Mundo: Quais países apoiam Evo Morales e quais veem afastamento com bons olhos - - PressFrom - Brasil

Mundo Quais países apoiam Evo Morales e quais veem afastamento com bons olhos

14:25  13 novembro  2019
14:25  13 novembro  2019 Fonte:   bbc.com

Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra Morales

  Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra Morales Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra MoralesMorales, que renunciou no domingo em meio a conflitos resultantes da polêmica eleição de 20 de outubro, denunciara anteriormente no Twitter o que chamou de mandado policial "ilegal" para sua prisão, alegando que "grupos violentos" atacaram sua casa.

Na diplomacia brasileira o alerta foi interpretado como um recado especialmente dirigido a países como o Brasil que, imediatamente depois da queda de Morales , declararam que não se tratava de um golpe. Tema ameaça aprofundar o afastamento político entre o Planalto e o Kremlin.

Evo denunciou em sua conta no Twitter que a casa da irmã Esther Morales Ayma, em Oruro, e os imóveis dos governadores de Chuquisaca, Esteban Urquizu, e de Oruro, Víctor Hugo Os comitês da oposição não reconhecem a vitória e exigem a renúncia de Evo Morales e a repetição do escrutínio.

Evo Morales anunciou renúncia em pronunciamento em rede nacional no domingo — vice também deixou o cargo© AFP Evo Morales anunciou renúncia em pronunciamento em rede nacional no domingo — vice também deixou o cargo

A renúncia de Evo Morales à presidência da Bolívia, após a "sugestão" feita pelo Exército no domingo, e sua subsequente saída do país mobilizam a atenção mundial desde o início da semana.

No episódio mais recente da crise, a senadora da oposição Jeanine Áñez se declarou presidente interina, apesar das dúvidas sobre se havia quórum para instalar a sessão que a alçou ao posto. Ela disse que era a primeira na linha de sucessão pela Constituição e prometeu realizar eleições em breve.

Enquanto isso, os governos latino-americanos reagem de acordo com sua própria interpretação da crise política e social que assola a Bolívia há três semanas.

México diz que oferecerá asilo a boliviano Morales se ele solicitar

  México diz que oferecerá asilo a boliviano Morales se ele solicitar México diz que oferecerá asilo a boliviano Morales se ele solicitarLiderado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, o governo do México fez uma defesa enfática de Morales, que no domingo anunciou sua renúncia. A Bolívia vem sendo abalada por protestos contra uma eleição contestada, e os militares pediram a saída do presidente.

O presidente da Bolívia, Evo Morales , anunciou este domingo a demissão, depois de três semanas de forte contestação contra a sua reeleição a após perder “Renuncio ao cargo de presidente”, foi assim que Evo Morales anunciou o seu afastamento numa declaração transmitida pela televisão do país .

O presidente boliviano, Evo Morales , renunciou à Presidência da Bolívia às 18h (horário de Brasília), da cidade de Cochabamba, após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país . "Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento.

As eleições presidenciais de 20 de outubro — na qual o sistema de contagem de votos foi interrompido quando indicava segundo turno e retomado subitamente cerca de 24 horas indicando a vitória de Morales — instauraram um cenário complexo que desencadeou protestos de apoiadores do governo e da oposição.

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Ao anunciar a renúncia, Morales denunciou o que classificou como um golpe de Estado planejado por setores da oposição, pela polícia e por grupos civis.

Além de Evo, deixaram seus cargos o vice-presidente, Álvaro Garcia; a presidente do Senado, Adriana Salvatierra; o vice-presidente do Senado, Rubén Medinacelli; e o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda. A renúncia coletiva criou um grande vácuo na hierarquia de poder prevista na Constituição.

Senadora Añez assume presidência da Bolívia; Morales denuncia concretização do “golpe”

  Senadora Añez assume presidência da Bolívia; Morales denuncia concretização do “golpe” A senadora Jeanine Añez, uma política pouco conhecida na Bolívia, assumiu na noite desta terça-feira (12) a presidência interina do país. Com uma bíblia nas mãos, Jeanine reivindicou o cargo sem passar por uma votação do Parlamento que não tinha o quórum necessário para respaldar sua nomeação e preencher o vácuo no poder deixado com a renúncia de Evo Morales, no domingo (10). Do México, onde está exilado, o ex-presidente boliviano denunciou que "o golpe mais astuto e desastroso da história (do país) foi consumado".

Morales enfrentou durante o domingo uma avalanche de renúncias de altos funcionários, em alguns casos depois de terem tido suas casas incendiadas, e pela pressão decisiva dos militares e da polícia, que pediram sua renúncia. "Pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato

Evo Morales e Nicolás Maduro, da Venezuela, exibem caixas com assinaturas para que Obama retire sanções a Policial ameaça o então líder cocalero Evo Morales durante confusão por causa de bloqueio de rodovia, em Evo fez boa gestão na economia e se desgastou ao insistir no 4º mandato.

