Política Em reunião ministerial, Bolsonaro cobrou de Moro portaria para armar população

01:19  23 maio  2020
01:19  23 maio  2020 Fonte:   reuters.com

‘Não é para ser divulgado’ diz Bolsonaro sobre vídeo de reunião

  ‘Não é para ser divulgado’ diz Bolsonaro sobre vídeo de reunião ‘Não é para ser divulgado’ diz Bolsonaro sobre vídeo de reunião“Em reunião ministerial, sai muita coisa. Agora, não é para ser divulgada. A fita era para ser destruída – após aproveitar imagens para divulgação, ser destruída. Não sei por que não foi. [Inaudível] Poderia ter falado isso [que a fita foi destruída]? Poderia. Mas jamais eu ia faltar com a verdade. Por isso, resolvi entregar a fita. Se eu tivesse falado que foi destruída, iam fazer o quê? Nada. Não tinha o que falar“, disse o presidente.

Bolsonaro nega a acusação. Moro deixou o cargo dois dias depois da reunião . "Vão perder amanhã, estou adiantando a decisão do ministro Celso de Bolsonaro disse que há questões reservadas tratadas no encontro e que deveriam não ser divulgadas, além de mencionar que houve "palavrões".

Presidente Jair Bolsonaro aparece em reunião citada pelo ex-ministro Sergio Moro . Na medida mais recente, de 17 de abril, ele revogou portarias de rastreamento e identificação de armas . Um puta de um recado para esses bostas: estou armando o povo porque não quero uma ditadura, não

Presidente Jair Bolsonaro e então ministro Sergio Moro no Palácio do Planalto, em Brasília © Reuters/ADRIANO MACHADO Presidente Jair Bolsonaro e então ministro Sergio Moro no Palácio do Planalto, em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu, em reunião ministerial do dia 22 de abril cujo vídeo foi divulgado nesta sexta-feira, que o povo se arme para garantir que não venham impor uma ditadura no Brasil, e cobrou do então ministro da Justiça, Sergio Moro, portaria para facilitar o acesso a armas pela população.

"Se eu fosse ditador, eu queria desarmar a população", disse Bolsonaro no encontro, realizado no Palácio do Planalto, segundo gravação da reunião divulgada nesta sexta-feira por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro diz que pode divulgar trecho de vídeo de reunião citada por Moro

  Bolsonaro diz que pode divulgar trecho de vídeo de reunião citada por Moro Bolsonaro diz que pode divulgar trecho de vídeo de reunião citada por MoroPerguntado por jornalistas se poderia divulgar o vídeo, Bolsonaro disse que iria levar a “sugestão” ao advogado-geral da União, José Levi, de tornar pública parte da gravação que registrou a reunião.

Reunião ministerial e Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil). 247 - Jair Bolsonaro sugeriu, em reunião com ministros realizada no dia 22 de abril, armar a população contra o suposto "autoritarismo" dos governadores, segundo informações de Guilherme Amado, da Época.

Íntegra do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril mencionada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro em acusação contra o presidente é tornada pública pelo STF. Segundo ex-ministro Moro (dir.), vídeo serviria de prova de que o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF.

"Quero escancarar a questão do armamento aqui", reforçou.

O presidente disse no encontro que "está no governo errado", quem não aceitar as bandeiras dele, citando a família, Deus, armamento, livre mercado e liberdade de expressão.

Bolsonaro pediu que o então ministro da Justiça, Sergio Moro, e o titular da Defesa, Fernando Azevedo, fizessem uma portaria para aumentar a possibilidade de armamento do cidadão no país.

O vídeo da reunião ministerial foi divulgado, com exclusão de apenas dois trechos, por decisão do ministro do STF Celso de Mello, no âmbito de inquérito sobre denúncia de Moro de que Bolsonaro teria tentado interferir no comando da Polícia Federal.


(Reportagem de Ricardo Brito)

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Bolsonaro publica trecho de vídeo e reforça ideia de armar população .
Bolsonaro publica trecho de vídeo e reforça ideia de armar população"Como se começa uma ditadura? Desarmando o povo. O bem maior do homem? Sua liberdade", escreveu. No vídeo, Bolsonaro exige providências do ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, e do então ministro da Justiça, Sérgio Moro. Em observação, Bolsonaro acrescenta na publicação ainda que o trecho do vídeo tem "tem 'palavrões'".

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