Mundo: Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia - - PressFrom - Brasil

Mundo Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia

20:55  17 novembro  2019
20:55  17 novembro  2019 Fonte:   brasil.rfi.fr

Rússia acusa oposição da Bolívia de desencadear onda de violência

  Rússia acusa oposição da Bolívia de desencadear onda de violência Rússia acusa oposição da Bolívia de desencadear onda de violênciaO presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou sua renúncia no domingo para reduzir a violência que atinge seu país desde o resultado polêmico da mais recente eleição, embora dizendo que fora vítima de um "golpe" e que enfrentava uma possível prisão tenha intensificado o receio de conflitos ainda maiores.

As ruas de La Paz são palco de manifestações de partidários de Morales , que não reconhecem o governo provisório e exigem a restituição do mandatário indígena, que renunciou sob pressão de protestos opositores e a pedido das forças armadas, após acusações de irregularidades nas eleições

- Reclamação por atividade de Morales -Áñez anunciou que apresentará uma queixa diplomática ao México por permitir atos políticos de Morales . " A violência atenta contra a vida e a paz social", escreveu no Twitter Morales , que renunciou pela pressão das Forças Armadas em meio a violentos

  Mediador atribui a partido de Morales dificuldades para diálogo de paz na Bolívia © Marie Normand / RFI

Em quase um mês, a crise de crise social já deixou 23 mortos na Bolívia. O novo balanço de vítimas foi publicado neste domingo pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Um integrante do Comité Nacional de Defesa da Democracia (Conade) da Bolívia, entrevistado pela RFI, atribui ao partido Movimento ao Socialismo (MAS) do ex-presidente Evo Morales as dificuldades para o diálogo de paz na Bolívia.

Rolando Villena, ex-defensor do povo e integrante do Conade, tenta iniciar o diálogo entre o governo provisório e o MAS. O comité participou do movimento, ao lado da oposição ao ex-presidente, pela renúncia de Morales após sua questionada vitória a um quarto mandato, nas eleições de 20 de outubro. O Conade tem o apoio da Conferência dos Bispos do país, mas Villena não está otimista com as negociações visando superar a atual polarização boliviana.

Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra Morales

  Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra Morales Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra MoralesMorales, que renunciou no domingo em meio a conflitos resultantes da polêmica eleição de 20 de outubro, denunciara anteriormente no Twitter o que chamou de mandado policial "ilegal" para sua prisão, alegando que "grupos violentos" atacaram sua casa.

As ruas de La Paz são palco de manifestações de partidários de Morales , que não reconhecem o governo provisório e exigem a restituição do mandatário indígena, que renunciou sob pressão de protestos opositores e a pedido das forças armadas, após acusações de irregularidades nas eleições

Morales afirmou afirmou que 'conluio racista foi responsável por golpe de Estado'. " A bancada (do Movimento ao Socialismo, partido de Evo) está unida. "Chegará à Bolívia com diálogo , com participação das Nações Unidas, da Igreja Católica, dos países voluntários como mediadores ."

Segundo ele, “existe uma vontade de aproximação, mas não há ainda condições para o diálogo. Dentro do próprio partido MAS de Evo Morales há posições divergentes. Tem gente que aceita finalmente que o ex-presidente não volte e aceita a nova presidente interina; e tem os que não aceitam e dizem que Morales tem que voltar. Não vamos desistir, mas temos que ser realistas. É necessário haver uma verdadeira vontade política e hoje, não podemos falar em pacificação.”

CIDH denuncia decreto do governo interino

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciou como "grave" um decreto do governo interino que autoriza os militares a controlar a ordem pública, ao mesmo tempo que isenta os oficiais de responsabilidades penais. A CIDH revisou de cinco para nove o número de mortos nos confrontos entre camponeses e forças do exército e da polícia na sexta-feira (15), na cidade rural de Cochabamba. O balanço da comissão coincide com o da Defensoria do Povo de Cochabamba, mas diverge dos números do governo. La Paz mantém em cinco o número partidários de Morales mortos na sexta-feira.

México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"

  México denuncia México denuncia "golpe" na Bolívia e reconhece Morales como presidente "legítimo"O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador não reconhecerá um governo de caráter militar na Bolívia.

- Reclamação por atividade de Morales -Áñez anunciou que apresentará uma queixa diplomática ao México por permitir atos políticos de Morales . " A violência atenta contra a vida e a paz social", escreveu no Twitter Morales , que renunciou pela pressão das Forças Armadas em meio a violentos

Morales , primeiro presidente de origem indígena e que governou a Bolívia por cerca de 14 anos, renunciou ao cargo no domingo, após perder o O Paraguai tem uma tradição secular de asilo. O presidente citou entre seus beneficiários os ex-presidentes argentinos Domingo Faustino Sarmiento e

O ex-presidente boliviano, exilado no México desde terça-feira (11), foi mais duro em sua critica contra o decreto que “blinda os militares”. No Twitter, ele escreveu que o texto "é uma carta branca de impunidade para massacrar o povo".

O ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, se defendeu dizendo que o dispositivo “não é uma licença para matar". Elle "é um elemento dissuasivo. O que o governo pretende é evitar o confronto, que aconteçam mais mortes", disse Justiniano.

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, denunciou no sábado (16) "o uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" que pode levar a situação na Bolívia a "sair do controle".

Neste final de semana, o enviado da ONU ao pais, Jean Arnault, começou a entrar em contato com autoridades do governo interino de Jeanine Áñez e organizações sociais para tentar restaurar a paz na Bolívia, agravada após a renúncia do ex-presidente Evo Morales no domingo (10) da semana passada. As manifestações de apoio a Morales continuam.

Igreja Católica pede abertura de diálogo na Bolívia .
A Igreja Católica pediu, nesta segunda-feira (18), a abertura de um diálogo para encerrar a crise social na Bolívia, que se tornou mais violenta após a renúncia do ex-presidente Evo Morales. Pelo menos 23 pessoas já morreram nos confrontos entre os manifestantes e a polícia. Os bispos bolivianos, em coordenação com a União Europeia e as Nações Unidas, pediram ao governo, partidos políticos e representantes da sociedade civil que iniciem um diálogo a partir desta segunda-feira para pacificar o país.

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