A oposição afirma, por sua vez, que desde a polêmica candidatura à reeleição de Morales — rejeitada em referendo, mas autorizada pelo Tribunal Constitucional — o governo já vinha cometendo irregularidades eleitorais.

E que a interrupção da contagem dos votos da eleição de 20 de outubro, quando os resultados previam um segundo turno, acabou materializando o que eles chamaram de "fraude escandalosa".

Muitos bolivianos tomaram as ruas de La Paz após a renúncia de Morales© EPA Muitos bolivianos tomaram as ruas de La Paz após a renúncia de Morales

Mas o que pensam outros líderes da região e do mundo?

Países que não apoiam Evo Morales

Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que o Brasil reconhece a senadora Jeanine Añez como presidente interina da Bolívia, conforme noticiado por veículos da imprensa brasileira.

"Interinamente, claro, acho que é importante o compromisso de convocar eleições. Então nossa primeira percepção é que está sendo cumprido o rito constitucional boliviano, e queremos que isso contribua para a pacificação e a normalização do país", declarou Araújo a jornalistas.

Morales critica OEA e diz que entidade serve ao "império" dos EUA

  Morales critica OEA e diz que entidade serve ao Morales critica OEA e diz que entidade serve ao "império" dos EUA"A OEA tomou uma decisão política, não uma decisão técnica ou legal", disse Morales em entrevista coletiva na Cidade do México, onde ele chegou na condição de asilado na terça-feira.

O presidente da Bolívia, Evo Morales , renunciou neste domingo (10/11) ao cargo, após quase 14 anos no poder, numa declaração transmitida pela televisão do país : "Estou renunciando para Os Estados Unidos e a União Europeia haviam apoiado a convocação de novas eleições presidenciais na Bolívia.

A COB é uma entidade histórica no país , a principal central sindical boliviana, que reúne vários sindicatos e se manteve fiel a Morales desde que ele chegou "O apoio que Evo tinha em diferentes setores foi minando por suas próprias medidas, como no caso do Tipnis", afirmou o analista político e

Os manifestantes que fazem oposição a Morales saíram às ruas para comemorar a renúncia do presidente© Getty Images Os manifestantes que fazem oposição a Morales saíram às ruas para comemorar a renúncia do presidente

Logo após a renúncia de Morales, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou no Twitter sobre os acontecimentos na Bolívia, chamando a atenção para a necessidade de auditorias nos processos eleitorais e defendendo o voto impresso no Brasil.

"Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil!", tuitou Bolsonaro.

https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1193651651711819778

Na sequência, escreveu um post usando o termo "grande dia", seguido por um emoji de "joinha" — expressão que costuma usar nas redes sociais para celebrar conquistas do governo ou ironizar derrotas da oposição — mas sem fazer referência à renúncia de Morales.

https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1193679648703553543

Pouco antes de o presidente boliviano anunciar a renúncia, o governo brasileiro se manifestou, por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, sobre as irregularidades identificadas pela auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) no processo eleitoral da Bolívia.

Morales diz que não participaria de eleições e questiona: "Por que tanto medo do Evo?"

  Morales diz que não participaria de eleições e questiona: Morales diz que não participaria de eleições e questiona: "Por que tanto medo do Evo?"CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O ex-presidente da Bolívia Evo Morales disse nesta sexta-feira que está disposto a não participar de novas eleições após o governo de transição iniciar um diálogo com a oposição para tentar tirar o país andino de uma crise política.

Morales divulgou nas redes sociais uma foto na qual aparece deitado no chão, sob uma manta pendurada por cordas. Na mensagem que acompanha a imagem, o político boliviano agradeceu o apoio das "federações do Trópico de Cochabamba", uma referência aos grupos cocaleros dos quais

Em três semanas, a Bolívia viu Evo Morales ser declarado vencedor em uma eleição que o levaria a um quarto mandato; a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendar a anulação do pleito; e, com a escalada de tensões, o anúncio de renúncia do líder e seu asilo no México.

"O Brasil considera pertinente a convocação de novas eleições gerais em resposta às legítimas manifestações do povo e às recomendações da OEA, após a constatação das graves irregularidades", diz um trecho da nota.

Estados Unidos

O governo do presidente americano Donald Trump classificou a renúncia de Morales como um "momento significativo para a democracia no hemisfério ocidental".

"Os Estados Unidos aplaudem o povo da Bolívia por exigir liberdade e os militares bolivianos por cumprirem seu juramento de respeitar não apenas uma pessoa, mas a Constituição."

"Esses acontecimentos são um forte sinal para os regimes ilegítimos da Venezuela e da Nicarágua de que as democracias e a vontade do povo prevalecerão", acrescentou Trump em comunicado.

