Mundo Chefe da UE pede que países avaliem a vacinação obrigatória

12:21  07 abril  2022
12:21  07 abril  2022 Fonte:   dw.com

O que é preciso saber sobre a vacinação de crianças contra covid-19

  O que é preciso saber sobre a vacinação de crianças contra covid-19 Após Anvisa aprovar imunizante da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, estados dão início à vacinação. Entenda como ocorre a imunização de pequenos pelo mundo e o que dizem órgãos e estudos. © Ringo Chiu/Zuma/picture alliance A vacina da Pfizer já foi aprovada para crianças menores em países como EUA e Canadá e na União Europeia A vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade com o imunizante da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16 de dezembro de 2021.

Apelo de Ursula von der Leyen vem num momento em que nações reforçam medidas para conter aumento das infecções, em meio à preocupação com a variante ômicron. Um terço da população europeia não se vacinou contra a covid.

  Chefe da UE pede que países avaliem a vacinação obrigatória © KENZO TRIBOUILLARD/AFP

Em meio a preocupações com o aumento das transmissões da variante ômicron do coronavírus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira (01/12) que as nações da União Europeia (UE) devem considerar a possibilidade de impor a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a suas populações.

O índice de vacinação no bloco europeu é relativamente baixo, de 66%, o que pode ter ajudado a impulsionar o aumento acentuado das infecções registrado nas últimas semanas em muitos dos 27 Estados-membros da UE. Muitas pessoas ainda resistem em aceitar voluntariamente as doses.

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Diversas nações europeias decidiram reimpor restrições para conter as transmissões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e a exigência da apresentação de comprovante de vacinação ou de teste negativo para o acesso a determinados serviços.

Como as decisões sobre as políticas de vacinação cabem aos governos de cada país, Von der Leyen lançou um apelo para que os governos ao menos cogitem impor a obrigatoriedade da imunização.

"É compreensível e apropriado que tenhamos essa discussão agora. Como podemos motivar e, potencialmente, pensar em vacinação obrigatória dentro da União Europeia?", sugeriu Von der Leyen. "Um terço da população europeia não está vacinada. Ou seja, 150 milhões de pessoas. Isso é muito."

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A chefe do Executivo da UE ainda criticou que as "vacinas salvadoras de vidas não estão sendo usadas de modo adequado em toda parte" e, diante disso, "um enorme custo de saúde se aproxima".

Europeus correm contra o tempo

Com o aumento das infecções, o debate sobre a vacinação obrigatória já vem ocorrendo ao redor do continente.

O futuro chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, se pronunciou a favor da obrigatoriedade e culpou os não vacinados pelo agravamento da crise sanitária.

"O fato de tantas pessoas não terem tomado a vacina é o motivo pelo qual temos hoje um problema em todo o país", afirmou o social-democrata. "Se tivéssemos um índice de vacinação mais alto, estaríamos em situação bem diferente." A taxa de vacinados na Alemanha se mantém há semanas em torno de 68%.

A Áustria, por sua vez, decretou a vacinação obrigatória para toda a população a partir de 1º de fevereiro. A Grécia planeja impor multas de 100 euros para pessoas acima de 60 anos que não estiverem vacinadas. Já a Eslováquia avalia pagar 500 euros aos indivíduos dessa mesma faixa etária que aceitem ser vacinados.

Em todo o continente, países como Itália, Alemanha, Noruega e Reino Unido aceleram as aplicações das doses de reforços dos imunizantes contra a covid-19.

rc (AP, AFP)

Alemanha cogita tornar vacinação anticovid obrigatória para toda a população .
Até alguns meses atrás, essa possibilidade era descartada, mas a obrigatoriedade da vacina anticovid parece ter entrado de vez na agenda do futuro governo alemão. O principal motivo é o aumento vertiginoso de novos casos da doença no país, uma nova fase da pandemia que pode se agravar com a chegada da variante ômicron. O futuro chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou na terça-feira (30) que um projeto de lei sobre a obrigatoridade da vacina anticovid será proposto ao Parlamento antes do fim do ano. Com essa mudança de posição, o governo espera convencer o máximo de cidadãos a se imunizar antes que a vacinação se torne imperativa.

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