Mundo Armas usadas em massacre de família mórmon são americanas, afirma polícia do México

00:45  07 novembro  2019
00:45  07 novembro  2019 Fonte:   brasil.rfi.fr

Trump pede que México combata cartéis após massacre de família mórmon

  Trump pede que México combata cartéis após massacre de família mórmon O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu às autoridades mexicanas nesta terça-feira (5) que iniciem uma "guerra aos cartéis de drogas", depois do ataque a uma comunidade mórmon americana no norte do México que matou três mulheres e seis crianças, todas da mesma família. "Se o México precisar ou pedir ajuda para se livrar desses monstros, os Estados Unidos estão prontos, dispostos e capazes de se envolver para fazer o trabalho de maneira limpa e eficaz", afirmou Trump no Twitter."É a hora do México, com a ajuda dos Estados Unidos, iniciar a guerra contra os cartéis de drogas e apagá-los da face da Terra.

As nove pessoas de uma comunidade mórmon americana instalada no norte do México há mais de um século foram assassinadas na segunda-feira (4/11) por um grupo de homens armados .

Membros da família LeBarón observam o carro onde parte de seus nove parentes foram assassinados e queimados em Bavispe, Sonora, em 5 de novembro de Autoridades mexicanas disseram nesta quarta-feira (6) que as armas usadas no massacre de uma família mórmon são americanas , e

  Armas usadas em massacre de família mórmon são americanas, afirma polícia do México © STR / AFP

As autoridades mexicanas disseram nesta quarta-feira (6) que as armas usadas no massacre de uma família mórmon são americanas. A principal linha de investigação aponta para o confronto entre grupos de narcotraficantes que teriam matado as três mulheres e as seis crianças, na segunda-feira (4), por engano.

O secretário de Segurança mexicano, Alfonso Durazo, disse que as evidências coletadas pelos especialistas nas cenas do crime permitem "reconhecer o calibre dos cartuchos 223 de fabricação Remington e de origem norte-americana".

Durazo declarou à imprensa que em breve entrará em vigor um programa bilateral "para controlar o tráfico de armas dos Estados Unidos para o México". De todas as "armas vinculadas a um ato criminoso, 70% são procedentes dos Estados Unidos", destacou.

EUA pedem ao México combate a cartéis após massacre de mórmons

  EUA pedem ao México combate a cartéis após massacre de mórmons O presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, anunciou nesta terça-feira (5) que pretende conversar com o presidente americano, Donald Trump, a respeito da chacina na comunidade mórmon no México. Nove pessoas de uma comunidade americana instalada no norte do país há mais de um século foram assassinadas na segunda-feira (4) por um grupo de homens armados. "Toda a cooperação é necessária: é isso que vou dizer ao presidente Trump, e ver no que eles podem ajudar, mas cuidando da nossa soberania, assim como eles e todos os países fazem", declarou López Obrador, em uma entrevista coletiva.

Nove americanos , entre eles seis crianças, foram mortos, durante um tiroteio numa comunidade mórmon a norte do México . Familiares suspeitam de que se trate de um engano de identidade por parte de um cartel de droga. Em declarações à “CBS This Morning”, dois familiares das vítimas, Alex

Massacre de família mórmon compõe longa história de comunidades americanas no México . O relato angustiante foi dado por membros de três Imagem de uma tela de computador com fotos das vítimas do assassinato no norte do México — Foto: Rick Bowmer/AP. As três mães e 14 crianças

Até agora, a principal hipótese do governo é que o crime ocorrido na segunda-feira entre os estados de Chihuahua e Sonora, na fronteira com os Estados Unidos, seria resultado de um confronto entre grupos de traficantes rivais.

Carteis rivais

Na terça-feira (5), a promotoria de Chihuahua divulgou que no local do massacre opera um grupo criminoso chamado Los Jaguares, que faz parte do cartel de Sinaloa. O grupo poderia ter enfrentado um bando rival, apoiado pelo cartel La Línea de Chihuahua.

Mas o chefe do Estado Maior da secretaria da Defesa, Homero Mendoza, apresentou outra possibilidade à imprensa. Ele afirmou que antes do massacre, uma célula do cartel Los Salazar, do estado de Sonora, e outra do La Línea, de Chihuahua, se enfrentaram em Sonora. Mendonza apontou que o confronto aconteceu na “região entre Janos e Bavispe", exatamente onde foram mortas as três mulheres e as seis crianças, que viajavam em três veículos.

Mas a família das vítimas tem outra versão. Segundo Julián LeBarón, um familiar citado pela imprensa mexicana, os próprios mórmons teriam sido alvo do ataque. A família pertence a uma comunidade religiosa que mora em Chihuahua há mais de um século, para onde se mudaram após serem perseguidos nos Estados Unidos por suas tradições, especialmente a poligamia.

De acordo com as investigações, pelo menos uma das mulheres saiu de um dos veículos, com as mãos para o alto para pedir aos agressores que suspendessem o tiroteio.

O crime também deixou seis crianças feridas, uma delas um bebê de três meses que foi encontrado debaixo do corpo da mãe morta.

Família conta como menino de 13 anos escondeu irmãos em massacre no México .
Família conta como menino de 13 anos escondeu irmãos em massacre no MéxicoBAVISPE, México (Reuters) - Depois de ver homens armados matarem a tiros sua mãe e dois irmãos, Devin Langford, de 13 anos, escondeu seis irmãos sobreviventes em arbustos próximos e caminhou por quilômetros em uma extensão acidentada do norte do México para obter ajuda.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais

Vídeos temáticos:

usr: 3
Isto é interessante!