Mundo Às vésperas da posse, os 4 principais desafios do próximo presidente da Argentina

13:12  08 dezembro  2019
13:12  08 dezembro  2019 Fonte:   bbc.com

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Alberto Fernández cumprimenta apoiadores em comício após se eleger presidente da Argentina neste domingo (27) — Foto: Agustin Marcarian/Reuters. O próximo presidente da Argentina , Alberto Fernández, que toma posse na terça-feira (10)

O próximo presidente da Argentina , Alberto Fernández, que toma posse na terça-feira, dia 10, receberá de Mauricio Macri um país com uma série de problemas O Brasil é o maior parceiro comercial da Argentina , que é, por sua vez, o principal destino das exportações industriais brasileiras.

Alberto Fernández toma posse com pouca margem de manobrar para tirar o país da crise em que está mergulhado © Agustin Marcarian/Reuters Alberto Fernández toma posse com pouca margem de manobrar para tirar o país da crise em que está mergulhado

O próximo presidente da Argentina, Alberto Fernández, que toma posse na terça-feira, dia 10, receberá de Mauricio Macri um país com uma série de problemas econômicos, financeiros e sociais.

Enfrentará ainda o desafio de manter a unidade de sua força política, o amplo e diverso peronismo, e de mostrar que quem governará será ele - e não a sua vice, a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner.

Definido como "político de diálogo", Alberto Fernández deverá encarar também as adversidades políticas com o presidente Jair Bolsonaro.

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Olhamos para as promessas do Presidente quando tomou posse em 2015 e apontamos os desafios atuais do país. "Há ações mortíferas [que ocorreram] ao longo do mandato de Nyusi, não se sabendo se são ou não controladas pelo Presidente da República.

Na véspera , a embaixada dos EUA anunciou a decisão de priorizar a candidatura do Brasil. Com isso, o país ganhou o lugar da Argentina enquanto país sul-americano que pleiteia ingresso no clube e é apoiado pelo governo do presidente Donald Trump.

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O Brasil é o maior parceiro comercial da Argentina, que é, por sua vez, o principal destino das exportações industriais brasileiras. Bolsonaro deverá ser o primeiro chefe de Estado do Brasil, em 17 anos, a não participar da posse de um presidente argentino.

A expectativa é que o representante do governo brasileiro na cerimônia seja o ministro da Cidadania, Osmar Terra.

Ex-chefe de Gabinete (equivalente a Casa Civil) dos ex-presidentes Nestor Kirchner, que morreu em 2010, e de Cristina Kirchner, Alberto Fernández é professor de Direito e pretende realizar um acordo nacional com diferentes setores, como políticos, empresários, sindicatos e movimentos sociais, para tirar a Argentina da crise.

Bolsonaro não confirma envio de representante à posse de Fernández

  Bolsonaro não confirma envio de representante à posse de Fernández Bolsonaro disse que as relações comerciais com o governo argentino serão pragmáticas . “Não vai interferir em nada”, avisou. As declarações são respostas aos questionamentos da imprensa. Veículos de comunicação publicaram, no domingo (8/12), a informação de que Bolsonaro vetou a participação do ministro da Cidadania, Osmar Terra, à solenidade. Havia uma expectativa de que algum representante do governo federal marcasse presença. Bolsonaro, no entanto, não confirmou, nem negou as notícias.

Muitas pessoas acreditam que os principais desafios enfrentados por um novo empreendedor no Brasil estão relacionados a ter ideias originais, encontrar o ponto de vendas mais adequado ou inovar sempre Você concorda com os 4 principais desafios que eu listei para os novos empreendedores?

Tomada de posse de Sua Excelência Senhor Presidente da República General João Manuel Gonçalves Lourenço.

A BBC News Brasil entrevistou políticos, diplomatas e analistas políticos e econômicos e detalha seus quatro principais desafios.

Economia

A Argentina está em recessão. De acordo com a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), seu Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair 3,1% neste ano e 1,3% em 2020.

Depois de bater quase 55% em agosto, a inflação oficial cedeu nos últimos meses, mas segue em nível extremamente elevado, de 50,5% nos 12 meses até outubro.

É a segunda mais alta da América do Sul, atrás apenas da Venezuela, que experimenta hiperinflação e uma grave crise. O desemprego é de 10%, a pobreza atinge 40,8% da população de pouco mais de 40 milhões de habitantes, de acordo com o Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA), que costuma antecipar os dados oficiais.

