Mundo Presidente interina chega à sede do governo da Bolívia; protestos continuam

17:05  13 novembro  2019
17:05  13 novembro  2019 Fonte:   reuters.com

Evo Morales chega ao México após receber asilo político

  Evo Morales chega ao México após receber asilo político O presidente do Governo em funções, Pedro Sánchez, e o líder de Unidas Podemos, Pablo Iglesias, depois de assinar o pacto. Foto: Andrea Coma | Vídeo: EL PAÍS

A presidente autoproclamada da Bolívia , Jeanine Áñez, chegou nesta quarta-feira (13) à Casa do Governo , no centro de La Paz A presidente interina também deu posse ao novo alto comando militar do país, com Carlos Orellana Centellas nomeado Comandante das Forças Armadas da Bolívia .

A líder interina da Bolívia , Jeanine Áñez, chegou nesta quarta-feira à Casa do Governo , no centro de La Paz, para assumir suas funções depois de se autoproclamar presidente no dia anterior na tentativa de acabar com o vácuo de poder surgido após a renúncia de Evo Morales. Saiba mais.

Membros das Forças Armadas da Bolívia protegem entrada de Palácio Presidencial em La Paz© Reuters/CARLOS GARCIA RAWLINS Membros das Forças Armadas da Bolívia protegem entrada de Palácio Presidencial em La Paz

LA PAZ (Reuters) - A líder interina da Bolívia, Jeanine Áñez, chegou nesta quarta-feira à Casa do Governo, no centro de La Paz, para assumir suas funções depois de se autoproclamar presidente no dia anterior na tentativa de acabar com o vácuo de poder surgido após a renúncia de Evo Morales.

Em meio à crise política desencadeada pela saída de Morales sob pressão das Forças Armadas, os enfrentamentos entre seguidores e opositores do ex-presidente continuavam. Na tarde desta quarta-feira se espera uma grande manifestação convocada por um sindicato de professores da capital boliviana.

Nova líder da Bolívia quer eleição logo; rivais planejam protestos

  Nova líder da Bolívia quer eleição logo; rivais planejam protestos Nova líder da Bolívia quer eleição logo; rivais planejam protestosLA PAZ (Reuters) - A nova presidente interina da Bolívia prometeu nesta quarta-feira realizar uma nova eleição o mais cedo possível e repudiou os atos de "vingança" de apoiadores ressentidos do ex-líder Evo Morales, que renunciou em reação a protestos contra uma eleição questionada.

Presidente interina da Bolívia diz que Morales não poderá ser candidato em próxima eleição"Evo Morales não está habilitado para um quarto mandato A União Europeia (UE) pediu nesta sexta-feira (15) que o governo de transição da Bolívia garanta paz a segurança. A declaração conjunta foi feita

A nova presidente da Bolívia , Jeanine Áñez, prometeu pacificar o país. Ela afirmou também que pretende convocar eleições o quanto antes. Veja ainda: no

Áñez chegou de manhã ao "Palácio Quemado", como é conhecido o edifício presidencial boliviano histórico, que Morales havia deixado de usar por considerá-lo um símbolo do velho poder.

A presidenta interina é questionada pelos partidários de Morales porque a Assembleia Legislativa na qual assumiu a Presidência interinamente não reuniu o quórum necessário devido à ausência dos parlamentares leais ao ex-presidente, que na segunda-feira deixou o país para se asilar no México.

Com a ascensão de Áñez, a oposição pretende preencher o vácuo de poder surgido após a renúncia de Morales, de seu vice-presidente e dos titulares de ambas as câmaras do Congresso.

O líder indígena abandonou o cargo no domingo denunciando um golpe de Estado depois que as Forças Armadas lhe "sugeriram" renunciar em meio aos grandes protestos de opositores que o acusavam de cometer fraude nas eleições de 20 de outubro.

A situação institucional da Bolívia provocou divisões na América Latina entre uma centro-direita que considera que Morales cometeu fraude e devia deixar o poder e uma centro-esquerda que aponta um golpe de Estado contra ele.

Nesta quarta-feira, o governo do presidente Jair Bolsonaro reconheceu Áñez como presidente da Bolívia através de uma mensagem no Twitter.

(Por Mónica Machicao e Daniel Ramos)

Sobe para 32 n° de mortos na Bolívia; Evo Morales denuncia “genocídio” .
O ex-presidente Evo Morales insistiu nesta quarta-feira (20) que a repressão dos protestos na Bolívia é um "genocídio". O número de mortos desde o início da crise após as eleições de 20 de outubro, subiu para 32 pessoas. Ainda nesta quarta-feira, a presidente interina anunciou que convocará ainda hoje novas eleições no país. Os protestos contra a vitória contestada de Evo Morales para um quarto mandato culminaram com o cancelamento das eleições e a renúncia do líder indígena.

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