Mundo: Governo do Equador aceita ajuda da ONU e decreta toque de recolher para apaziguar protestos - PressFrom - Brasil

Mundo Governo do Equador aceita ajuda da ONU e decreta toque de recolher para apaziguar protestos

03:16  09 outubro  2019
03:16  09 outubro  2019 Fonte:   reuters.com

Toque de recolher é decretado em Bagdá, após protestos com nove mortos

  Toque de recolher é decretado em Bagdá, após protestos com nove mortos Toque de recolher é decretado em Bagdá, após protestos com nove mortosA medida entrará em vigor na quinta-feira e continuará "até novo aviso" para "veículos e pessoas em Bagdá".

O Equador enfrenta há seis dias protestos que têm levado milhares de pessoas às ruas, em resposta ao anúncio de Moreno de eliminar os subsídios a combustíveis para conter o déficit Manifestações em Quito. Indígenas invadem parlamento do Equador , e governo decreta toque de recolher noturno.

Este foi o quinto dia de protestos contra medidas de austeridade do governo que provocaram a pior "Mais de 20 mil de nós chegarão a Quito para exigir que o governo derrube o decreto " CCR atinge meta da ONU com redução de 50% no índice de mortes em rodovias sob sua administração.

Manifestantes entram em confronto com forças de segurança em Quito© Reuters Manifestantes entram em confronto com forças de segurança em Quito

Por Carlos Garcia e Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O governo do Equador aceitou nesta terça-feira a colaboração da Organização das Nações Unidas para abrir um diálogo com grupos indígenas que se opõem às medidas de austeridade do presidente Lenín Moreno e mantêm a capital Quito sitiada com protestos.

Por conta da intensificação dos protestos em Quito nesta terça, Moreno restringiu a liberdade de trânsito e mobilidade nas áreas vizinhas a prédios do governo e instalações estratégicas, de acordo com um decreto assinado pelo presidente.

Equador detém 275 pessoas, mas protestos contra combustíveis continuam

  Equador detém 275 pessoas, mas protestos contra combustíveis continuam Equador detém 275 pessoas, mas protestos contra combustíveis continuamTestemunhas disseram que os serviços de ônibus e táxis continuavam em greve. Os preços dos combustíveis dispararam na quinta-feira devido às medidas fiscais adotadas pelo presidente Lenín Moreno no início da semana.

Manifestantes contra o governo nas ruas da capital Quito — Foto: Dolores Ochoa / AP Photo. Após protestos perto do Palácio Carondelet, o presidente do Equador , Lenín Moreno, decidiu mudar a sede do governo da capital Quito para a cidade costeira de Guayaquil.

O Governo decretou um toque de recolher de 10 dias, com efeito desde a noite da sexta-feira. Com mais de 94,3% dos votos contados, o Tribunal se prepara para confirmar a vitória de Hernández, do Partido Nacional, por 46.000 votos de diferença para o segundo colocado, o esquerdista Salvador

O toque de recolher nessas áreas ocorrerá de segunda-feira a domingo, entre as 20h e 5h, enquanto durar o estado de emergência, acrescentou o documento, publicado num momento em que crescem os protestos contra as medidas de austeridade do governo.

Milhares de manifestantes indígenas chegaram à cidade de áreas andinas no centro e norte do país para pressionar o presidente a desistir da eliminação do subsídio ao diesel e gasolina, que estava em vigor há décadas.

Um grupo de indígenas conseguiu romper o cerco das forças de segurança e entrou brevemente na sede da Assembleia Nacional, antes de ser despejado por policiais e militares pacificamente, segundo testemunhas da Reuters.

"Viva o povo!", gritavam alguns manifestantes eufóricos no órgão legislativo, que estava fechado na terça-feira. Fora do Parlamento, a polícia usava gás lacrimogêneo para afastar os indígenas.

Indígenas marcham para capital do Equador em protesto por alta de combustível

  Indígenas marcham para capital do Equador em protesto por alta de combustível Indígenas marcham para capital do Equador em protesto por alta de combustívelManifestantes das províncias do sul dos Andes partiram na noite de domingo a pé e em vans para protestar na capital pela eliminação de subsídios e a consequente alta.

Nesta semana, chefes de Estado e representantes de 193 países estiveram reunidos na sede da Organização das Nações Unidas ( ONU ), em Nova A realização da Assembleia Geral é uma boa oportunidade para falarmos sobre a ONU e a sua estrutura. Tema sempre presente nos vestibulares

O termo " toque de recolher " se aplica à proibição, decretada por um governo ou autoridade, de que pessoas permaneçam nas ruas após uma determinada hora. O nome deriva essencialmente da prática europeia de , durante guerras, após determinada hora (geralmente o início da noite)

Moreno declarou estado de emergência e transferiu na noite de segunda-feira as operações do governo para a cidade costeira de Guayaquil, onde tem ocorrido menos tumultos.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador disse que o governo está disposto a receber o acompanhamento das Nações Unidas, "que favoreça o retorno à paz social e entendimentos dentro do país".

O Ministério das Relações Exteriores também denunciou que os atos de violência registrados durante os protestos incluíram saques, danos a propriedades públicas e privadas, ataques a ambulâncias, queima de mais de uma dezena de veículos da força pública e sequestro de vários de seus membros.

Os protestos começaram na quinta-feira, quando o governo pôs fim aos subsídios para combustíveis, como parte de um pacote de reformas econômicas sob um acordo de 4,2 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Cerca de 570 pessoas foram presas nos dias de protesto, incluindo um deputado próximo do ex-presidente Rafael Correa, segundo o governo. Moreno acusou seu antecessor de tentar um golpe de Estado com a ajuda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Querem levar o Equador junto da Venezuela", disse o secretário da Presidência, Juan Roldán, a uma rádio local.

Peru, Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala e Paraguai rejeitaram qualquer tentativa de Maduro de desestabilizar a democracia na região e apoiaram o presidente equatoriano.

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Equador encerra crise com acordo que revoga o fim dos subsídiosDepois de mais de quatro horas de negociação com a mediação da ONU e da Igreja Católica, as duas partes assumiram um compromisso que atende a exigência do governo indígena: a revogação do decreto que havia liberado o preço do diesel e da gasolina, o que provocou uma alta de até 123%.

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