Além disso, a Argentina possui dívida a ser paga ao FMI e aos que investiram nos títulos do país - e ainda não está claro como fará para pagar. Na semana passada, em um discurso para empresários, Alberto Fernández disse que "pagará a dívida" e "sem descontos", mas quando o país voltar a crescer.

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Esta é a lista dos Presidentes da República Argentina , o título ao chefe de Estado, chefe de governo, responsável político da administração geral do país e comandante-em-chefe de todas as Forças Armadas da República Argentina .

Contributos do Próximo Presidente da República da Guiné-Bissau". Prof. Doutor Soares Parente (Advogado e Professor Doutor em Direito) - Cingiu a intervenção a nível da justiça. Exemplifica, que o próximo Presidente República tem de ter a capacidade suficiente para criar balizas na

A economista Marina Dal Poggetto, da consultoria econômica Ecogo, de Buenos Aires, disse que o governo Fernández terá de administrar cinco tópicos ao mesmo tempo: o dólar, a inflação, o valor das aposentadorias e pensões, o preço das tarifas dos serviços públicos e a taxa de juros, que estão em níveis recorde.

Pobreza atinge 40,8% da população argentina © Spencer Platt/Getty Images Pobreza atinge 40,8% da população argentina

"Estes cinco pontos dependerão de consistência política e econômica", afirma.

Para ela, a delicada situação social dificulta um ajuste fiscal.

"As aposentadorias não podem ter perdas, as tarifas não podem subir de maneira que afetem o consumidor, mas também não podem ser baixas para não aumentarem o rombo fiscal."

"O que precisamos é de um programa de estabilização da economia como o que o Brasil já fez, com o Plano Real, e a Argentina ainda não", avalia a economista.

Em sua visão, o acordo de preços e salários que Fernández estaria tentando costurar entre entidades empresariais e sindicatos seria necessário, mas não suficiente.

No governo Macri, o FMI concedeu um empréstimo recorde para um país, um total de US$ 57 bilhões. Fernández disse que não quer os US$ 11 bilhões que o organismo ainda enviaria à Argentina, mas economistas se perguntam como o país fará sem o restante do financiamento.

Fernández toma posse como presidente da Argentina nesta 3ª feira

  Fernández toma posse como presidente da Argentina nesta 3ª feira Fernández toma posse como presidente da Argentina nesta 3ª feiraA cerimônia será realizada às 10h no horário local de Buenos Aires.

Cerimônia de posse não contou com presença de Cristina Kirchner. Macri pregou união de argentinos e prometeu empenho para acabar com a pobreza e o narcotráfico.

Presidente argentino Mauricio Macri é recebido no Palácio do Planalto - Продолжительность: 13:28 TV BrasilGov 22 010 просмотров. Presidenta Dilma Rousseff comparece à posse do novo presidente da Argentina - Продолжительность: 3:08 TV BrasilGov 951 просмотр.

Peronismo

A maior força política do país, o peronismo tem mais de setenta anos e adeptos de várias linhas ideológicas, entre ex-presidentes, governadores, prefeitos, sindicalistas e setores dos movimentos sociais.

A união do movimento - que vivia uma fase de desarticulação desde o fim do governo Cristina - foi apontada como fundamental para a eleição de Fernández, como disseram os analistas políticos Ricardo Rouvier, da consultoria Rouvier e Associados, e Enrique Zuleta Puceiro, comentarista da América TV.

"O principal desafio de Alberto Fernandez será desenvolver um governo de coalizão. Uma coisa é fazer coalizão para ganhar a eleição e outra é governar. O rumo do governo tem que estar muito claro, o que ainda não vemos, para que a coalizão funcione", disse Zuleta.

Estudioso do peronismo, Rouvier, por sua vez, acha que, diante da situação do país, o peronismo continuará unido, mas não se sabe por quanto tempo.

"Vai depender da economia e principalmente da área social. Se a economia for bem, a liderança de Alberto Fernandez e, obviamente, de Cristina Kirchner será fortalecida. Haverá uma trégua que não sabemos quanto vai durar. Talvez um ano, talvez até a eleição legislativa de 2021", afirma.

Cristina Kirchner

Figura central da política argentina, a ex-presidente, que governou o país entre 2007 e 2015 e é viúva do seu antecessor na Casa Rosada, o ex-presidente Néstor Kirchner, foi quem teve a ideia de que Fernández fosse candidato à sucessão de Macri.

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Neste post, apresentam-se os 4 principais desafios enfrentados pelo setor de logística no Brasil. # 1: Infraestrutura precária. A grande parte das rodovias - que é hoje é a principal matriz de transporte no país, não é elegível para pagamentos e manutenção para sua renovação e manutenção.

