Mundo Milhares de civis fogem do leste da Ucrânia temendo nova ofensiva russa

14:47  07 abril  2022
14:47  07 abril  2022 Fonte:   brasil.rfi.fr

Zelenski diz que está pronto para discutir neutralidade da Ucrânia

  Zelenski diz que está pronto para discutir neutralidade da Ucrânia Presidente afirma que tropas russas precisam deixar território ucraniano antes de assinatura de qualquer documento. Decisão também teria que passar por referendo. © Ukrainian Presidential Press Office/AP/dpa/picture alliance Zelenski em entrevista a jornalistas russos A Ucrânia está preparada para discutir a adoção de um status de "neutralidade" como parte de um acordo de paz com a Rússia, disse o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, neste domingo (27/03), acrescentando que tal decisão teria que ser submetida a um referendo do povo ucraniano.

Alvo prioritário da Rússia, o leste da Ucrânia é palco de uma grande operação de retirada de moradores. Correndo contra o relógio, milhares de ucranianos deixam às pressas suas casas antes de uma provável nova ofensiva russa na região de Donbass .

  Milhares de civis fogem do leste da Ucrânia temendo nova ofensiva russa © via REUTERS - LUHANSK REGIONAL STATE ADMINISTR

Carregando mochilas e malas, famílias inteiras - principalmente mulheres e crianças - se aglomeram nas estações de trem das cidades do leste da Ucrânia. Muitos decidiram deixar a região de carro, o que gerou filas quilométricas nos postos de gasolina.

"Nós conseguimos retirar mais de 1.200 pessoas hoje", afirmou o governador de Lugansk, Serguii Gaidai, na quarta-feira (6). Segundo ele, as operações são realizadas sem um cessar-fogo e em condições extremamente complicadas devido aos bombardeios das forças russas, que não dão trégua.

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"Por favor, saiam daqui enquanto ainda há tempo", implorou Gaidai durante uma entrevista a um canal de TV ucraniano. "Estou pedindo isso porque estamos vendo claramente que antes de uma ofensiva final, o inimigo vai tentar destruir tudo por aqui", reiterou.

Mesmo tom utilizou a vice-primeira-ministra Iryna Verechtchouk, que reforçou na quarta-feira o apelo para que os moradores do leste deixem a região "imediatamente". Segundo ela, quando as forças russas iniciarem os ataques, as autoridades ucranianas "não poderão mais ajudar a população".

Na cidade de Sverodonetsk, os bombardeios já começaram. A intensidade dos ataques impediu a retirada dos moradores da cidade vizinha de Popasne, na região de Lugansk.

"Não temos para onde ir, há vários dias estamos nessa situação", afirma Volodymyr, de 38 anos, diante de um prédio em chamas em Sverodonetsk. "Não sei contra quem é essa guerra, só sei que nós estamos vivendo sob bombas", diz.

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O governador da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko, garante que a população atende os pedidos das autoridades. Na quarta-feira, ele indicou que dois civis morreram e cinco ficaram feridos em um bombardeio contra um centro de distribuição de ajuda humanitária de Vugledar.

Autoridades temem cenário similar à Mariupol

As autoridades ucranianas acreditam que as forças russas devam adotar na região de Donbass a mesma estratégia de cerco realizada em Mariupol, no sul do país. Milhares de pessoas seguem bloqueadas nesta cidade que é alvo de bombardeios há semanas.

Na quarta-feira, um comboio de sete ônibus e cerca de 40 veículos privados sob a proteção do Comitê Internacional da Cruz Vermelha conseguiram deixar o sudeste e chegar em Zaporijjia, no sul. Uma das equipes responsáveis pela operação chegou a ser presa pelas forças russas na segunda-feira (4), mas foi libertada algumas horas depois.

Qual o destino dos milhões de refugiados ucranianos

  Qual o destino dos milhões de refugiados ucranianos ONU diz que mais de 10 milhões de pessoas já abandonaram suas casas desde a invasão russa na Ucrânia; autoridades advertem que moradores do leste do país devem se retirar enquanto ainda é possível. Segundo ela, quem vive nas cidades de Kharkiv, Donetsk e Luhansk deve tentar sair agora ou arriscar sua vida.O dado de 10 milhões da ONU é baseado em uma pesquisa realizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM na sigla em inglês) entre 9 e 16 de março.

"Essas pessoas realmente viveram o pior", afirma Lucile Marbeau, uma das porta-vozes da Cruz Vermelha. "Soubemos que alguns deles fugiram de Mariupol a pé. Lá eles continuam sem comida, água e energia elétrica", diz.

Iryna Nikolaienko, uma moradora que conseguiu deixar Mariupol, conta que a fuga foi atrasada por "bombardeios intensos". Ela aproveitou uma breve pausa nos combates para sair do local.

Segundo o conselho municipal de Mariupol, o número oficial de vítimas até a semana passada era de cinco mil. "Mas considerando o tamanho da cidade, as destruições devastadoras, a duração dos ataques e a resistência corajosa, pode haver dezenas de milhares de vítimas civis", reiterou a mensagem transmitida pelo Telegram.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, acusou na quarta-feira a Rússia de bloquear o acesso à ajuda humanitária no local para esconder o trágico cenário. "Uma das principais razões pelas quais não temos acesso a Mariupol é que ela ainda não foi 'limpa' pelos soldados russos e eles têm medo que o mundo saiba o que acontece lá", declarou, em entrevista ao canal de TV turco Habertürk.

(Com informações da AFP)

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