Mundo: Por que depoimento de embaixador é o mais comprometedor até agora no impeachment de Trump - - PressFrom - Brasil

Mundo Por que depoimento de embaixador é o mais comprometedor até agora no impeachment de Trump

23:07  20 novembro  2019
23:07  20 novembro  2019 Fonte:   bbc.com

As audiências públicas que prometem paralisar os Estados Unidos

  As audiências públicas que prometem paralisar os Estados Unidos Nesta quarta-feira, testemunhas do processo de impeachment contra Trump serão ouvidas publicamente pela primeira vez. Transmissão ao vivo na TV não agrada em nada ao presidente, mas promete ser foco das atenções no país. © Getty Images/P. Smith Para especialista, depoimentos deverão influenciar eleição presidencial americana de 2020 Donald Trump está irritado. O presidente dos Estados Unidos é o foco das audiências que podem levar ao seu impeachment. Até então, esses depoimentos eram feitos a portas fechadas no Congresso, mas, a partir desta quarta-feira (13/11), as testemunhas serão ouvidas em frente às câmeras de TV.

Pelosi sugeriu "que eu testemunhe sobre o falso Impeachment de Caça às Bruxas. Ainda não está claro que tipo de depoimento o presidente tem em mente. A equipe que defende O órgão investiga a suspeita de que Trump pressionou a Ucrânia para coletar informações comprometedoras sobre o

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , disse hoje que poderia prestar depoimento em seu processo de impeachment "ainda que não tenha feito nada errado", embora ainda não tenha sido convocado publicamente pelos democratas que lideram a investigação.

'Havia uma orientação expressa do presidente', disse Sondland diante do Congresso© Reuters 'Havia uma orientação expressa do presidente', disse Sondland diante do Congresso

No mais comprometedor depoimento dado em público no processo de impeachment contra o presidente americano Donald Trump, o embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, afirmou na quarta-feira (20/11) aos parlamentares que pressionou a Ucrânia por investigações contra o democrata Joe Biden e seu filho Hunter, por ordem do presidente.

"Havia uma orientação expressa do presidente", disse Sondland, para que ele trabalhasse junto ao advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, e seguisse as ordens de Giuliani na empreitada.

Opinião: A interminável audiência pública de impeachment

  Opinião: A interminável audiência pública de impeachment Os primeiros depoimentos televisionados do processo de impeachment contra Donald Trump revelaram poucas informações novas. Com duração de seis horas, estiveram mais para um drama político entediante, opina Carla Bleiker. © AFP/O. Doulliery Processo aberto: ao centro, Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes As linhas divisórias entre democratas e republicanos no processo de impeachment estão claramente delineadas. Isso esteve perfeitamente visível na primeira audiência pública, nesta quarta-feira (13/11).

Impeachment de Trump : quem é a embaixadora que se diz ameaçada pelo presidente. O mais importante é o de Gordon Sondland, o embaixador americano na União Europeia. Ele teria transmitido ao governo da Ucrânia o pedido de Trump para que Kiev buscasse informações comprometedoras

Alvo de Rudy Giuliani, advogado de Trump . No mês passado, a ex- embaixadora testemunhou diante das câmeras perante um comitê do Congresso dos Estados Este é o segundo dia de audiências públicas como parte do processo de impeachment de Donald Trump , iniciado pelos democratas.

Ainda de acordo com Sondland, Giuliani determinou que, em troca de auxílio militar, os ucranianos deveriam anunciar uma investigação contra opositores de Trump. "O senhor Giuliani estava expressando os desejos do presidente dos Estados Unidos", disse o embaixador.

Sondland disse ainda que tanto o vice-presidente, Mike Pence, quanto o secretário de Estado, Mike Pompeo, estavam cientes de que a liberação de uma ajuda militar ao país estaria condicionada à atuação da Ucrânia contra Biden e a uma investigação sobre possível auxílio de agentes ucranianos aos democratas na eleição de 2016.

É a primeira vez que essas figuras de alto escalão da gestão republicana são implicadas diretamente no escândalo. "Todo mundo estava no circuito. Não era segredo para ninguém", disse Sondland, que também afirmou que foi cumprimentado por Pompeo pelo "grande trabalho" que vinha fazendo na relação com a Ucrânia.

Trump ataca testemunha de inquérito de impeachment no Twitter durante depoimento

  Trump ataca testemunha de inquérito de impeachment no Twitter durante depoimento Trump ataca testemunha de inquérito de impeachment no Twitter durante depoimentoMarie Yovanovitch, diplomata de carreira que o governo Trump retirou da Ucrânia neste ano, defendeu seu histórico anti-corrupção na Ucrânia durante a audiência e disse que sua remoção deixou as diretrizes para o país em estado de caos.