Cristina Fernandez presidiu o juramento dos ministros de seu gabinete para o seu segundo mandato como presidenta da Argentina , no sábado (10 de dezembro)

Se em maio ela causou surpresa ao abrir mão de disputar o cargo, hoje enfrenta o ceticismo de críticos do kirchnerismo e setores da sociedade que não acreditam que ela aceitará o papel de coadjuvante.

A questão divide especialistas.

Cristina e Alberto chegaram a romper quando ele deixou o governo, em 2008, mas se reaproximaram após uma série de derrotas do peronismo nas urnas © ENRIQUE GARCIA MEDINA/EPA Cristina e Alberto chegaram a romper quando ele deixou o governo, em 2008, mas se reaproximaram após uma série de derrotas do peronismo nas urnas

Para Rouvier, essa é "uma grande pergunta": se será Cristina quem terá a palavra final sobre decisões do governo ou se Fernández.

"Ainda não sabemos o que vai acontecer. Mas é um tema, sem dúvida. O tempo dirá se ela vai mandar ou se os dois vão governar juntos."

Para Zuleta Puceiro, foi Cristina quem venceu a eleição presidencial - já que foi ela que articulou a chapa -, o que contribui, na sua visão, para a expectativa do poder que exercerá.

"Ela 'ganhou a eleição', ele fez o acordo político com os diferentes setores para que tivessem mais apoio. Mas o rumo do governo ainda não está claro", disse.

"É muito pouco provável que Cristina não queira que Fernández tenha bom desempenho como presidente", pondera a analista econômica Marina Dal Poggetto.

Relações exteriores

Definido como sendo, atualmente, de centro-esquerda, Alberto Fernández governará rodeado por colegas de centro-direita ou de direita entre os vizinhos.

Bolsonaro, no Brasil, Mario Abdo, no Paraguai, Lacalle Pou, no Uruguai, Sebastián Piñera, no Chile, e Jeanine Áñez, na Bolívia.

O futuro ministro das Relações Exteriores, o peronista Felipe Solá, é definido como um político experiente e aberto ao diálogo. Assim como o futuro embaixador da Argentina no Brasil, o também peronista Daniel Scioli, vice de Néstor Kirchner entre 2003 e 2007.

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Discurso tomada de Posse do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

A tomada de posse dos órgãos gerentes da Associação Académica de Coimbra (AAC) realizou-se a 21 de janeiro de 2016. José Dias, Bernardo Nogueira e João

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Nos últimos dias, Fernández liderou a reunião do chamado Grupo de Puebla - que reúne, principalmente, ex-presidentes de esquerda - e fez homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele escolheu o México, governado por López Obrador, como destino de sua primeira viagem internacional após eleito e recebeu o ex-presidente do Uruguai, José 'Pepe' Mujica. O Grupo de Puebla nasceu para ser o oposto do Grupo de Lima, que reúne países que apoiam Juan Guaidó e são contrários ao governo Maduro, da Venezuela.

"Acho que a proposta (para a área de relações exteriores) de Alberto Fernández ainda é confusa. Mas acho que haverá uma adaptação da Argentina aos países sócios. Também acho que a Argentina vai continuar no Grupo de Lima, apesar das diferenças com os demais integrantes.

Se não, será um bloco de dois, apenas com a Argentina e o México, o que não funcionaria. Mas vale observar que o Grupo de Lima simboliza Trump e o de Puebla simboliza Cuba", disse o ex-embaixador da Argentina no Brasil durante o kirchnerismo, Juan Pablo Lohlé.

Em visita a Buenos Aires, a dias da posse, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, buscou realizar o que chamou de "diplomacia parlamentar", com reuniões com o presidente da Casa na Argentina, Sergio Massa, e com o próprio Fernández.

"O Brasil precisa da Argentina e a Argentina precisa do Brasil. Os debates ideológicos às vezes ajudam e às vezes atrapalham."

Ele contou que Bolsonaro lhe disse que a relação do Brasil com a Argentina "é importante" e que deseja "mantê-la em alto nível".

Massa, aliado de Fernández, afirmou, por sua vez, que "independentemente das pessoas e das ideias, a relação com o Brasil é imprescindível, indestrutível e permanente."

Oficialmente, entretanto, não há previsão de encontro entre Fernández e Bolsonaro.

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Compras em dólares na Argentina serão taxadas em 30%A medida abarcará compras de ingressos feitos na moeda norte-americana e também pagamentos de serviços como o Netflix, gigante do streaming de vídeo. Até então, o governo vinha informando que a nova taxa seria de 20%.

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