Mundo Papa se reúne com refugiados antes de embarcar para o Chipre

07:51  07 abril  2022
07:51  07 abril  2022 Fonte:   ansabrasil.com.br

ONU: número de refugiados ucranianos supera 4 milhões

  ONU: número de refugiados ucranianos supera 4 milhões O número de refugiados ucranianos que fugiram da guerra desde o início da invasão russa superou a marca de quatro milhões, de acordo com o balanço atualizado divulgado pela ONU nesta quarta-feira. "O número de refugiados da Ucrânia superou quatro milhões, cinco semanas depois do início da invasão russa", em 24 de fevereiro, anunciou no Twitter o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, está no país em guerra. Video: Número de refugiados da Ucrânia supera dois milhões (AFP) Your browser does not support this video O ACNUR informou que 4.019.

(ANSA) - O papa Francisco embarcou na manhã desta quinta-feira (2) para uma viagem de quatro dias ao Chipre e à Grécia e já deu o tom de sua visita ao se reunir com dois grupos de refugiados e migrantes ainda antes do embarque.

Essa é a 35ª viagem internacional de Jorge Bergoglio em seu pontificado de quase nove anos, sendo a primeira para o Chipre e a segunda para a Grécia, países que estão na linha de frente da crise migratória e humanitária no Mediterrâneo.

O Papa viaja em um Airbus A320 da ITA Airways, companhia aérea estatal italiana que substituiu a Alitalia, e volta para Roma no próximo dia 6 de dezembro.

Antes de deixar a Casa Santa Marta, sua residência oficial no Vaticano, Francisco se reuniu com 12 refugiados da Síria, da República Democrática do Congo, da Somália e do Afeganistão e que passaram pela ilha grega de Lesbos, uma das etapas de sua viagem.

Guerra na Ucrânia já deixou 4 milhões de refugiados, e Europa encara novo desafio

  Guerra na Ucrânia já deixou 4 milhões de refugiados, e Europa encara novo desafio GUARULHOS, SP (FOLHAPRESS) - Após mais de um mês de guerra no Leste Europeu, o número de pessoas que deixaram a Ucrânia para fugir do conflito chegou a 4 milhões, mostram dados divulgados pelo Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) nesta terça (29). A cifra representa cerca de 9% do total da população do país, estimada em 44 milhões de pessoas. A gravidade da crise migratória, considerada a maior desde a Segunda Guerra Mundial, é evidenciada se levadas em conta as mais de 6,5 milhões de pessoas que, ainda segundo a ONU, tiveram de se deslocar internamente para sair de regiões ameaçadas.

Alguns desses deslocados internacionais foram levados à Itália pelo próprio Bergoglio após sua primeira visita a Lesbos, em abril de 2016. Existe a expectativa de que o pontífice volte dessa viagem com um novo grupo de refugiados, mas o Vaticano diz que essa hipótese ainda está sendo estudada.

Em seu caminho para o Aeroporto de Fiumicino, o Papa também parou em uma paróquia nos arredores e se encontrou com 15 deslocados internacionais abrigados pela igreja.

"No momento em que deixo o território italiano para me dirigir em visita pastoral ao Chipre e à Grécia, como peregrino que anseia por antigas nascentes, com o vivo desejo de encontrar os irmãos de fé e os povos locais, dirijo ao senhor presidente e a todo o povo da Itália os mais cordiais cumprimentos, aos quais junto votos fervorosos de serenidade e cooperação mútua pelo bem comum", disse Francisco em um telegrama de cortesia para o presidente italiano, Sergio Mattarella.

Papa pede que UE 'divida responsabilidades' sobre migrantes

  Papa pede que UE 'divida responsabilidades' sobre migrantes Líder lamentou que alguns países 'suportam' mais do que outros"Na viagem [ao Chipre e à Grécia], eu pude tocar com as mãos, mais uma vez, a humanidade ferida dos refugiados e dos migrantes. Eu também constatei que apenas alguns países europeus estão suportando a maior parte das consequências do fenômeno migratório na área mediterrâneo, enquanto isso pede, na realidade, uma responsabilidade compartilhada por todos, da qual nenhum país pode se eximir porque é um problema de humanidade", disse Francisco.

Chipre - O pontífice desembarca no Aeroporto Internacional de Lárnaca, a 50 quilômetros da capital do Chipre, Nicósia, por volta de 15h (horário local) desta quinta-feira.

No mesmo dia, o Papa tem encontros com católicos cipriotas, com o presidente do país, Nicos Anastasiades, e com autoridades da sociedade civil e o corpo diplomático.

Em 3 de dezembro, ainda em Nicósia, Francisco faz uma visita de cortesia ao arcebispo ortodoxo do Chipre, Chrysostomos II, participa de uma reunião na Catedral Ortodoxa de Nicósia e celebra uma missa em um estádio. Além disso, faz uma oração ecumênica com migrantes em uma paróquia da cidade.

Com 1,2 milhão de habitantes, o Chipre tem uma população majoritariamente ortodoxa e é dividido entre a República do Chipre, de maioria étnica grega e integrante da União Europeia, e a República Turca do Chipre do Norte, que é reconhecida apenas pela Turquia.

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  'Migrantes do Papa' partem do Chipre para Itália Doze dos 50 deslocados internacionais previstos foram realocados    Os deslocados internacionais fazem parte de um grupo de 50 pessoas que será realocado na Itália às custas do Vaticano.

A linha imaginária que separa esses dois territórios atravessa Nicósia, mas não está prevista nenhuma visita do Papa à porção turca da cidade. Ele ficará hospedado na Nunciatura Apostólica, situada em uma zona controlada pela ONU entre as linhas militares de gregos e turcos.

Grécia - Francisco embarca para Atenas, capital da Grécia, na manhã de 4 de dezembro e no mesmo dia tem encontros com a presidente Katerina Sakellaropoulou, o premiê Kyriakos Mitsotakis e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático.

Além disso, se reúne com Jerônimo II, primaz da Igreja da Grécia, com bispos, padres, seminaristas e catequistas católicos e com membros da Companhia de Jesus, ordem à qual Bergoglio pertence.

Já em 5 de dezembro, o Papa segue para um campo de refugiados em Lesbos e, na volta a Atenas, recebe uma visita de cortesia de Jerônimo II. Por fim, no dia 6, o pontífice se reúne com o presidente do Parlamento da Grécia, Konstantinos Tasoulas, e participa de um encontro com jovens.

A partida para Roma está programada para 11h30, e a chegada, para 12h35. A Grécia também é majoritariamente ortodoxa, o que reflete a estratégia do Papa de reforçar a união entre as diversas confissões cristãs.

Além disso, o país é porta de entrada para refugiados do Oriente Médio na UE, já que algumas de suas ilhas, como Lesbos, estão a poucas dezenas de quilômetros da Turquia. (ANSA).

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O papa Francisco fez um apelo à "unidade" nesta quinta-feira (2) no Chipre, em plena crise migratória na Europa e em uma ilha dividida em duas, na primeira escala de uma viagem de cinco dias que também incluirá a Grécia. Esta é a segunda visita de um papa ao país, uma ilha habitada principalmente por cristãos ortodoxos, depois da feita por Bento XVI em 2010. O avião do pontífice argentino, de 84 anos, pousou às 14h52 no horário local (09h52, no horário de Brasília) no aeroporto de Larnaca, no sul do Chipre, em meio a cânticos de "Te amamos, papa Francisco", entoado por um grupo de crianças.

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