País dividido

Argentina

Uma situação peculiar é a da Argentina, país em que houve duplicidade de posicionamentos, uma vez que se encontra em meio à transição governamental.

O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, pediu a Mauricio Macri que condene o que classifica como golpe na Bolívia© Presidencia de Argentina O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, pediu a Mauricio Macri que condene o que classifica como golpe na Bolívia

O governo em exercício de Mauricio Macri não vê "elementos para definir (os acontecimentos) como um golpe de Estado", segundo as palavras do chanceler Jorge Faurie, uma vez que "as Forças Armadas não assumiram o poder".

Organizações internacionais criticam "uso desproporcional da força" contra seguidores de Evo Morales na Bolívia

  Organizações internacionais criticam País viveu na sexta um dia de violência, repressão e luto. Na província de Chapare, um dos bastiões de Evo, ao menos cinco pessoas morreram.No final do dia, o governo, divulgou dados policiais e militares informando que cinco pessoas foram mortas, atingidas por tiros, e ao menos 22 foram feridas. Os números ainda podem ser atualizados.

Em menos de três semanas, Evo Morales se declarou vencedor das eleições, denunciou um golpe de Estado e renunciou à presidência da Bolívia. "Houve um golpe civil, político e policial", afirmou o presidente durante o pronunciamento em rede nacional no qual anunciou sua renúncia no domingo.

Image caption Evo Morales em voo rumo ao México; no Twitter, ele afirmou que posse de 'senadora golpista' é consumação de 'golpe desastroso'. Morales , que chegou ao México na terça-feira, renunciou no domingo após "sugestão" do alto comando militar e de "irregularidades" detectadas pela

Ele também negou que Morales e outras autoridades bolivianas tenham solicitado asilo no país.

No entanto, o presidente eleito Alberto Fernández pediu a Macri que condene o que considera um golpe de Estado, além de dar abrigo para aqueles que são "perseguidos pelo golpe".

Países que apoiam Evo Morales

A maioria dos países que demostraram seu apoio a Evo Morales definiu o que aconteceu na Bolívia como um golpe de Estado.

México

"É um golpe", disse o chanceler Marcelo Ebrard, "porque o Exército pediu a renúncia do presidente e isso viola a ordem constitucional no país".

Apoiado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, o chanceler mexicano Marcelo Ebrard chamou o que aconteceu na Bolívia de golpe© Governo do México Apoiado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, o chanceler mexicano Marcelo Ebrard chamou o que aconteceu na Bolívia de golpe

O governo mexicano concedeu asilo político ao ex-presidente da Bolívia por considerar que sua vida estava em perigo em seu país.

"Entrou em um terreno que não estava previsto na Constituição", sugeriu o chanceler.

Uruguai

O governo uruguaio expressou em comunicado sua "consternação com o colapso do Estado de direito verificado no Estado Plurinacional da Bolívia, que forçou a saída do poder do presidente Evo Morales e mergulhou o país no caos e na violência".

"O Uruguai considera que não há argumento que possa justificar esses atos, em particular, após o presidente Morales ter anunciado horas antes sua intenção de convocar novas eleições, com base no relatório produzido pela missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos".

Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também falou em golpe, acrescentando que teria sido financiado pelos Estados Unidos.

Evo Morales acusa chefe da Aeronáutica boliviana de tentativa de atentado

  Evo Morales acusa chefe da Aeronáutica boliviana de tentativa de atentado O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, exilado no México, denunciou que está "convencido" de ter sido alvo de um atentado fracassado, no último dia 4 de novembro, quando o helicóptero em que viajava apresentou um problema mecânico e fez um pouso de emergência. "Surpreendentemente, o helicóptero baixou. Eu ainda pensei que foi por um problema, mas agora estou convencido de que foi um ataque", disse Morales, em entrevista realizada pelo presidente equatoriano Rafael Correa para a rede de televisão russa RT, e transmitida nesta sexta-feira (22).

Tema ameaça aprofundar o afastamento político entre o Planalto e o KremlinO governo de Vladimir O presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega boliviano, Evo Morales , cumprimentam-se durante O alerta foi interpretado na diplomacia brasileira como um recado especialmente dirigido a países

Hoje, Evo Morales havia já conovado novas eleições após a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter recomendado a repetição do ato eleitoral por suspeitas de irregularidades no dia 20 de outubro. Dois ministros e o presidente da Assembleia Nacional, Victor Borda, tinham também já

"Se eles acham que vão replicar o fascismo que a direita aplicou na Bolívia, estão muito enganados. Aqui vamos aplicar a lei com firmeza", declarou Maduro em comunicado respaldado pela alta liderança política e militar do chavismo.

Por sua vez, o líder da oposição, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, comemorou o que considerou "brisas" de um "furacão democrático" que estaria se espalhando por toda a região.

