Mundo Senadora Añez assume presidência da Bolívia; Morales denuncia concretização do “golpe”

13:35  13 novembro  2019
13:35  13 novembro  2019 Fonte:   brasil.rfi.fr

México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"

  México denuncia México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador não reconhecerá um governo de caráter militar na Bolívia.

Evo Morales , que renunciou neste domingo (10) à Presidência da Bolívia - AFP. Além disso, Añez reconhece que não sabe se contará com os senadores do partido de Evo, cuja presença Quem assume o governo? Se vice-presidente e presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados não

Jeanine Añez , senadora e líder da oposição, em uma coletiva depois da saída de Morales do país.MARCO BELLO (REUTERS). Morales pediu asilo a Andrés Manuel López Obrador, deixou a Bolívia e, após sua renúncia, também renunciou o vice-presidente Álvaro García Linera, presidente

  Senadora Añez assume presidência da Bolívia; Morales denuncia concretização do “golpe” © Fuente: Reuters.

A senadora Jeanine Añez, uma política pouco conhecida na Bolívia, assumiu na noite desta terça-feira (12) a presidência interina do país. Com uma bíblia nas mãos, Jeanine reivindicou o cargo sem passar por uma votação do Parlamento que não tinha o quórum necessário para respaldar sua nomeação e preencher o vácuo no poder deixado com a renúncia de Evo Morales, no domingo (10). Do México, onde está exilado, o ex-presidente boliviano denunciou que "o golpe mais astuto e desastroso da história (do país) foi consumado".

Após a assumir a presidência, Jeanine Añez discursou no balcão do Palácio Quemado, diante da Praça Murillo, a poucos metros do Congresso, e prometeu organizar eleições o mais rapidamente possível. "Queremos convocar novas eleições o mais cedo possível (...), com autoridades honestas, de mérito, de capacidade, que sejam independentes", disse a nova presidente. Na segunda-feira (11), ela havia adiantado que a votação aconteceria antes de 22 de janeiro.

Morales acusa OEA de fazer parte do golpe de Estado na Bolívia

  Morales acusa OEA de fazer parte do golpe de Estado na Bolívia Morales acusa OEA de fazer parte do golpe de Estado na BolíviaEm entrevista à W Radio Colombia, da Cidade do México, onde se asilou na terça-feira, Morales descreveu a Organização dos Estados Americanos (OEA) como "neogolpista", depois que denunciou sérias irregularidades nas eleições de 20 de outubro que desencadearam a crise boliviana.

Jeanine Añez , senadora que assumiu a presidência da Bolívia . Jornal GGN – Mesmo sem quórum na Câmara de Deputados e no Senado, a senadora Jeanine Añez se declarou presidente da Bolívia nesta terça-feira, ocupando o vácuo de poder deixado pela renúncia de Evo Morales e seu

Senadora Jeanine Añez segura bandeira boliviana no Congresso da Bolívia em La Paz nesta segunda-feira (11) — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters. Mais cedo, uma sessão da Câmara que deveria aprovar a renúncia de Evo Morales e determinar que Añez assumisse interina e provisoriamente o

Política conservadora, a advogada de 52 anos era a segunda vice-presidente do Senado. Ela assume a presidência por ter se tornado a primeira na linha de sucessão, após a renúncia de Evo Morales e de toda a cúpula política do país. Sua nomeação foi avalizada pelo Tribunal Constitucional boliviano. Posteriormente, Añez se reuniu com os comandantes das Forças Armadas e da Polícia.

Apoio dos líderes

A presidente interina boliviana recebeu o apoio dos principais líderes opositores do país. O candidato centrista Carlos Mesa felicitou a "nova Presidente Constitucional da Bolívia Jeanine Añez".

O líder regional de Santa Cruz (leste) Luis Fernando Camacho declarou que apoia Añez e que determinou a "suspensão das medidas" de protesto, como a greve e os bloqueios de rua.

Morales diz que pode voltar para a Bolívia se o povo pedir

  Morales diz que pode voltar para a Bolívia se o povo pedir O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, que se exilou no México após ter renunciado, afirmou que poderia voltar para seu país se seus compatriotas pedirem. Ele também acusou a Organização dos Estados Americanos (OEA) de ter contribuído com sua saída do poder, que ele qualifica de "golpe de Estado”. Apesar de ter aceitado a oferta de exílio da parte do governo mexicano, Morales não descarta a hipótese de voltar para seu país. "Se meu povo pedir,Apesar de ter aceitado a oferta de exílio da parte do governo mexicano, Morales não descarta a hipótese de voltar para seu país.

No domingo, Morales , 60, renunciou à presidência que ocupava desde 2006 Pouco antes, ele havia convocado novas eleições presidenciais após a denúncia da OEA e os Morales questionou a proclamação da senadora de direita Jeanine Añez como presidente interina na Bolívia , insistindo

A líder interina da Bolívia , Jeanine Áñez , chegou nesta quarta-feira à Casa do Governo, no centro de La Paz, para assumir suas funções depois de se autoproclamar presidente no dia anterior na tentativa de acabar com o vácuo de poder surgido após a renúncia de Evo Morales .

onda de protestos na Bolívia já deixou sete mortos, dos quais quatro a tiros. As manifestações se iniciaram em 20 de outubro, depois da controversa vitória de Evo Morales a um quarto mandato.

Reação internacional

Morales, seus apoiadores do Movimento ao Socialismo (MAS) e vários países da América Latina – entre eles o México, o governo eleito da Argentina, Cuba, Venezuela e Uruguai – denunciaram como um "golpe de Estado" as pressões dos militares contra o presidente, acusado de fraude eleitoral. O ex-presidente boliviano, que recebeu asilo político no México nesta terça-feira (12), denunciou "à comunidade internacional este ato de autoproclamação de uma senadora como presidenta que viola a Constituição da Bolívia e as normas internas da Assembleia Legislativa".

Já o Brasil rejeitou a tese de golpe. "A repulsa popular após a tentativa de estelionato eleitoral (constatada pela OEA), o qual favoreceria Evo Morales, levou à sua deslegitimação como presidente e consequente clamor de amplos setores da sociedade boliviana por sua renúncia", afirmou a chancelaria. O governo brasileiro, por meio do ministro Ernesto Araújo, reconheceu a posse de Jeanine.

Sobe para 32 n° de mortos na Bolívia; Evo Morales denuncia “genocídio” .
O ex-presidente Evo Morales insistiu nesta quarta-feira (20) que a repressão dos protestos na Bolívia é um "genocídio". O número de mortos desde o início da crise após as eleições de 20 de outubro, subiu para 32 pessoas. Ainda nesta quarta-feira, a presidente interina anunciou que convocará ainda hoje novas eleições no país. Os protestos contra a vitória contestada de Evo Morales para um quarto mandato culminaram com o cancelamento das eleições e a renúncia do líder indígena.

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