Mundo França confirma primeiro caso da variante ômicron em subúrbio de Paris

07:01  07 abril  2022
07:01  07 abril  2022 Fonte:   brasil.rfi.fr

Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquês

  Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquês Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquêsDesde a descoberta em novembro da altamente mutada variante Ômicron, cientistas têm se apressado para descobrir se a causa casos menos graves da doença e por que parece ser mais contagiosa do que a variante Delta, antes dominante.

A França confirmou nesta quinta-feira (2) os dois primeiros casos da variante ômicron em seu território situado na Europa, um deles na região parisiense. Um dos infectados é um homem não vacinado que retornou recentemente de uma viagem à Nigéria. A outra pessoa diagnosticada com a nova cepa do coronavírus é uma mulher que tinha esquema vacinal completo e voltou, há alguns dias, da África do Sul.

  França confirma primeiro caso da variante ômicron em subúrbio de Paris © AP - Rafael Yaghobzadeh

O infectado com a ômicron na região parisiense reside no subúrbio de Seine-et-Marne, a 47 km da capital. Segundo a Agência Regional de Saúde de Île-de-France, ele tem entre 50 e 60 anos e testou positivo em um exame de controle ao desembarcar do avião, em 25 de novembro. Não vacinado contra a Covid-19, ele não apresentava sintomas da doença no momento do teste.

Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações

  Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações Resultados preliminares ainda não foram revisados por pares. Especialistas alertam contra excesso de otimismo, ressaltam que cepa se espalha mais rápido e que cifra de infecções pode sobrecarregar hospitais. © Steve Parsons/Getty Images Um dos estudos registrou diminuição de entre 20% e 25% no tempo de internação entre pacientes com ômicron Dois estudos do Reino Unido sugerem que as infecções com a variante ômicron da covid-19 têm menos probabilidade de resultar em hospitalização, comparadas com a variante delta.

A esposa, que o acompanhou na viagem, também testou positivo para Covid-19. Mas as autoridades aguardam os resultados do sequeciamento da amostra para saber se ela também foi contaminada pela ômicron. Assim como o marido, a mulher não era imunizada contra a Covid-19. Todas as pessoas próximas ao casal foram isoladas.

O segundo caso foi detectado em uma mulher moradora do departamento de Haut-Rhin, na região leste do país. Ela tem entre 50 e 60 anos de idade e provavelmente contraiu a nova variante na África do Sul, onde esteve recentemente.


Video: La variante Omicron continúa extendiéndose en Europa (Dailymotion)

A Agência Regional de Saúde do Grande Leste informou, em seu comunicado, que ela tinha esquema vacinal completo, ou seja, havia tomado duas doses da vacina contra o coronavírus. Esta viajante teve contato com poucas pessoas depois do exame; por isso não é considerada um caso preocupante pelas autoridades.

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  Ômicron: Maioria das vacinas provavelmente não impedirá infecção, mas pode evitar casos graves Maioria das evidências até agora se baseia em experimentos de laboratório, que não capturam toda a gama da resposta imunológica do corpo. Mas, ainda assim, os resultados são alarmantes, apontam especialistasQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

A nova linhagem do coronavírus, muito mais contagiosa que a delta, ainda predominante na Europa, foi sequenciada por cientistas do Krisp, um instituto de pesquisa sul-africano de Durban.

Controle em viajantes

O primeiro caso da variante ômicron na França foi notificado na terça-feira (30), mas na ilha da Reunião, localizada no oceano Índico. Ontem, o porta-voz do governo, Gabriel Attal, avisou que havia 13 casos suspeitos no território e que certamente outros surgiriam.

Diante da ameaça da variante ômicron, a França anunciou na quarta-feira regras mais duras de acesso a seu território, que incluem um teste negativo para todos os viajantes, inclusive os vacinados, procedentes de um país que não seja da União Europeia. Para os não imunizados, o teste deve ser feito na véspera do voo, ou seja, ter no máximo 24 horas de validade. Para os vacinados, o exame poderá ter sido feito até 48 horas antes do embarque.

Com informações da AFP

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As primeiras infecções causadas pela nova variante em território nacional foram detectadas em passageiros que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.Detectada pela primeira vez na África do Sul no final de novembro, essa nova versão do agente infeccioso vem chamando a atenção de especialistas pela quantidade e pela variedade de mutações genéticas.

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