Mundo ONU denuncia o uso desproporcional da força na Bolívia

20:40  16 novembro  2019
20:40  16 novembro  2019 Fonte:   brasil.rfi.fr

México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"

  México denuncia México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador não reconhecerá um governo de caráter militar na Bolívia.

ONU denuncia uso " desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" no país. O representante da Defensoria do Povo da Bolívia em Cochabamba, Nelson Cox, disse que todos os mortos eram plantadores de coca que apoiavam o presidente deposto Evo Morales.

com denúncias de uso excessivo de força pelas forças de segurança contra manifestantes, nos recentes protestos pós-eleitorais na Bolívia . Os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia , citados pela AFP, indicam que, com 99,81 por cento dos votos contados, Evo.

  ONU denuncia o uso desproporcional da força na Bolívia © STR / AFP

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, denunciou neste sábado (16) "o uso inútil e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" na Bolívia. Ela lembrou que 17 pessoas morreram desde o início de contestação no país, 14 delas apenas nos últimos seis dias, após a renúncia e o exílio do ex-presidente Evo Morales no México.

O uso excessivo de força "é extremamente perigoso" e pode levar a uma degradação da situação, acrescentou Michelle Bachelet em comunicado. A Alta Comissária da ONU condenou todas as mortes, mas ressaltou que as primeiras pessoas foram vítimas de confrontos violentos entre manifestantes rivais. “As mortes mais recentes parecem ser resultado” da ação da polícia e do Exército, criticou.

Morales diz que pode voltar para a Bolívia se o povo pedir

  Morales diz que pode voltar para a Bolívia se o povo pedir O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, que se exilou no México após ter renunciado, afirmou que poderia voltar para seu país se seus compatriotas pedirem. Ele também acusou a Organização dos Estados Americanos (OEA) de ter contribuído com sua saída do poder, que ele qualifica de "golpe de Estado”. Apesar de ter aceitado a oferta de exílio da parte do governo mexicano, Morales não descarta a hipótese de voltar para seu país. "Se meu povo pedir,Apesar de ter aceitado a oferta de exílio da parte do governo mexicano, Morales não descarta a hipótese de voltar para seu país.

O uso excessivo de força “é extremamente perigoso” e pode levar a uma degradação da situação, acrescentou Bachelet em um comunicado. “ As mortes mais recentes parecem ser resultado” da ação da polícia e do Exército, criticou a comissária da ONU , segundo o site UOL.

"Vítimas e testemunhas denunciaram o uso repetido pelas forças de segurança de gás lacrimogêneo e pellets disparados a curta distância contra os manifestantes", causando centenas de feridos e O Força Popular, principal partido político de oposição liderado por Keiko Fujimori, foi incorporado às

“O país está dividido”, lamentou. A ex-presidente chilena pediu às autoridades bolivianas que ajam “cuidadosamente”, respeitando as normas internacionais e os direitos humanos, para evitar que a situação se deteriore. Ela também denunciou detenções em massa, afirmando que 600 pessoas foram presas no país desde 21 de outubro. Bachelet pediu a abertura de uma “investigação rápida, imparcial, transparente e completa”.

Partidários de Morales assassinados

Os protestos que sacodem a Bolívia desde o dia seguinte às contestadas eleições presidenciais de 20 de outubro já deixaram, além dos 17 mortos, mais de 400 feridos. As últimas vítimas foram registradas na sexta-feira (15) em Cochabamba (centro do país), reduto eleitoral de Evo Morales. Cinco cocaleiros leais ao ex-presidente morreram em violentos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança.

ONU contra uso excessivo da força policial na Bolívia

  ONU contra uso excessivo da força policial na Bolívia Segundo adiantou Michele Bachelet, que foi presidente do Chile entre 2014 e 2018, em comunicado, o uso excessivo da força pelas forças de segurança bolivianas "é extremamente perigoso"Segundo adiantou Michele Bachelet, que foi presidente do Chile entre 2014 e 2018, em comunicado, o uso excessivo da força pelas forças de segurança bolivianas "é extremamente perigoso" e poderá conduzir a uma "situação degenerativa".

O uso excessivo de força “é extremamente perigoso” e pode levar a uma degradação da situação, acrescentou Michelle Bachelet em comunicado. Os protestos que sacodem a Bolívia desde o dia seguinte às contestadas eleições presidenciais de 20 de outubro já deixaram, além dos 17 mortos

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) confirmou as mortes e também denunciou em um comunicado o "uso desproporcional da força policial e militar", que usa armas de fogo para reprimir os protestos. A CIDH destacou que a violência policial em Cochabamba deixou ainda um “número indeterminado de feridos”.

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, ameaça levar Morales à justiça se ele voltar à Bolívia. Ela declarou nesta sexta-feira que o ex-presidente Evo Morales pode voltar ao país de seu exílio no México, mas, se o fizer, terá que responder “por irregularidades nas eleições de outubro” e por “ denúncias de corrupção".

Sobe para 32 n° de mortos na Bolívia; Evo Morales denuncia “genocídio” .
O ex-presidente Evo Morales insistiu nesta quarta-feira (20) que a repressão dos protestos na Bolívia é um "genocídio". O número de mortos desde o início da crise após as eleições de 20 de outubro, subiu para 32 pessoas. Ainda nesta quarta-feira, a presidente interina anunciou que convocará ainda hoje novas eleições no país. Os protestos contra a vitória contestada de Evo Morales para um quarto mandato culminaram com o cancelamento das eleições e a renúncia do líder indígena.

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