Mundo Ruanda vai acolher migrantes e requerentes de asilo de várias nacionalidades

15:32  14 abril  2022
15:32  14 abril  2022 Fonte:   dw.com

Pena de 25 anos de prisão é confirmada em apelação contra herói de 'Hotel Ruanda'

  Pena de 25 anos de prisão é confirmada em apelação contra herói de 'Hotel Ruanda' Um tribunal de apelação de Ruanda confirmou, nesta segunda-feira (4), a sentença de 25 anos de prisão por "terrorismo" do opositor Paul Rusesabagina, cuja história inspirou o filme "Hotel Ruanda", negando o pedido da Promotoria de uma pena maior. A Promotoria, que pediu prisão perpétua, recorreu do conjunto das penas contra Rusesabagina e seus 20 coacusados. Rusesabagina, detido desde agosto de 2020, e seus advogados denunciaram um processo "político", além de maus-tratos ocorridos durante sua prisão.

O Ruanda assinou um acordo com Londres para acolher migrantes e requerentes de asilo de várias nacionalidades provenientes do Reino Unido, anunciou Kigali, no âmbito de uma visita do ministro britânico do Interior.

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"O Ruanda congratula-se com esta parceria com o Reino Unido para acolher os requerentes de asilo e migrantes, e oferecer-lhes formas legais de viver" no país, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros ruandês, Vincent Biruta, numa declaração divulgada pela agência France-Presse.

"Trata-se de garantir que as pessoas sejam protegidas, respeitadas e possam realizar as suas próprias ambições e estabelecer-se permanentemente no Ruanda, se o desejarem", acrescentou Biruta.

Papa encerra visita à Grécia dedicada à situação dos migrantes

  Papa encerra visita à Grécia dedicada à situação dos migrantes O papa Francisco encerrou nesta segunda-feira (6) uma visita histórica de dois dias e meio à Grécia, marcada por sua mensagem a favor da maior integração dos migrantes na Europa, grande tema de seu pontificado. Em abril de 2016, Francisco visitou um acampamento de migrantes em Lesbos, o de Moria, destruído por um incêndio há um ano, quando a ilha era a principal porta de entrada dos migrantes na Europa, e surpreendeu ao transportar 12 refugiados sírios em seu retorno.

O ministro britânico do Interior, Priti Patel, deverá, também ele, anunciar hoje no Ruanda pormenores do que o Governo do Reino Unido designa como uma "parceria de desenvolvimento económico", segundo a agência Associated Press.

O plano do Governo britânico passa por reenviar homens solteiros que chegam ao Reino Unido provenientes do outro lado do Canal da Mancha em pequenas embarcações, fazendo-os voar 6.400 quilómetros até ao Ruanda, enquanto os seus pedidos de asilo são processados, de acordo com meios de comunicação social evocados pela AP.

Simon Hart, ministro do Governo do País de Gales, indicou que o acordo custará ao Reino Unido cerca de 120 milhões de libras (144,5 milhões de euros) e tem como um dos objetivos "quebrar" o modelo de negócio dos bandos criminosos de tráfico de pessoas.

Papa ataca ódio a migrantes e denuncia campos de concentração

  Papa ataca ódio a migrantes e denuncia campos de concentração Francisco fez duro discurso em defesa do acolhimento    Além disso, comparou campos de concentração e de trabalhos forçados da Alemanha nazista e da União Soviética stalinista com centros de detenção para deslocados internacionais.

"Se tivermos um acordo com o Governo ruandês para um tratamento adequado e humano destas pessoas, então os bandos criminosos aperceber-se-ão de que a sua potencial fonte de rendimento irá secar", explicou Hart.

"Decisão cruel"

De acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), esta lei, a ser aprovada, violará a Convenção de Genebra sobre os Refugiados, que o Reino Unido assinou.

Steve Valdez-Symonds, diretor da Amnistia Internacional do Reino Unido para os refugiados, citado pela AP, considerou a "ideia do Governo [britânico] chocantemente mal concebida irá muito mais longe, infligindo sofrimento enquanto desperdiça enormes quantidades de dinheiro público".

Valdez-Symonds sublinhou que o registo "sombrio" do Ruanda em termos de direitos humanos torna a ideia ainda pior. Enver Solomon, diretor executivo do Conselho para os Refugiados, uma organização não governamental sedeada no Reino Unido, considerou que este acordo representa "uma decisão cruel e desagradável" e que não irá deter os bandos de tráfico de pessoas.

