Política Osmar Terra nega ter recebido convite de Bolsonaro para assumir Ministério da Saúde

20:57  07 abril  2020
20:57  07 abril  2020 Fonte:   estadao.com.br

São Paulo registra panelaços contra a demissão do ministro Mandetta

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Osmar Terra e o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília  © Gabriela Biló/Estadão Osmar Terra e o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília

BRASÍLIA - Com o nome ventilado para assumir o Ministério da Saúde em pleno avanço da covid-19, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) negou terça-feira, 7, ter recebido convite do presidente Jair Bolsonaro para ocupar o lugar de Luiz Henrique Mandetta (DEM). Terra disse que apenas foi chamado ontem por Bolsonaro para almoço no Palácio do Planalto para tratar do uso da hidroxicloroquina.

Ex-ministro da Cidadania, o deputado concorda com Bolsonaro em relação ao relaxamento de medidas restritivas e defende "experimentar" cloroquina para pacientes com sintomas iniciais da covid-19. Os dois temas – a quarentena e o medicamento – são controvérsias entre Bolsonaro e Mandetta.

Cotado para a Saúde, Osmar Terra apoia Bolsonaro em isolamento, e defende 'experimentar' cloroquina

  Cotado para a Saúde, Osmar Terra apoia Bolsonaro em isolamento, e defende 'experimentar' cloroquina Cotado para a Saúde, Osmar Terra apoia Bolsonaro em isolamento, e defende 'experimentar' cloroquina

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"O que tenho afirmado é que essa quarentena não tem sentido. Está sacrificando a população, quebrando o país e não diminui o número de casos", disse Terra ao apresentador José Luiz Datena.

"O vírus é uma força da natureza. Só vai diminuir o contágio quanto tiver metade da população contaminada. E só vai diminuir a epidemia quando chegar a 70%, 80% da população contaminada. Tem de proteger idosos e doentes. Juntar as pessoas em casa aumenta o contágio", afirmou o deputado, que é médico, mas contraria visões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde sobre o isolamento social.

A crise aberta entre Bolsonaro e Mandetta escalou durante a segunda-feira, 6, no dia seguinte ao presidente dizer que iria "chegar a hora" de que pessoas que estavam "se achando" no seu governo. À noite, após ser recebido sob aplausos por técnicos do Ministério da Saúde, Mandetta anunciou que permanece no cargo. Ele pediu “paz” para chefiar a pasta e, sem citar diretamente Bolsonaro, reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho.

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Análise: Nelson Teich terá de conciliar combate ao vírus com visão obscura de Bolsonaro .
Resta saber qual será a reação de Teich quando o Bolsonaro voltar a afrontar a ciência, a razão e a paciência dos eleitores .

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