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Mundo Escritório de direitos humanos da ONU diz que assentamentos israelenses continuam sendo ilegais

18:28  19 novembro  2019
18:28  19 novembro  2019 Fonte:   reuters.com

Por que a decisão americana de não considerar mais ilegais os assentamentos de Israel na Cisjordânia é tão controvertida

  Por que a decisão americana de não considerar mais ilegais os assentamentos de Israel na Cisjordânia é tão controvertida Governo Trump muda posição americana, em decisão que foi elogiada por Netanyahu e criticada por lideranças árabes; entenda por que essas comunidades estão no centro das discussões israelo-palestinas.Nesta segunda-feira (18/11), o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os Estados Unidos não consideram mais "o estabelecimento de assentamentos civis israelenses na Cisjordânia" seja, por si só, "inconsistente com a lei internacional" e que o status da Cisjordânia deve ser negociado entre os povos — medida que foi elogiada pelo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e criticada por lideranças árabes.

União Europeia reitera que assentamentos continuam sendo ilegais e dificultam a paz na região. O governo dos Estados Unidos retirou nesta segunda-f. " O estabelecimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia não é em si incompatível com o direito internacional", disse o secretário

União Europeia reitera que assentamentos continuam sendo ilegais e dificultam a paz na região. " O estabelecimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia não é em si incompatível com o direito internacional", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista coletiva.

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, visita assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada© Reuters/MENAHEM KAHANA Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, visita assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O escritório de direitos humanos da ONU afirmou nesta terça-feira que os assentamentos israelenses no território palestino ocupado continuam violando o direito internacional, rejeitando a nova posição do governo dos Estados Unidos, que passou a apoiá-los.

Na segunda-feira, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, abandonou a posição de quatro décadas dos EUA de que os assentamentos, construídos em terras que Israel capturou na Guerra do Oriente Médio em 1967, são inconsistentes com o direito internacional.

Para os EUA, assentamentos de Israel na Cisjordânia não ferem o direito internacional

  Para os EUA, assentamentos de Israel na Cisjordânia não ferem o direito internacional Os Estados Unidos não consideram mais os assentamentos israelenses na Cisjordânia contrários ao Direito Internacional. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18) pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante uma coletiva de imprensa. As ocupações são consideradas ilegais pela ONU (Organização das Nações Unidas) e grande parte da comunidade internacional. “Depois de examinar todos os argumentos desse debate jurídico, a administração Trump conclui que a criação de assentamento civis israelense não é contrária ao direito internacional”, disse Pompeo.

União Europeia reitera que assentamentos continuam sendo ilegais e dificultam a paz na região. O governo dos Estados Unidos retirou nesta segunda-f. " O estabelecimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia não é em si incompatível com o direito internacional", disse o secretário

A resolução da ONU de 2016 dizia que os assentamentos 'não tinham validade legal e O destino dos assentamentos é um dos temas mais sensíveis para israelenses e palestinos, e desavenças Assentamento israelense na Cisjordânia; palestinos dizem que existência dessas comunidades

"Continuamos a seguir a posição de longa data da ONU de que os assentamentos israelenses violam o direito internacional", disse o porta-voz dos direitos humanos da ONU, Rupert Colville, em entrevista coletiva.

"Uma mudança na posição política de um Estado não modifica o direito internacional existente nem sua interpretação pelo Tribunal Internacional de Justiça e pelo Conselho de Segurança", disse.

O Tribunal Internacional de Justiça, em um parecer consultivo emitido em 2004, disse que os assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, foram estabelecidos em violação ao direito internacional.

A Quarta Convenção de Genebra de 1949 --que Estados Unidos e Israel ratificaram-- estabelece que uma potência ocupante não deve transferir partes de sua própria população civil para o território que ocupa, disse o porta-voz.

Grupos ativistas não governamentais também rejeitaram a nova postura do governo norte-americano, anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

"Isso não muda nada. O presidente Trump não pode varrer décadas de leis internacionais estabelecidas de que assentamentos são um crime de guerra", disse Andrea Prasow, diretora interina da Human Rights Watch em Washington.

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