Mundo Família de Sankara quer que Compaoré cumpra pena no Burkina Faso

19:47  07 abril  2022
19:47  07 abril  2022 Fonte:   dw.com

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Advogados da família do ex-Presidente do Burkina Faso Thomas Sankara, assassinado em 1987, apelaram à extradição do seu sucessor, exilado na Costa do Marfim, e condenado a prisão perpétua pelo seu papel no caso.

Blaise Compaoré e Thomas Sankara © Provided by Deutsche Welle Blaise Compaoré e Thomas Sankara

A extradição de Blaise Compaoré, exilado na Costa do Marfim, para cumprir a pena de prisão perpétua pelo seu papel na morte do seu antecessor Thomas Sankara é "uma luta do Estado burquinabé, do povo burquinabé", disse Prosper Farama, advogado da família de Sankara, numa conferência de imprensa esta quinta-feira (07.04), em Ouagadougou, capital do Burkina Faso.

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"Se queremos fazer justiça, e que essa justiça faça sentido, então o Estado deve implementar todos os meios, no respeito dos direitos dos condenados, para que esta decisão seja executada", acrescentou o causídico.

O ex-Presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré foi condenado à revelia na quarta-feira a prisão perpétua pelo seu papel no assassinato do seu antecessor, Thomas Sankara.

O comandante da sua guarda pessoal na altura, Hyacinthe Kafando, também no exílio, recebeu a mesma sentença, tal como Gilbert Diendéré, antigo general, um dos líderes do exército no golpe militar de 1987, que se encontra já a cumprir uma pena de 20 anos de prisão por envolvimento numa tentativa de golpe de Estado em 2015. Oito outros arguidos foram condenados por um tribunal militar especial em Ouagadougou a penas de prisão efetiva entre três e 20 anos.

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"Um pretexto para apoiar a impunidade"

"Não seria justo que alguns condenados fossem presos aqui ao mesmo tempo que outros são deixados em tranquilidade lá onde estão", afirmou Prosper Farama.

Forte apoiante do atual Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, Blaise Compaoré exilou-se no país em 2014 e em 2016 obteve a nacionalidade marfinense, que o protege da extradição.

"Este foi um pretexto encontrado para apoiar a impunidade", sublinhou hoje Benewende Sankara, outro dos advogados da parte civil. "A questão da nacionalidade de Compaoré é um problema. Mas Hyacinthe Kafando não é um marfinense naturalizado. Teoricamente, a sua extradição não deve ser um problema", acrescentou Farama, sugerindo que o ex-chefe da guarda pessoal de Compaoré se encontra na Costa do Marfim, e fazendo votos para que os estados marfinense e burquinabê sejam "diligentes" neste caso específico.

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Se posteriormente os dois exilados "tiverem direito a uma amnistia ou perdão, que isso seja concretizado de acordo com as regras em vigor", acrescentou o advogado.

Ao proferir o veredicto na quarta-feira, o tribunal militar de Ouagadougou renovou o mandado de captura contra os dois homens, emitido em 2016.

"Espero que a Costa do Marfim compreenda que tem nas mãos, com esta decisão, o destino de um país, de um continente. A África deve compreender que as amizades não devem estar acima dos interesses do povo", disse Farama.

por:content_author: Lusa

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