Política Atacados pelo ‘Gabinete do ódio’, Mourão e Ramos avisam: ‘paraquedistas andam sempre no mesmo passo’

03:26  09 abril  2020
03:26  09 abril  2020 Fonte:   estadao.com.br

Bolsonaro se refere ao aniversário do golpe militar de 1964 como 'grande dia da liberdade'

  Bolsonaro se refere ao aniversário do golpe militar de 1964 como 'grande dia da liberdade' Bolsonaro se refere ao aniversário do golpe militar de 1964 como 'grande dia da liberdade'Ex-deputado federal e capitão reformado do Exército, Bolsonaro é defensor do golpe de 64, que iniciou o período da ditadura militar no Brasil até 1985. Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2019, o chefe do Executivo nomeou militares para diversos departamentos e ministérios.

Ele afirmou que “ paraquedistas andam sempre no mesmo passo ”. Ambos foram da Brigada Paraquedista do Exército. Na semana passada , Mourão voltou a ser alvo de ataques do filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que o criticou por ter se reunido com o governador do Maranhão

Há sempre três ou quatro perguntas, pelo menos, que é certo que lhe irão fazer. Se se aplicar na preparação, é mais provável que se saia bem em grande parte Chegado o dia da entrevista, lembre-se sempre de que a primeira impressão é a que conta. Por mais que se esforce depois, se der uma

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos © Gabriela Biló/Estadão O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos

BRASÍLIA – Os generais influentes do Palácio do Planalto se irritaram com especulações de que pretendem formar uma Junta Militar para limitar o presidente Jair Bolsonaro ao papel de “Rainha da Inglaterra” – no dicionário da política, uma figura sem poder de fato. As insinuações foram feitas, no final da semana passada, pela ala ideológica do governo, liderada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho 02 do presidente, nas redes sociais. 

A reação militar só veio na tarde desta quara-feira. Em mensagens no Twitter, o vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, elevaram o tom. “Aos aventureiros de muitos costados que nesta hora de dificuldades pretendem inviabilizar o @govbr lembro que sou o Vice do Presidente @jairbolsonaro e que os paraquedistas andam sempre no mesmo passo”, publicou Mourão. “O #Brasilvencerá o #COVID-19 como venceu todas as guerras de sua História”, ressaltou o general. Na verdade, o Império Brasileiro não conseguiu vencer a Guerra da Cisplatina, em 1828, e teve que aceitar uma negociação internacional que garantiu a independência do Uruguai. A derrota ou empate, historiadores divergem, arruinou a popularidade de D. Pedro I e a economia brasileira.

Mourão: ‘Temos que continuar com a política de isolamento’

  Mourão: ‘Temos que continuar com a política de isolamento’ Mourão: ‘Temos que continuar com a política de isolamento’BRASÍLIA – O vice-presidente, Hamilton Mourão, defendeu nesta quinta-feira, 3, a manutenção da política de isolamento social para achatar a curva da propagação do novo coronavírus em abril, quando deve acontecer o pico da pandemia no Brasil.

É sempre bom ter o básico, pronto para receber de braços abertos os novatos que estão afim de começar a entrar no mundo do "computador monte Vai ser ótimo para quem quer aprender o básico, e vai poder ver o passo -a- passo . Também é legal para quem já manja, que vai poder ao longo do

a) Perda da biodiversidade: com a destruição das florestas, o habitat natural de muitas espécies torna-se escasso ou inexistente, contribuindo para a morte de muitos animais e até mesmo a extinção dos tipos endêmicos, aqueles que só se encontram em localidades restritas.

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Horas depois do Twitter de Mourão, foi a vez do general Ramos sair para o contra-ataque. “Só lembrando também que existem mais paraquedistas ao lado do nosso Pres Bolsonaro”, escreveu no Twitter. Ele citou os ministros Augusto Heleno Ribeiro (Gabinete de Segurança Institucional) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o presidente dos Correios, Floriano Peixoto. “Paraquedistas são como águias, aves da mesma plumagem que voam juntas e enfrentam qualquer desafio! Vamos vencer o Covid-19.” No Palácio, o que mais se ouviu foi o desbotado mantra de que “a tropa está unida” e “trabalhando pelo governo”. “O presidente é Jair Bolsonaro e estamos aqui com ele e por causa do governo dele”, disse à reportagem um interlocutor militar.

O novo gabinete de crise de Bolsonaro

  O novo gabinete de crise de Bolsonaro O novo gabinete de crise de BolsonaroA novidade é que ele está sendo repaginado na liderança e nas funções: os três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos passaram a comandá-lo conjuntamente, e todo o trabalho está voltado para a tentativa de obter lucro político com a desgraça do coronavírus: reverter a queda da popularidade do pai, que perde adeptos cada vez que abre a boca para falar da pademia. É visível que há uma ponta de desespero nesse novo “gabinete de crise”.

Paraquedista ! Guerreiro alado vai cumprir sua missão Num salto audaz Vai conquistar do inimigo a posição. Paraquedista ! No entrechoque das nações sempre serás O eterno herói Que no avanço da luta ninguém deterá. Urra !

Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode denunciar o contrato sem aviso prévio e invocação de justa causa, nem direito a indemnização. Tendo o período experimental durado mais de 60 dias (2 meses)

Os ataques aos generais pela ala ideológica, recorrentes desde o início do governo, foram reiniciados no dia 2 de abril. O primeiro alvo foi Mourão, que naquele dia se reuniu com governadores da Amazônia. Ele foi designado por Bolsonaro para presidir o Conselho da Amazônia. No dia seguinte, sexta-feira passada, ele foi bombardeado pela militância após o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elogiá-lo e dizer que, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições. Foi o suficiente para Carlos Bolsonaro perguntar no Twitter o que levava o vice-presidente a se reunir “com o maior opositor socialista do governo”. Mourão ficou calado.

Na segunda-feira, um dos apoiadores de Bolsonaro chegou a dizer ao presidente, na portaria do Palácio da Alvorada, para ele não se tornar “Rainha da Inglaterra”. Bolsonaro, não respondeu porque não ouviu ou porque preferiu fazer ouvido de mercador. Ele tinha outra batalha pela frente naquele dia. Precisava decidir se demitia o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que provoca ciúmes nele e nos filhos desde que começou a aparecer em coletivas para falar sobre o coronavírus.

Bolsonaro decidiu não demitir Mandetta, aceitando, assim, os conselhos justamente dos militares, especialmente do general Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil. A decisão realimentou a fúria do grupo de Carlos e da militância bolsonarista conta a “Junta Militar”. A ala extremista não poupou nem mesmo o “interventor”, como Braga Netto passou a ser tratado nas redes sociais. Por conta da polêmica com o ministro da Saúde, os generais do governo atuaram como bombeiros para tentar desfazer os imbróglios criados pela troca de farpas entre o presidente e Mandetta, e mantê-lo no governo. Neste momento, os generais avaliam que não é hora de aumentar as turbulências no Palácio e no País.

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Mourão fala sobre a crise do coronavírus na estreia do Estadão Live Talks .
Mourão fala sobre a crise do coronavírus na estreia do Estadão Live TalksO vice-presidente da República, Hamilton Mourão, é o primeiro convidado da série Estadão Live Talks.

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