Política Após operação contra fake news, Carlos Bolsonaro muda de número e xinga vereadores em grupo

01:16  30 maio  2020
01:16  30 maio  2020 Fonte:   estadao.com.br

Senadores afirmam que mensagem de Bolsonaro a Moro é fake news

  Senadores afirmam que mensagem de Bolsonaro a Moro é fake news Senadores afirmam que mensagem de Bolsonaro a Moro é fake newsAs mensagens integram o inquérito presidido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello que investiga se Bolsonaro interferiu na Polícia Federal para ter acesso a investigações –conforme acusou Moro.

Um dia após a operação da Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de um inquérito contra fake news que corre no Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro , seus filhos e aliados reagiram com críticas e ameaças ao STF. "As coisas têm um limite.

Veículos ligados ao Grupo Globo e a Folha de S. Paulo retiraram repórteres que faziam a cobertura com a justificativa de falta de segurança. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), disse ao UOL que o momento é para baixar a temperatura em vez de criar projeto de fake news .

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ)   © WILTON JUNIOR / ESTADÃO O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ)

RIO – Um dia depois da operação da Polícia Federal que atingiu produtores e financiadores de fake news, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) apareceu de número novo no grupo da Câmara Municipal do Rio. Ao entrar no espaço virtual, o parlamentar – que não foi alvo da operação – já xingou os colegas de Câmara. “VTNC, PT e piçóu. Vamos avançar, seus merdas”, publicou, sem contexto e em referência ao PT e ao PSOL.

Indignado com a atitude, o vereador psolista Renato Cinco expôs um print da conversa nas redes sociais, sem censurar o número de Carlos. Em resposta, o filho de Bolsonaro perguntou se o parlamentar estava “fumando estrume” e o chamou de imbecil, segundo as mensagens às quais o Estadão teve acesso após confirmar nota publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Depois, disse ainda que adotaria medidas jurídicas contra Cinco por causa da exposição.

Fachin envia ao STF pedido de Aras para suspender inquérito das fake news

  Fachin envia ao STF pedido de Aras para suspender inquérito das fake news Ao submeter o caso para o colegiado,o ministro optou por não conceder a liminar pedida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para suspender imediatamente a apuraçãoO pedido foi formulado após a deflagração de operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (27/05) com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra 17 pessoas suspeitas de envolvimento com a disseminação de notícias falsas e ameaças a ministros do Supremo.

Um dia após a operação da Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de um inquérito contra fake news que corre no Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro , seus filhos e aliados reagiram com críticas e ameaças ao STF. "As coisas têm um limite.

De acordo com Bolsonaro , a equipe de governo trabalhou ontem o dia todo e, por volta da meia-noite, entrou com habeas corpus contra a operação . Bolsonaro disse que está à disposição para conversar com os presidentes dos outros poderes e que respeita as instituições e criticou decisões

Outro alvo foi Reimont (PT), que havia sugerido a Carlos que essas mensagens deveriam ser encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Foi quando o filho de Bolsonaro recomendou que o petista as mandasse para “sua mãe”.

A trama aconteceu nesta quinta-feira. Hoje, Carlos voltou atrás. Pediu desculpas e alegou aos colegas que tem sido provocado. O principal motivo para as agressões escritas do ‘02’ teria sido o fato de o vereador Leonel Brizola Neto (PSOL) ter chamado Leandro Lyra (Republicanos) de “menino do Carluxo”, referindo-se ao fato de Lyra ser o principal aliado de Carlos na Câmara.

O Conselho de Ética chegou a ser acionado na semana passada por causa da frequência com que essas brigas vêm acontecendo. Em uma delas, em plena sessão virtual, Lyra reclamou que as universidades públicas fazem atos pela memória da vereadora assassinada Marielle Franco. Tarcísio Motta (PSOL) se revoltou, pediu para ele lavar a boca e o chamou de “vereadorzinho de merda”.

Nas sessões, ‘Brizolinha’, como é conhecido o neto do ex-governador Leonel Brizola, já levantou um cartaz com os dizeres “Poodle do Bolsonaro” durante uma fala de Lyra. Quando o psolista reclamou da baixaria toda no grupo do WhatsApp, Carlos perguntou se ele “queima ou cheira”, numa alusão a drogas.


“Essa situação já passoude todos os limites. Quem não está acostumado com palavrões e falta de respeito, se constrange. Eu me sinto muito desrespeitada no ambiente de trabalho”, reclamou a vereadora Teresa Bergher (Cidadania).    


Maia: sociedade recusa fake news, mas quer divulgar informações verdadeiras .
O presidente da Câmara voltou a defender o projeto de lei contra sobre fake news e disse que parlamentares vão trabalhar entre hoje, dia 4, e sexta-feira (5) para construir um texto de consenso a ser apresentado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no fim de semana."Todo projeto tem risco de veto e, com risco de veto, é importante que Câmara e Senado estejam trabalhando de forma harmônica. A sociedade não quer mais fake news, mas quer liberdade para divulgar suas informações verdadeiras.

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