O ex-defensor de Trump prestou depoimento no Congresso estadunidense, nesta quarta-feira (27), e , segundo a Rádio França Internacional, acusou o presidente dos EUA de tê- lo orientado a cometer um crime ao pedir que ele pagasse mulheres para que elas não falassem sobre os relacionamentos

A defesa de Trump é resistente à ideia de vê- lo comparecer diante do Comitê de Inteligência da Câmara. O órgão investiga a suspeita de que ö presidente americano tenha pressionado a Ucrânia para coletar informações comprometedoras sobre o ex-vice-presidente dos EUA e o pré-candidato

O embaixador admitiu que havia "um claro quid pro quo" em marcha. Ou seja, Trump condicionava uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca ao anúncio público pelos ucranianos da investigação contra Biden.

Sondland, no entanto, disse não se lembrar de ter ouvido diretamente de Trump que o auxílio militar estaria conectado ao anúncio público de investigações, mas afirmou que presumiu ser esse o caso e agiu a partir dessa presunção, sem encontrar qualquer objeção das demais autoridades americanas.

Ao dizer que respondia às ordens de Trump por meio de Giuliani, Sondland enfraquece a tese republicana de que o advogado do presidente agia por conta própria, como um "freelancer", e não como um operador da política externa dos Estados Unidos.

O que democratas e republicanos fizeram com as palavras de Sondland?

Além de seu conteúdo, que coloca o presidente Trump e seus auxiliares como artífices de uma troca de dinheiro do contribuinte americano por uma investigação que beneficiaria pessoalmente o republicano, o testemunho de Sondland é poderoso por duas razões: primeiro, porque ele seria uma testemunha qualificada, uma fonte primária dos acontecimentos, diferentemente de outras testemunhas já ouvidas, como a embaixadora Marie Yovanovitch, que serviu na Ucrânia e foi retirada do posto por Trump antes que a negociação com os ucranianos acontecesse.

Trump ataca ex-embaixadora na Ucrânia que depõe em inquérito sobre impeachment

  Trump ataca ex-embaixadora na Ucrânia que depõe em inquérito sobre impeachment Trump ataca ex-embaixadora na Ucrânia que depõe em inquérito sobre impeachmentTrump, alvo da investigação, disse que "tudo ficou mal nos lugares por onde Marie Yovanovitch passou", destacando que "é um direito absoluto do presidente dos EUA indicar embaixadores".

Acesso a mais de 100 treinamentos completos profissionalizantes em alta definição em vídeo-aulas com certificado reconhecido. Demokrat yo nan Chanm Bas Kongrè Ap Rapousiv ak Demanch Impeachment Prezidan Trump la - Продолжительность: 2:49 VOA CREOLE Recommended for you.

Qualquer comparecimento de Trump é potencialmente perigoso, e seu tuíte pode ser uma jogada tática em sua queda de braço com Pelosi. Trump e seus apoiadores argumentam que as acusações contra ele até agora não foram sustentadas pelas testemunhas que compareceram ao Congresso.

Segundo, porque ele é historicamente ligado aos republicanos, doou US$1 milhão para a festa de posse de Trump e, empresário do ramo de hotelaria no Estado do Oregon, acabou agraciado pelo presidente com o posto de embaixador, o qual ele afirma sempre ter desejado.

Diante da admissão de um quid pro quo por Sondland, os democratas tentaram fazê-lo qualificar a conduta do presidente como corrupta, algo que o embaixador se recusou a fazer dizendo não ser "advogado para caracterizar condutas".

Desde que os testemunhos públicos começaram, na última semana, opositores de Trump têm tentado mudar o léxico do escândalo, caracterizando como "corrupção", "propina" e "extorsão" a conduta do governo Trump em relação aos ucranianos.

A estratégia é dupla: tornar as denúncias contra o presidente mais compreensíveis ao grande público, que pode estar diante da TV assistindo ao vivo aos depoimentos, e classificar as ações de Trump dentro do escopo dos crimes de responsabilidade previstos pela Constituição americana para cassar um mandato presidencial.

Sondland, conexão informal de Trump na Ucrânia, enfrenta audiência sobre impeachment

  Sondland, conexão informal de Trump na Ucrânia, enfrenta audiência sobre impeachment Sondland, conexão informal de Trump na Ucrânia, enfrenta audiência sobre impeachmentWASHINGTON (Reuters) - O diplomata norte-americano Gordon Sondland contou duas histórias diferentes a parlamentares que lideram o inquérito de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta-feira, ele certamente deve enfrentar perguntas duras sobre qual delas é a correta.

"Ainda que eu não tenha feito nada errado e não goste de dar credibilidade a isso gosto da ideia e vou, para tornar o Congresso novamente focado, considero isso seriamente!", tuitou Trump .

O depoimento do embaixador dos Estados Unidos para a União Europeia, George Sondland Não há dúvidas de que [ a Administração Trump ] tentou que o Governo ucraniano anunciasse uma Em causa estão alegadas pressões de Trump sob a Ucrância, através do seu presidente Volodymyr

Os republicanos questionaram a veracidade das palavras de Sondland e argumentaram que ele presumiu erradamente ter recebido ordens que jamais foram dadas.

"Ninguém na face da Terra te falou que o presidente condicionava o auxílio militar à investigação, falou?", questionou o deputado republicano Mike Turner, ao que Sondland assentiu. Aliados de Trump desqualificaram a falta de confiabilidade do embaixador, que não dispunha de notas sobre seu próprio trabalho e disse várias vezes não se lembrar direito das circunstâncias de suas ações.

