Mundo Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia

20:55  17 novembro  2019
20:55  17 novembro  2019 Fonte:   brasil.rfi.fr

'OEA também é responsável pelo golpe de Estado', diz Evo Morales em entrevista à BBC News

  'OEA também é responsável pelo golpe de Estado', diz Evo Morales em entrevista à BBC News No México, onde recebeu asilo político após renunciar à presidência da Bolívia, Evo Morales afirma que uma ditadura foi instalada no país, nega acusações de fraude eleitoral e reforça que concordou com novas eleições. Relatório da OEA que apontava irregularidades no pleito que o elegeu para um quarto mandato precedeu exigência de militares de que Evo deixasse o cargo e tomada de poder pela oposição.Comenta que manteve seu velho hábito de levantar-se de madrugada desde que chegou ao México como asilado político, depois de renunciar à Presidência da Bolívia e denunciar um golpe de Estado no país, na semana passada.

" O diálogo é a maneira apropriada de superar as diferenças entre os bolivianos", disse o secretário-geral da Conferência Episcopal Boliviana, Aurelio Pesoa, em uma coletiva de imprensa, na qual considerou Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia .

Juan Evo Morales Ayma (Orinoca, 26 de outubro de 1959), é um político boliviano. Foi presidente da Bolívia por três mandatos consecutivos, de 2006 a 2019. Líder sindical dos cocaleros - agricultores que cultivam a planta da Coca, cuja folha é utilizada em chás, mascada

  Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia © Marie Normand / RFI

Em quase um mês, a crise de crise social já deixou 23 mortos na Bolívia. O novo balanço de vítimas foi publicado neste domingo pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Um integrante do Comité Nacional de Defesa da Democracia (Conade) da Bolívia, entrevistado pela RFI, atribui ao partido Movimento ao Socialismo (MAS) do ex-presidente Evo Morales as dificuldades para o diálogo de paz na Bolívia.

Rolando Villena, ex-defensor do povo e integrante do Conade, tenta iniciar o diálogo entre o governo provisório e o MAS. O comité participou do movimento, ao lado da oposição ao ex-presidente, pela renúncia de Morales após sua questionada vitória a um quarto mandato, nas eleições de 20 de outubro. O Conade tem o apoio da Conferência dos Bispos do país, mas Villena não está otimista com as negociações visando superar a atual polarização boliviana.

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  5 pontos-chave que explicam a renúncia de Evo Morales à Presidência da Bolívia Após quase 14 anos no poder, presidente deixa o cargo em meio a protestos por suspeita de fraude nas eleições de outubro, que haviam dado a ele um novo mandato."Houve um golpe civil, político e policial", afirmou o presidente durante o pronunciamento em rede nacional no qual anunciou sua renúncia no domingo.

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Avaliação de desempenho refere-se a um mecanismo ou ferramenta que busca conhecer e medir o desempenho dos indivíduos na organização, estabelecendo uma comparação entre o desempenho esperado e o apresentado por esses indivíduos.

Segundo ele, “existe uma vontade de aproximação, mas não há ainda condições para o diálogo. Dentro do próprio partido MAS de Evo Morales há posições divergentes. Tem gente que aceita finalmente que o ex-presidente não volte e aceita a nova presidente interina; e tem os que não aceitam e dizem que Morales tem que voltar. Não vamos desistir, mas temos que ser realistas. É necessário haver uma verdadeira vontade política e hoje, não podemos falar em pacificação.”

CIDH denuncia decreto do governo interino

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciou como "grave" um decreto do governo interino que autoriza os militares a controlar a ordem pública, ao mesmo tempo que isenta os oficiais de responsabilidades penais. A CIDH revisou de cinco para nove o número de mortos nos confrontos entre camponeses e forças do exército e da polícia na sexta-feira (15), na cidade rural de Cochabamba. O balanço da comissão coincide com o da Defensoria do Povo de Cochabamba, mas diverge dos números do governo. La Paz mantém em cinco o número partidários de Morales mortos na sexta-feira.

Como Evo Morales perdeu o apoio do Exército e dos sindicatos na Bolívia

  Como Evo Morales perdeu o apoio do Exército e dos sindicatos na Bolívia Insistência em quarto mandato e existência de setores que 'viraram as costas' para o presidente ajudam a explicar a renúncia deste domingo, segundo analistas e pessoas próximas ao governo.Com o tempo, o crescimento econômico e a queda nos índices de pobreza contribuíram para que Morales, que tinha sido eleito com quase 54% dos votos, tivesse mais de 60% nas seguintes votações de suas reeleições em 2009 e em 2014.

As eleições gerais da Bolívia de 2019 foram realizadas em 20 de outubro de 2019, e reelegeram o presidente boliviano Evo Morales . Mais 130 deputados e 36 senadores também foram eleitos para o período de governo 2020-2025.

Nos julgados de paz a tramitação processual é simplificada, podendo mesmo as partes apresentar as peças processuais oralmente. Ao contrário de um juiz ou de um árbitro, o mediador não tem poder de decisão, pelo que não impõe qualquer deliberação ou sentença.

O ex-presidente boliviano, exilado no México desde terça-feira (11), foi mais duro em sua critica contra o decreto que “blinda os militares”. No Twitter, ele escreveu que o texto "é uma carta branca de impunidade para massacrar o povo".

O ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, se defendeu dizendo que o dispositivo “não é uma licença para matar". Elle "é um elemento dissuasivo. O que o governo pretende é evitar o confronto, que aconteçam mais mortes", disse Justiniano.

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, denunciou no sábado (16) "o uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" que pode levar a situação na Bolívia a "sair do controle".

Neste final de semana, o enviado da ONU ao pais, Jean Arnault, começou a entrar em contato com autoridades do governo interino de Jeanine Áñez e organizações sociais para tentar restaurar a paz na Bolívia, agravada após a renúncia do ex-presidente Evo Morales no domingo (10) da semana passada. As manifestações de apoio a Morales continuam.

Senadora da oposição se declara presidente da Bolívia .
Após parlamentares da sigla de Evo Morales faltarem sessão para resolver vácuo de poder, Jeanine Áñez assume comando do país interinamente e promete convocar novas eleições. Tribunal Constitucional dá aval para manobra. © picture-alliance/dpa/J. Karita Añez é a segunda mulher a assumir a presidência da Bolívia A senadora da oposição Jeanine Áñez se declarou nesta terça-feira (12/11) presidente interina da Bolívia numa sessão no Parlamento que não contou com a presença dos representantes do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do agora ex-presidente boliviano Evo Morales, que renunciou há dois dias.

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