Mundo Países ampliam restrições contra a variante ômicron

07:31  07 abril  2022
07:31  07 abril  2022 Fonte:   afp.com

Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquês

  Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquês Ômicron contorna imunidade melhor que Delta, aponta estudo dinamarquêsDesde a descoberta em novembro da altamente mutada variante Ômicron, cientistas têm se apressado para descobrir se a causa casos menos graves da doença e por que parece ser mais contagiosa do que a variante Delta, antes dominante.

A Alemanha se prepara para anunciar nesta quinta-feira (2) um pacote de novas restrições, o governo dos Estados Unidos reforça as exigências para permitir a entrada no país e a UE examina a possibilidade de vacinação obrigatória. As medidas contra o coronavírus se multiplicam em vários países do mundo, enquanto continua a propagação da variante ômicron.

Homem recebe dose de reforço da vacina contra a covid-19 em Tóquio © STR Homem recebe dose de reforço da vacina contra a covid-19 em Tóquio

Diante da onda mais grave de coronavírus desde o início da pandemia, a Alemanha deve decretar nesta quinta-feira novas medidas como um possível fechamento de bares e alguns locais públicos, antes de um debate no Parlamento sobre a eventual vacinação obrigatória.

Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações

  Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações Resultados preliminares ainda não foram revisados por pares. Especialistas alertam contra excesso de otimismo, ressaltam que cepa se espalha mais rápido e que cifra de infecções pode sobrecarregar hospitais. © Steve Parsons/Getty Images Um dos estudos registrou diminuição de entre 20% e 25% no tempo de internação entre pacientes com ômicron Dois estudos do Reino Unido sugerem que as infecções com a variante ômicron da covid-19 têm menos probabilidade de resultar em hospitalização, comparadas com a variante delta.

A questão é examinada por vários governos. A Áustria pretende aplicar a medida a partir de fevereiro, a África do Sul reflete sobre o tema e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu aos países europeus que iniciem um debate.

Mas até o momento, a ação dos governos se resume a limitar os deslocamentos internacionais, apesar da opinião contrária da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ONU, especialmente diante das restrições impostas especificamente a países do sul da África, região que deu o alerta sobre a nova variante.

Nos Estados Unidos, que detectou o primeiro caso da variante ômicron na Califórnia, o presidente Joe Biden anunciará uma nova campanha contra a covid-19, com novas exigências para os viajantes e um aumento nos esforços de vacinação.

Ômicron: Maioria das vacinas provavelmente não impedirá infecção, mas pode evitar casos graves

  Ômicron: Maioria das vacinas provavelmente não impedirá infecção, mas pode evitar casos graves Maioria das evidências até agora se baseia em experimentos de laboratório, que não capturam toda a gama da resposta imunológica do corpo. Mas, ainda assim, os resultados são alarmantes, apontam especialistasQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

A Casa Branca já anunciou que a partir "do início da próxima semana" todos os viajantes que entram no país deverão, além de vacinados, apresentar um teste negativo feito um dia antes do deslocamento.

O Japão recuou nesta quinta-feira na decisão drástica de suspender todas as novas reservas para os voos de entrada no país durante dezembro e permitir o retorno de seus cidadãos que estão no exterior.

- Vírus sem fronteiras -

Apesar das limitações, a nova variante, aparentemente mais contagiosa e com múltiplas mutações, já está presente em todos os continentes.

Depois de anunciar um caso em seus territórios de ultramar, a França detectou outro nesta quinta-feira no continente europeu. Também foram registrados os primeiros casos na Índia, Noruega, Islândia ou Irlanda.

Nas Américas, a variante já foi registrada nos Estados Unidos, Canadá e Brasil. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) advertiu que em breve a ômicron provavelmente estará em circulação em todo o continente.

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Na quarta-feira, a OMS advertiu que os reduzidos índices de vacinação anticovid e de testes de diagnóstico provocam um "coquetel tóxico".

"É uma combinação ideal para a reprodução e aumento de variantes do coronavírus", declarou o secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

OMS e ONU desaconselharam a adoção de restrições generalizadas às viagens, especialmente concentradas nos países do sul da África, alvos de vetos em muitas nações.

Os fechamentos de fronteiras são "profundamente injustos, punitivos e ineficazes", criticou o secretário-geral da ONU, António Guterres, que chamou de "escândalo" a punição imposta ao continente africano por não dispor de vacinas suficientes.

Diante da ameaça para o crescimento econômico representada pela variante ômicron, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) fez um apelo para que "as vacinas sejam produzidas e distribuídas o mais rápido possível em todo o mundo".

- Vacinas e outros métodos -

As dúvidas persistem sobre a eficácia das vacinas existentes contra a covid ante a nova variante.

Variante ômicron se propaga, gera temor e novas medidas restritivas

  Variante ômicron se propaga, gera temor e novas medidas restritivas A variante ômicron do coronavírus se propaga, o que provoca medo e uma avalanche de medidas em um mundo cansado por dois anos de uma pandemia que provocou mais de 5,2 milhões de mortes, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter registrado até agora nenhuma morte provocada pela nova cepa. - Novas medidas - A agência de saúde europeia advertiu que a variante, aparentemente mais contagiosa e com várias mutações, será dominante "nos"Não vi nenhuma informação sobre mortes vinculadas à ômicron", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em Genebra, antes de advertir que "com certeza teremos mais casos, mais informações, e, tomara que não, possivelmente falecidos".

Laboratórios como Pfizer/BioNTech, Novavax, AstraZeneca e Moderna acreditam que podem desenvolver um novo fármaco para combater a ômicron. A Rússia afirmou que trabalha em uma versão específica da vacina Sputnik V.

Ao mesmo tempo começam a aparecer alternativas como o comprimido anticovid do laboratório MSD, aprovado por um painel de especialistas nos Estados Unidos, ou o tratamento a base de anticorpos monoclonais da GlaxoSmithKline (GSK), que foi autorizado pela agência reguladora britânica.

Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta quinta-feira o início de um estudo acelerado sobre a vacina anticovid do laboratório franco-austríaco Valneva.

O pânico gerado pela ômicron lembra a inquietação provocada pela emergência da delta, uma variante também muito contagiosa e agora dominante no mundo.

A OMS considera "elevada a probabilidade de propagação da ômicron por todo o mundo", apesar das dúvidas sobre a transmissibilidade, gravidade ou sua resistência às vacinas.

A pandemia de covid-19 provocou mais de 5,2 milhões de mortes desde a detecção da doença no fim de 2019 na China, segundo um balanço da AFP.

O elemento tranquilizador é que, até o momento, nenhuma morte parece vinculada à variante ômicron.

burx-dbh/bl/fp

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