Lembraram ainda que a ajuda militar acabou liberada sem que o governo da Ucrânia fizesse qualquer anúncio de investigação contra Biden, o que derrubaria a narrativa de um quid pro quo. E rememoraram uma troca de mensagens entre Sondland e Trump, na qual o mandatário afirmou que "não queria nada da Ucrânia, nenhum quid pro quo".

Sondland iniciou seu depoimento de maneira bombástica, mas depois adotou linha mais moderada© AFP/Getty Sondland iniciou seu depoimento de maneira bombástica, mas depois adotou linha mais moderada

Qual o impacto do depoimento de Sondland no processo?

Embora tenha começado sua fala de maneira bombástica, o embaixador foi moderando o discurso ao longo das horas de depoimento e retirando o peso de suas próprias palavras.

"Sondland se tornou um saco de pancadas para democratas e republicanos. Seu testemunho foi exagerado e, nesse contexto, é um revés para os democratas", afirma Michael Cornfield, cientista-político da George Washington University.

Impeachment: Embaixador dos EUA na UE diz que obedeceu Trump sobre Ucrânia

  Impeachment: Embaixador dos EUA na UE diz que obedeceu Trump sobre Ucrânia O embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, é uma das testemunhas chave da investigação que pode levar ao impeachment do presidente Donald Trump. Em declaração nesta quarta-feira (20) no Congresso americano, ele implicou diretamente o presidente americano no escândalo sobre os pedidos de Washington à Ucrânia. Sondland garantiu que seguiu as ordens Trump no caso. "Seguimos diretamente as ordens do presidente", declarou o"Seguimos diretamente as ordens do presidente", declarou o embaixador. Sondland afirmou que os diplomatas americanos tiveram que trabalhar, a pedido de Trump, com seu advogado pessoal, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , disse nesta segunda-feira que poderia prestar depoimento em seu processo de impeachment "ainda que não tenha feito nada errado", embora ainda não tenha sido convocado publicamente pelos democratas que lideram a investigação.

Para o presidente Donald Trump , o inquérito sobre seu impeachment é uma piada para Washington e o mundo. O órgão investiga a suspeita de que ö presidente americano tenha pressionado a Ucrânia para coletar informações comprometedoras sobre o ex-vice-presidente dos EUA e o pré-candidato

De acordo com um membro da equipe de comunicação do Partido Republicano, os democratas tentaram converter as palavras de Sondland em um "momento ahá!", uma janela de oportunidade capaz de retirar sustentação política de Trump.

"Mas não foi exatamente isso o que vimos. Eu ainda não acho que exista muita gente prestando muita atenção nisso, para além da elite política de Washington D.C., e por enquanto não está claro quem ganha com a opinião pública", afirma o assessor.

Ao abraçar os testemunhos públicos sobre o caso da Ucrânia, democratas têm tentando convencer a opinião pública de que, se não deve ser apeado do cargo, Trump ao menos não merece ser reconduzido pelo voto na eleição de 2020. O possível julgamento de um impeachment seria feito pelo Senado, casa em que Trump conta com a maioria dos votos. Por isso, é improvável que ele caia.

"O efeito potencial em atrapalhar a candidatura republicana pode ser o resultado mais significativo do esforço do impedimento", afirma o cientista político de Princeton Keith Whittington.

"É até possível que esses testemunhos convençam eleitores republicanos e levem senadores do partido a apoiar o impeachment contra seu próprio presidente, mas isso é ainda muito improvável", diz Whittington.

Diferentemente do que ocorreu com os presidentes Richard Nixon e Bill Clinton, que também enfrentaram processos de impeachment, especialistas em comportamento eleitoral afirmam que há muito menos volatilidade entre os eleitores hoje, o que implica que, por mais poderosas que possam ter sido as palavras de Sondland, o poder de convencimento delas sobre os eleitores é limitado.

Pesquisas de opinião mostram que enquanto quase 70% dos eleitores democratas apoiam o impeachment de Trump, apenas 6% dos republicanos desejam o mesmo.

"Ainda é muito cedo para avaliar o impacto desse depoimento, mas a maioria dos eleitores já se decidiu definitivamente sobre o que vai fazer. Temos uma sociedade muito mais polarizada do que tínhamos nos anos 1970 ou 1990 e isso impede que as pessoas mudem de ideia. Acredito que o processo pode desencorajar pessoas que votaram antes em Trump de ir novamente votar, mas não acredito que vá mudar preferências", afirma Cornfield.

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Depoimentos do impeachment de Trump têm queda na audiência nos EUA .
Do 1º ao 5º dia, queda foi de 18,1%Contudo, enquanto as investigações ganham velocidade, a audiência dos depoimentos televisionados perdem força. Iniciada em 13 de novembro, a fase de entrevistas públicas é a 1ª oportunidade para os norte-americanos terem acesso ao vivo sobre o que os depoentes acusam Trump.

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