Mundo Tiro que matou a menina Ágatha partiu de PM “sob forte tensão”, diz inquérito

21:57  19 novembro  2019
21:57  19 novembro  2019 Fonte:   brasil.elpais.com

Governo constrói consensos; Bolsonaro, não, diz Simone Tebet

  Governo constrói consensos; Bolsonaro, não, diz Simone Tebet Governo constrói consensos; Bolsonaro, não, diz Simone Tebet“O problema é quando o presidente, de vez em quando, resolve tuitar, né? Aí a gente fica numa situação 1 pouco mais delicada. Usa as redes sociais e às vezes cria 1 ruído, vamos dizer assim, nessa comunicação com o Congresso Nacional”.

O tiro que atingiu — e matou — a menina Ágatha Félix na noite do dia 20 de setembro partiu de um policial militar lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Fazendinha, no Complexo de Favelas do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Esta é a principal conclusão do inquérito da

Ághata faz parte de um grupo de seis crianças que morreram vítimas de bala perdida neste ano. Na semana passada, Ketellen Umbelino de Oliveira Até agora, apenas o inquérito sobre Ágatha foi concluído. PMs tentaram pegar projétil, diz revista. Em outubro, a revista Veja divulgou que policiais

Vanessa Francisco Sales leva uma boneca que foi de sua filha, Ágatha Félix. Está de mãos dadas com Adegilson Félix, seu marido e pai da menina, durante o velório.  © SILVIA IZQUIERDO (AP) Vanessa Francisco Sales leva uma boneca que foi de sua filha, Ágatha Félix. Está de mãos dadas com Adegilson Félix, seu marido e pai da menina, durante o velório.

O tiro que atingiu — e matou — a menina Ágatha Félix na noite do dia 20 de setembro partiu de um policial militar lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Fazendinha, no Complexo de Favelas do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Esta é a principal conclusão do inquérito da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que indiciou o PM por homicídio doloso, segundo confirmou a corporação por meio de nota. Está previsto que o Ministério Público Estadual receba ainda nesta terça-feira o documento. Caberá ao organismo decidir se pede a abertura de um processo criminal contra o agente ou o arquivamento do inquérito.

Núcleo 'familiar astrológico' do governo Bolsonaro pode prejudicar economia, diz Eduardo Gianetti

  Núcleo 'familiar astrológico' do governo Bolsonaro pode prejudicar economia, diz Eduardo Gianetti Núcleo 'familiar astrológico' do governo Bolsonaro pode prejudicar economia, diz Eduardo Gianetti"A área econômica não devia se omitir em relação a isso", afirmou Gianetti, PhD em Economia pela Universidade de Cambridge, ex-professor da USP e do Insper, em entrevista à BBC News Brasil.

O tiro que matou a menina Ághata Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão há dois meses, partiu da arma de um cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A informação consta do inquérito da Polícia Civil sobre o caso, que deve ser enviado nesta terça-feira 19 à Justiça. De acordo com o documento

O inquérito teve como base depoimentos de testemunhas, de policiais militares em serviço que Ágatha foi uma das seis crianças mortas por tiros no Rio de Janeiro neste ano. O tio de Ágatha A PM disse ainda que está dando apoio à investigação da Polícia Civil e que apura a ocorrência por

As investigações se encontram sob sigilo. Mas, de acordo com a Polícia Civil, as apurações apontam que "houve erro de execução" do policial, que "tentara atingir dois ocupantes de uma moto que passava pelo local".  Mas o projétil ricocheteou e acabou atingindo e tirando a vida da pequena Ágatha, que tinha apenas oito anos. Ela estava dentro de uma Kombi voltando para sua casa, ao lado da mãe. A menina chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos. A família da menina reclama da falta de acesso ao inquérito e garante que só ficou sabendo do indiciamento do agente pela imprensa nesta terça-feira. Já a Delegacia de Homicídios afirma ter notificado os familiares na noite de segunda.

