Política Subprocurador pede inquérito contra Sérgio Camargo por 'escória maldita'

01:29  06 junho  2020
01:29  06 junho  2020 Fonte:   estadao.com.br

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Grupo pede que seja aberto inquérito para investigar fala de presidente da Fundação Palmares, na qual ele chama o movimento negro de ‘ escória maldita ’. Julia Lindner e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo. 03 de junho de 2020 | 19h59.

Mais um pedido pela abertura de investigação criminal contra o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo , foi enviado ao Em áudios obtidos pelo jornal, o presidente da Fundação Palmares classificou o movimento negro como ‘ escória maldita ’ que abriga ‘vagabundos’ e chamou

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares. Foto: Gabriela Biló/Estadão © Fornecido por Estadão Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O subprocurador-geral da República Wilson Rocha de Almeida Neto entrou com uma representação nesta quarta-feira, 3, junto ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo a abertura de inquérito contra o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo. O motivo da ação são os supostos crimes de racismo cometidos pelo atual chefe do órgão, que chamou o movimento negro de 'escória maldita', além da ameaça da adoção de medidas contra servidores com ideologias de esquerda. As falas de Camargo foram ditas a portas fechadas durante reunião na sede da fundação. Os áudios foram revelados pelo Estadão

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O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo , chamou o movimento negro de " escória maldita " em uma reunião gravada sem que ele tivesse conhecimento. Em 4 dezembro, a Justiça Federal do Ceará aceitou um pedido de ação popular e determinou a suspensão a indicação

“ Escória maldita ”. Um exemplo dos ataques criminosos promovidos por Camargo foi o vazamento de um áudio, no sábado 30, no qual ele demonstra um profundo derespeito ao movimento negro denominado por ele de ” escória maldita ” e “vagabundos”.

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2020/06/sargio-camargo-online-audio-convertercom_040620203030.mp3

"A primeira parte do discurso revela possível desvio de poder, tendo em vista transparecer a intenção de prejuízo administrativo a servidores da entidade, apenas em razão de divergências ideológicas pessoais. De fato, a conduta de ameaçar servidores 'esquerdistas' de exoneração ou 'demissão', se comissionados, e de remoção ou redistribuição, se efetivos, em decorrência da visão ideológica pessoal de cada um, em tese, não se coaduna com os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativas (CF, art. 37, caput), além de violar outros valores, tais como a finalidade, a indisponibilidade do interesse público e a probidade", diz o documento. 

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O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo , classificou o movimento negro como “ escória maldita ”, que abriga O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou representação à Procuradoria da República no Distrito Federal, com um pedido para que Sérgio Camargo responda

do Esmael convocação de Sérgio Camargo escória maldita Fundação Palmares movimento negro MPF PSOL sérgio camargo site. nesta quarta-feira (3) um pedido para que o Ministério Público Federal (MPF) instaure inquérito para investigar a fala do presidente da Fundação Palmares, Sérgio

No áudio da reunião, Camargo diz com veemência, e abusando de palavrões, que tiraria o cargo de qualquer funcionário com ideologias de esquerda. "Se tiver um esquerdista aqui, vocês me digam onde está esse filho da p*** que eu quero exonerar ou demitir ou mandar para outro órgão, se for efetivo". 

REPRESENTAÇÃO CONTRA SÉRGIO CAMARGO

"O segundo trecho do discurso, ainda em tese, também pode ser considerado afrontoso à ordem jurídica. Em primeiro lugar, porque as palavras depreciativas destinadas ao "movimento negro", genericamente referido, mostram-se incompatíveis com as finalidades institucionais para as quais se destina a entidade presidida pelo Sr. Sérgio Camargo", ressaltou o subprocurador na representação. 

Nesta quinta-feira, dia 4, organizações de direitos civis e representantes de religiões de matriz africana já haviam enviado uma representação ao Ministério público Federal cobrando a instauração de inquérito contra Sérgio Camargo pelas ofensas ditas contra o movimento negro, além de pedir seu afastamento do cargo. 

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sérgio Camargo , presidente da Fundação Palmares, se referiu ao movimento negro como " escória maldita " e "vagabundos" em reunião privada de 30 de abril 'Presidente esqueceu de combinar comigo', diz Aras sobre arquivar inquérito contra Bolsonaro.

Em conversa gravada, presidente da Fundação Palmares se referiu ao movimento negro como ‘ escória maldita ’. Investigação. MPF conclui que Adélio Bispo agiu sozinho no episódio da facada em Bolsonaro. Instituição pediu o arquivamento do inquérito .

Ainda de acordo com as organizações, Camargo vem "desafiando os limites da ordem jurídica e o real compromisso da sociedade brasileira em acertar contas com o seu passado escravocrata", além de demonstrar "incompatibilidade" com o cargo que ocupa. O permanência do jornalista na função também seria uma maneira de impedir o financiamento e implementação de políticas contra o racismo. 

No Congresso, um grupo de parlamentares apresentou representação ao Ministério Público Federal contra Camargo, acusando o presidente da Palmares de desvirtuar os objetivos legais da fundação, configurando crime de desvio de finalidade, abuso de poder e improbidade administrativa.

Entre os deputados que assinam o documento, estão Áurea Carolina (PSOL-MG), Benedita da Silva (PT-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Bira do Pindaré (PSB-MA), Damião Feliciano (PDT-PB), David Miranda (PSOL-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

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Discurso de ódio .
Sérgio Camargo transformou a Fundação Palmares em seu feudo e trabalha para aniquilar a instituição, apagar a memória histórica da cultura negra e esconder o racismo estrutural“Escória maldita”

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