Derrota para Biden: programa de imigração criado por Trump é reinstaurado entre México e EUA

  Derrota para Biden: programa de imigração criado por Trump é reinstaurado entre México e EUA México e Estados Unidos concordaram em reativar parcialmente um programa do governo de Donald Trump por meio do qual os migrantes devem esperar em território mexicano pela resposta aos seus pedidos de asilo no país vizinho. A decisão é vista como um revés para o presidente democrata Joe Biden, que havia encerrado essa prática quando o assumiu o poder, em janeiro. Dezenas de milhares de migrantes ilegais, oriundos principalmente da América Central, foram enviados para a fronteira mexicana durante a gestão de Trump, entre 2017 e 2021. Esses clandestinos eram levados para o México para que esperassem a decisão sobre seus pedidos de asilo feitos aos Estados Unidos.

Combate ao tráfico através do Canal da Mancha

O primero-ministro britânico, Boris Johnson, deverá fazer hoje um discurso sobre o combate ao tráfico de pessoas através do Canal da Mancha.

De acordo com o Nº 10 da Downing Street, Johnson dirá que é necessário agir para parar "os traficantes de pessoas [que] estão a abusar dos mais vulneráveis e a transformar o canal num cemitério aquático, com homens, mulheres e crianças a afogarem-se em barcos sem condições e a sufocarem em camiões refrigerados".

Os migrantes há muito que chegam ao Reino Unido através do norte de França, seja escondidos em camiões ou em ferries, ou - cada vez mais desde que a pandemia de covid-19 fechou outras rotas em 2020 - em jangadas e pequenas embarcações, em travessias organizados por traficantes.

Governo britânico tem apresentado várias sugestões para suster o fluxo de migrantes © picture-alliance/PA Wire/Y. Mok Governo britânico tem apresentado várias sugestões para suster o fluxo de migrantes

Mais de 28.000 pessoas entraram no Reino Unido em pequenas embarcações no ano passado, contra 8.500 em 2020 e apenas 300 em 2018. O registo de mortes não tem parado de aumentar.

EUA retomarão programa de Trump para forçar postulantes a asilo a esperarem no México

  EUA retomarão programa de Trump para forçar postulantes a asilo a esperarem no México EUA retomarão programa de Trump para forçar postulantes a asilo a esperarem no México(Reuters) - O governo dos Estados Unidos retomará um programa polêmico da era do ex-presidente Donald Trump que obriga postulantes a asilo a esperarem audiências das autoridades de imigração dos EUA no México, um ação alinhada a uma ordem de um tribunal federal, disse um funcionário mexicano à Reuters nesta quinta-feira.

Os governos britânico e francês trabalharam durante anos para impedir as viagens através do Canal, sem grande sucesso, trocando frequentemente acusações sobre quem é o culpado do fracasso.

No ano passado, o Reino Unido concordou em contribuir com 54 milhões de libras (65 milhões de euros) para ajudar as autoridades francesas a duplicar o número de patrulhas policiais que vigiam as praias francesas.

Críticas ao Governo de Boris Johnson

O Governo conservador britânico tem apresentado várias sugestões para suster o fluxo de migrantes, incluindo a construção de uma máquina de ondas no Canal da Mancha para conduzir de volta as embarcações às proveniências, e o envio migrantes para países terceiros. Vários Governos e autoridades responsáveis com quem tentou negociar esta solução - incluindo a Ilha da Ascensão, Albânia e Gibraltar - rejeitaram-na.

Os políticos da oposição britânica acusam o Governo de Boris Johnson de estar a tentar com este acordo distrair a atenção sobre o escândalo da violação das regras de confinamento por parte do próprio líder conservador, em festas organizadas em Downing Street. Johnson consta de uma lista de dezenas de pessoas multadas pela polícia por participarem nessas festas, o que faz dele o primeiro líder britânico a infringir a lei durante um mandato.

Vários opositores, incluindo alguns do seu próprio partido, têm apelado a Boris Johnson para que se demita.

por:content_author: Lusa

Reino Unido mandará para Ruanda imigrantes que entrarem de modo ilegal no país .
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou nesta quinta-feira (14) uma das políticas de imigração mais controversas de seu mandato até aqui. O governo vai enviar imigrantes que entram no país de forma ilegal para buscar asilo em Ruanda, país a 7.000 quilômetros de distância no centro do continente africano que tem o 160º pior índice de desenvolvimento humano do mundo. A justificativa oficial é dificultar a vida de organizações criminosas que praticam tráfico humano.

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