Os apoiadores de Evo Morales classificaram a renúncia do presidente boliviano como golpe© Reuters Os apoiadores de Evo Morales classificaram a renúncia do presidente boliviano como golpe

Nicarágua

O país da América Central se expressou em termos semelhantes à Venezuela.

"O governo da Nicarágua denuncia e condena fortemente o golpe de Estado que foi consumado hoje", disse em comunicado.

"Manifestamos nossa rejeição e repúdio às práticas fascistas que ignoram a Constituição, leis e instituições que regem a vida democrática das nações."

Cuba

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, manifestou no Twitter sua "veemente condenação do golpe de Estado" na Bolívia.

https://twitter.com/DiazCanelB/status/1193645915803996160

Rússia

A Rússia, por sua vez, pediu na segunda-feira para "se encontrar uma saída constitucional" para a crise na Bolívia após o que também chamou de "golpe de Estado".

"Preocupa profundamente (...) que a disposição do governo (boliviano) de buscar soluções construtivas baseadas no diálogo tenha sido esmagada pelo desenrolar dos acontecimentos, que seguiram o padrão de um golpe de Estado", afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado.

Na segunda-feira, também foi divulgado que a rede de televisão estatal russa RT ofereceu a Morales uma vaga de apresentador em seu canal em espanhol, no qual Rafael Correa, ex-presidente do Equador, também conta com um espaço há dois anos.

Países que defendem novas eleições e 'transição pacífica'

Um grupo de países da região não se referiu aos fatos que levaram Morales a renunciar à presidência e, na sequência, deixar o país.

Governo interino da Bolívia acusa Morales de sedição e terrorismo

  Governo interino da Bolívia acusa Morales de sedição e terrorismo Governo interino da Bolívia acusa Morales de sedição e terrorismoLA PAZ (Reuters) - O governo interino da Bolívia apresentou uma queixa criminal nesta sexta-feira contra o ex-presidente Evo Morales por suposta sedição e terrorismo, disse o ministro do Interior, num momento em que autoridades começaram a investigar seus aliados, a quem acusam de corrupção e de fomentar tumultos.

Milhares de camponeses bolivianos, armados com paus e machetes, invadiram a cidade de El Alto, vizinha de La Paz, gritando "agora sim, guerra civil".

Mas expressaram a necessidade de realizar novas eleições na Bolívia para garantir uma "transição pacífica".

Peru

O governo peruano emitiu "seus melhores votos pelo rápido restabelecimento da convivência pacífica entre todos os bolivianos, com base no pleno respeito às instituições democráticas, e pela realização de eleições gerais com as devidas garantias de transparência e acompanhamento da Organização dos Estados Americanos e outras instâncias internacionais ".

Colômbia

O governo colombiano convidou "os representantes das instituições do Estado, os diferentes partidos políticos e a sociedade como um todo a trabalhar em conjunto para garantir um processo de transição pacífica, em estrita conformidade com as disposições constitucionais que regem a ordem jurídica".

Muitos países manifestaram a necessidade de realizar novas eleições na Bolívia© Getty Images Muitos países manifestaram a necessidade de realizar novas eleições na Bolívia

Equador

O governo equatoriano manifestou "sua confiança em que a vocação pacífica e democrática do povo boliviano contribuirá para a restauração completa do sistema democrático no âmbito da Constituição e da lei, com a organização de novas eleições, livres e transparentes, convocadas por um tribunal eleitoral renovado e acompanhadas da participação de países amigos, da OEA e de outros mecanismos internacionais ".

Honduras

O país da América Central "se junta aos apelos pelo diálogo para permitir aos diferentes atores da sociedade boliviana, partidos políticos e representantes do Estado trabalharem juntos para alcançar uma transição pacífica seguindo as disposições constitucionais do país".

Espanha

Por meio de comunicado, o governo espanhol fez um apelo a "todos os atores políticos bolivianos a trabalhar por vias institucionais e pacíficas para tornar possível a convocação de novas eleições o mais rápido possível".

"Esta nova convocação, supervisionada pelas novas autoridades eleitorais, alinhadas com as recomendações preliminares da auditoria da OEA, deve permitir o restabelecimento da confiança no processo eleitoral, como um canal de expressão democrática da vontade popular. Esta é a maneira adequada de o país sair da crise atual", completa.

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Governo interino da Bolívia acusa Morales de sedição e terrorismo .
Governo interino da Bolívia acusa Morales de sedição e terrorismoLA PAZ (Reuters) - O governo interino da Bolívia apresentou uma queixa criminal nesta sexta-feira contra o ex-presidente Evo Morales por suposta sedição e terrorismo, disse o ministro do Interior, num momento em que autoridades começaram a investigar seus aliados, a quem acusam de corrupção e de fomentar tumultos.

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