Ciro Gomes: “Meu pescoço já valia ouro, agora vale muito mais”

  Ciro Gomes: “Meu pescoço já valia ouro, agora vale muito mais” Ciro Gomes: “Meu pescoço já valia ouro, agora vale muito mais”Mas Ciro tem urgência para um momento de “combustão” brasileira. Em São Paulo, bate cartão de 15 em 15 dias. Nesta terça, esteve na redação do EL PAÍS para uma conversa de duas horas e meia. Quando a entrevista caminha para o final, o fotógrafo Fernando Cavalcanti, que acompanha o encontro, se atreve a provocar Ciro num momento de descontração: “O senhor tem inveja do Lula?”. “Eu? Nenhuma”, responde ele, sem titubear. “Por que teria inveja de um cara preso e condenado? Eles esculhambam o carteiro para não ler a carta”, diz Ciro.

Ágatha retornava para casa de Kombi com a mãe, no Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, quando foi atingida. Inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro aponta que partiu da arma de um cabo da Polícia Militar o disparo que matou a Ágatha Vitória Sales Félix, 8 anos, no dia 20 de

RIO DE JANEIRO - O tiro que matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos, partiu da arma de um policial militar, segundo inquérito concluído pela O resultado dessa perícia aponta que houve erro de execução por parte do PM . Segundo as investigações, o policial tentou atingir dois traficantes que

De acordo com as revelações do jornal O Globo, os homens na motocicleta estavam fugindo de uma blitz. O rapaz que estava na garupa levava uma esquadria de janela feita de alumínio, mas que foi confundida com uma arma por um agente sob "forte tensão", segundo o relato de testemunhas que constam no inquérito. O transtorno do policial se devia ao fato de que um colega morrera três dias antes. O agente chegou a participar da reconstituição da morte de Ágatha no dia 1 de outubro. E, segundo afirmou uma fonte da investigação ao jornal O Globo, se encontra "muito mal e diz o tempo todo que não queria ter acertado a menina". O Pacote Anticrime enviado ao Congresso pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, prevê que os agentes que aleguem "escusável medo, surpresa ou violenta emoção" após matar podem ficar sem nenhuma punição, cumprindo a promessa do presidente Jair Bolsonaro de ampliar o chamado excludente de ilicitude. Essa parte foi excluída do projeto pelos deputados na Comissão de Segurança Pública da Câmara logo após a morte de Ágatha, mas poderá ser incluída novamente no plenário.

Pelo Twitter, Witzel culpa governo federal pela morte da menina Ketellen no Rio

  Pelo Twitter, Witzel culpa governo federal pela morte da menina Ketellen no Rio Governador do Rio se eximiu do caso. Flavio Bolsonaro e Moro rebateram“Impedir a entrada de drogas e armas no país é responsabilidade do Governo Federal. A falta de combatividade, em nível federal, do tráfico de drogas e armas, acaba alimentando essa guerra insana que existe nos Estados”, escreveu Witzel.

Segundo um inquérito aberto pela Delegacia de Homicídios da Capital, o tiro que matou a menina Ágatha Felix, de 8 anos, em setembro, no Rio, partiu da arma de um cabo da PM . De acordo com O Globo, a investigação aponta que houve um “erro de execução” por parte do agente, que fez um

Caso Ághata: Tiro que matou a menina no Rio partiu de PM , conclui inquérito . Ághata faz parte de um grupo de seis crianças que morreram vítimas de bala perdida neste ano. Na semana passada, Ketellen Umbelino de Oliveira Gomes, 5, morreu em Realengo, na zona oeste, quando ia de bicicleta

Testemunhas já asseguravam logo depois do ocorrido que não houve tiroteio entre traficantes e policiais no momento do crime, ao contrário do que afirmara a Polícia Militar. Na ocasião, a corporação emitiu uma nota afirmando que equipes policiais foram atacadas por criminosos em diversas localidades e de forma simultânea. No início de outubro, quando a Polícia Civil fazia a reconstituição da morte da menina, os agentes que estavam no local apresentaram uma outra versão: a de que um homem que estava na garupa de uma moto havia passado atirando, motivo pelo qual revidaram. Além disso, entre 10 e 20 policiais invadiram o hospital Getúlio Vargas, para onde a garota tinha sido levada, e tentaram persuadir os médicos a entregarem o projétil tirado de seu corpo, segundo informou a revista Veja no início de outubro.

