Mundo: Aliado de Trump é condenado em processo sobre interferência russa - - PressFrom - Brasil

Mundo Aliado de Trump é condenado em processo sobre interferência russa

21:45  15 novembro  2019
21:45  15 novembro  2019 Fonte:   dw.com

Assessora de Pence depõe em inquérito de impeachment de Trump e Bolton não comparece

  Assessora de Pence depõe em inquérito de impeachment de Trump e Bolton não comparece Assessora de Pence depõe em inquérito de impeachment de Trump e Bolton não compareceWASHINGTON (Reuters) - Os comitês do Congresso dos Estados Unidos que conduzem um inquérito de impeachment contra o presidente Donald Trump se reuniram nesta quinta-feira pela primeira vez com uma consultora do vice-presidente Mike Pence, mas o ex-assessor de segurança nacional John Bolton não aceitou o requerimento para comparecer.

Roger Stone foi acusado de mentir ao Congresso sobre sua ligação com o Wikileaks, que vazou e-mails da campanha democrata em 2016, e de manipular testemunha. Sentença será anunciada em fevereiro.

Roger Stone é amigo de longa data do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump© picture-alliance/Zuma/D. Christian Roger Stone é amigo de longa data do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Roger Stone, um aliado e conselheiro de longa data do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado nesta sexta-feira (15/11) num processo decorrente da investigação sobre a suposta ingerência russa na campanha republicana à presidência em 2016. Ele foi considerado culpado pelas sete acusações que enfrentava.

Rússia acusa EUA de perseguir cidadãos depois de Israel extraditar suposto hacker

  Rússia acusa EUA de perseguir cidadãos depois de Israel extraditar suposto hacker Rússia acusa EUA de perseguir cidadãos depois de Israel extraditar suposto hackerO Departamento de Justiça norte-americano disse em um comunicado emitido na terça-feira que Alexei Burkov, de 29 anos, chegou aos EUA e compareceu a um tribunal pela primeira vez graças à cooperação de Israel, onde foi preso em 2015.

Stone, de 67 anos, foi acusado de mentir ao Congresso, manipular uma testemunha e obstruir as investigações parlamentares sobre a campanha do então candidato Trump em 2016. Pelos crimes, Stone pode ser condenado a até 50 anos de prisão. A pena será anunciada em fevereiro.

O processo contra Stone é decorrente da investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller sobre uma suposta ingerência russa nas eleições de 2016. Ele é o sexto assessor ou conselheiro de Trump a ser condenado neste caso.

Stone, que trabalhou até agosto de 2015 na pré-campanha de Trump e depois manteve contato regular com o então candidato, negou irregularidades e alegou que o processo contra ele era político. Durante o julgamento, ele silenciou e seus advogados não convocaram testemunhas de defesa. O aliado do presidente chegou a ser preso em janeiro, mas foi solto pouco tempo depois. Ele poderá aguardar em liberdade o julgamento que determinará a sentença.

"Futuro da Presidência" entra em jogo em audiências de impeachment de Trump

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Segundo a promotoria, Stone atuou como uma ponte entre a campanha de Trump e a plataforma Wikileaks, que divulgou e-mails roubados do Partido Democrata, que prejudicariam a candidata Hilary Clinton, semanas antes das eleições. A investigação de Mueller revelou que Stone tinha contato com a plataforma na época do ataque ao servidor dos democratas em 2016.

A promotoria acusou Stone de mentir em cinco ocasiões ao Congresso sobre suas conversas com o Wikileaks. Ele também teria manipulado uma testemunha convocada pelos parlamentares para falar sobre o caso.

No julgamento, entre as testemunhas de acusação estava Steve Bannon, que coordenou a campanha de Trump e admitiu que via o réu como um possível intermediário do acesso ao Wikileaks. O extremista de direita e outras testemunhas disseram que acreditavam que Stone tinha informações privilegiadas sobre quando a plataforma poderia divulgar mais e-mails que prejudicariam Hilary.

Com prova das acusações, os promotores mostraram mensagens de texto e e-mails escritos pelo réu que contradiziam o depoimento que ele deu ao Congresso e revelavam a ameaça a uma testemunha.

Após o fim do julgamento, Trump foi ao Twitter para criticar a decisão que condenou seu amigo. O presidente acusou a Justiça americana de ter "dupla moral" ao ignorar supostas "mentiras" de seus adversários, citando Hilary, o ex-diretor do FBI James Comey e o procurador especial Robert Mueller.

"Eles não mentiram? Uma dupla moral como essa nunca se havia visto antes na história deste país", escreveu Trump.

CN/ap/rtr/efe

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