“Do ponto de vista da medicina intensiva e de emergência, a situação da pandemia nunca foi tão ameaçadora e grave como agora”, alarma-se a Associação Alemã de Medicina Intensiva, que pede um confinamento parcial da população.

As autoridades alemãs também são criticadas por gargalos no acesso à vacinação e dificuldades para marcar consultas médicas.

Farmácias serão mobilizadas para ampliar a distribuição.

mat/smk/am/dbh/zm-an/me/jc

Brasileiro pode entrar em 43 países da Europa sem restrições .
Autorização é para quem está totalmente vacinado contra covid; Suécia suspendeu todas as restriçõesOutras 5 nações da Europa permitem a entrada de brasileiros, mas ainda adotam como pré-requisitos testes PCR com resultado negativo e/ou quarentena. São eles: Azerbaijão, Belarus, Grécia, Rússia e Sérvia.

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