Ainda de acordo com o jornal carioca, um relatório do Instituto de Criminalista Carlos Éboli entregue à Delegacia de Homicídios da Capital — chefiada pelo delegado Danilo Rosa e também responsável pelo caso Marielle Franco — concluiu que um fragmento de projétil encontrado no corpo de Ágatha apresenta ranhuras idênticas à do cano de fuzil utilizado pela Polícia Militar. Por sua vez, a Polícia Civil afirmou que o inquérito "tomou como base depoimentos de testemunhas, de policiais militares em serviço na Unidade de Polícia Pacificadora da região, que estavam no local do crime, diversas perícias e o laudo da reprodução simulada, realizada em 1 de outubro". Segundo o delegado Marcus Drucker, que conduziu o inquérito, "a perícia apontou que o projétil se partiu em um poste, e um fragmento ainda bateu na tampa do motor da Kombi antes de atingir a vítima".

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  Salles: esquerda usa vazamento de óleo para tirar ‘lasquinha’ na eleição Salles: esquerda usa vazamento de óleo para tirar ‘lasquinha’ na eleição“Todas as tentativas de politizar o debate foram rechaçadas por nós imediatamente. Tanto pelo presidente, pelos ministros e pelos órgãos federais”. Os governos da região são, em geral, de partidos políticos adversários de Bolsonaro. O militar foi eleito pelo PSL com 57,8 milhões de votos (55,13%) em todo o país. Conseguiu 8,8 milhões (30,3%) nos 9 Estados nordestinos, contra 20,3 milhões (69,7%) do petista Fernando Haddad. Atualmente o presidente cogita a criação de 1 partido para que seus aliados possam disputar a eleição de 2020.

Os pais da menina Ágatha foram ouvidos pela polícia do Rio de Janeiro acompanhados de representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB e parentes.

Tiro que matou a menina Ágatha partiu de PM “ sob forte tensão ”, diz inquérito . A estatística sobre a predominância de policiais negros entre os mortos nas forças públicas dialoga com outra realidade brasileira: jovens negros são as maiores vítimas de ações da PM .

Os investigadores pediram o afastamento do policial e a proibição de contato com testemunhas que não sejam policiais militares. Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Polícia Militar do Rio garante que está dando "o apoio necessário" à Delegacia de Homicídios, enquanto que "em paralelo segue a apuração interna através do Inquérito Policial Militar". Também esclareceu que o suspeito de ter efetuado o disparo "está afastado de suas atividades nas ruas" — mas se encontra em liberdade — e reforçou sua solidariedade à família de Ágatha.

O governador Wilson Witzel (PSC) ainda não se pronunciou sobre o trabalho da Polícia Civil. Em seu Twitter, limitou-se a parabenizar, às 14h32, a Polícia Militar por uma apreensão de drogas no Complexo da Maré. Em outubro, diante da notícia de que agentes invadiram o hospital para recolher o projétil, chegou a tuitar: "Minha posição é firme: tudo será apurado com rigor. Os fatos, se comprovados, são inadmissíveis. Os culpados serão punidos". Eleito prometendo atirar "na cabecinha de criminosos", sua política de segurança, marcada por um endurecimento tanto retórico como operacional, vem recebendo duras críticas de movimentos sociais e especialistas por estimular a violência policial e acabar com a vida de centenas de pessoas, sejam elas criminosas ou não. O Rio tornou-se epicentro da violência estatal no Brasil, com recordes de ocorrências mês a mês: entre janeiro e setembro deste ano, 1.402 pessoas foram mortas "por intervenção de agente do Estado", segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), autarquia vinculada à administração estadual. Essa cifra representa mais de 30% de toda a letalidade violenta do Estado.

Esses números, mesmo altos, se referem apenas aos casos em que o policial assume ter matado uma pessoa e registra sua versão em Boletim de Ocorrência, alegando sempre troca de tiro ou legítima defesa. Os dados não consideram as execuções cometidas por agentes que agem nas sombras ou por milícias, formadas majoritariamente por policiais e bombeiros da ativa ou da reserva. Nesses casos, as mortes são registradas apenas como homicídios, mesmo quando as suspeitas apontam para a polícia desde o início das investigações. Como no caso Ágatha. Com as conclusões da Polícia Civil, tudo indica que a menina foi, sim, mais uma vítima inocente do Estado. Cabe agora ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Justiça do Rio decidir se denunciam o agente da PM e abrem um processo criminal.

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