Mundo Militares de Maduro impedem que Venezuela repita Bolívia

01:20  12 novembro  2019
01:20  12 novembro  2019 Fonte:   reuters.com

Maduro desafia 'golpistas' e apoia Evo Morales

  Maduro desafia 'golpistas' e apoia Evo Morales Maduro desafia 'golpistas' e apoia Evo Morales"Disse ao Evo: este ano me deram dez ultimatos. 'Maduro, 24 horas, você sai, ou te derrubamos'. Vem e me derruba, então, eu digo", afirmou Maduro, que apareceu, de surpresa, no encerramento do Encontro Anti-Imperialista em Havana, onde discursou.

Os líderes da oposição venezuelana, que procuram derrubar o governo socialista de seu país, talvez possam ter alguma esperança com a renúncia de seu aliado de esquerda na Bolívia , o presidente Evo Morales, no domingo, após semanas de protestos nas ruas. Saiba mais.

Foto de novembro mostra militares em roda de oração na Embaixada do Panamá em Caracas. Eles participaram de rebelião contra Nicolás Maduro em abril. — Foto: AP Photo. Um grupo de 16 militares venezuelanos que se amotinou contra o regime de Nicolás Maduro deixou a Venezuela

.© Reuters/MIRAFLORES PALACE .

Por Brian Ellsworth e Vivian Sequera

CARACAS (Reuters) - Os líderes da oposição venezuelana, que procuram derrubar o governo socialista de seu país, talvez possam ter alguma esperança com a renúncia de seu aliado de esquerda na Bolívia, o presidente Evo Morales, no domingo, após semanas de protestos nas ruas.

Mas um fator-chave torna difícil de implementar o roteiro da Bolívia no presidente venezuelano, Nicolas Maduro: as Forças Armadas da Venezuela sempre se recusaram a ficar do lado dos manifestantes, como fizeram os militares bolivianos no domingo.

Os militares na Venezuela têm apoiado o governista Partido Socialista, apesar do colapso econômico, duas ondas de protestos de grandes proporções nos anos de 2014 e 2017, e ampla condenação à reeleição de Maduro em 2018, amplamente descrita como fraudulenta.

Morales confia nos militares, chamados pela oposição a intervir na Bolívia

  Morales confia nos militares, chamados pela oposição a intervir na Bolívia O governo da Bolívia divulgou nesta segunda-feira (4) ter "absoluta confiança" nas Forças Armadas, dois dias após um líder opositor convocar os militares a intervir na crise política causada pela questionada releição do presidente Evo Morales. O líder do poderoso Comitê Cívico de Santa Cruz (direita), Luis Fernando Camacho, lançou no sábado um ultimato para Morales renunciar antes das 19H00 (20H00 de Brasília) e pediu aos militares para ficarem ao "lado do povo" nesta crise.

Com a finalidade de impedir a eleição de Paz Estenssoro, o presidente Mamerto Urriolagoitia renunciou e entregou o governo a uma junta militar A constituição boliviana, que não contemplava a reeleição, impediu que Paz Estenssoro se candidatasse às eleições de 1956, mas seu

O principal fator que impede os EUA de lançar uma intervenção militar na Venezuela é a espetacular estabilidade de suas Forças Armadas, confirma o colunista da Sputnik "O bloqueio de forças da administração de Maduro passou com dignidade duas sérias provas de resistência", enfatiza o autor.

Embora o líder da oposição, Juan Guaidó, tenha sido reconhecido por mais de 50 países como presidente legítimo da Venezuela, os esforços dele para cortejar as Forças Armadas não foram suficientes para influenciar sua lealdade a Maduro.

No dia 30 de abril, dezenas de militares da ativa uniram-se a Guaidó nas ruas de Caracas para pedir aos comandantes militares que repudiassem Maduro, mas o levante fracassou quando o alto escalão militar declarou lealdade ao presidente.

Uma reportagem da Reuters mostrou que as Forças Armadas da Venezuela têm sido fortemente influenciadas pela presença de agentes de inteligência cubanos, que monitoram de perto as comunicações de oficiais suspeitos de dissidência.

Além disso, a reforma das Forças Armadas do líder socialista Hugo Chávez, iniciada no início dos anos 2000, fortaleceu a fidelidade política dos oficiais superiores.

Universitários da Venezuela fazem passeada e pedem que militares "abracem a Constituição" .
Universitários da Venezuela fazem passeada e pedem que militares "abracem a Constituição"CARACAS (Reuters) - Universitários venezuelanos de oposição fizeram uma passeata nesta quinta-feira até as cercanias do Ministério da Defesa para pedir que as Forças Armadas "se coloquem ao lado" da Constituição e facilitem uma transição política.

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